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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Grande

Jorge Semprún (10/12/1923 - 07/06/2011)

"Creio que Jorge Semprún viveu não como testemunha mas como protagonista os grandes tumultos históricos do século XX, lutou contra o fascismo, foi militante da resistência e teve a experiência atroz dos campos de concentração, viveu a ilusão comunista e as grandes fracturas do comunismo quando se revelaram os campos de concentração, Gulag, participou na tentativa da experiência euro comunista e foi purgado pelo comunismo estalinista” -  Mário Vargas Llosa .

"Desapareceram as testemunhas do extermínio, ainda há mais velhos que eu, mas não são escritores”, dizia, em 2000, numa entrevista ao “El País”. E recordava. O odor a carne queimada. “Esse cheiro vai-se comigo como se foi com os outros - Jorge Semprún

"A Espanha foi pouco generosa com Semprún”, admitia, ontem, César António Molina, antigo ministro da Cultura de Rodriguez Zapatero. E assim foi. A heterodoxia de Semprún, o seu cosmopolitismo, sempre suscitou reparos na esquerda espanhola. Como os seus êxitos".