terça-feira, 31 de janeiro de 2012

É o salve-se quem puder



"Todos estão a falar de mais crescimento e nós lemos as conclusões [preliminares] da cimeira e dizemos “boa”. Mas onde estão as medidas concretas para o fazer?”, perguntava ontem o ex-primeiro ministro belga Guy Verhofstad.


Com a ilegalização oficial das políticas keynesianas,  encomendamos a corda  com que nos vamos enforcar. A única dúvida é saber se nos colocam de pés para cima ou de  pés para baixo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A bem da Nação...



O governo acaba de alvarizar a Implantação da República e o Dia da Restauração e Independência. Os "parceiros sociais" como se percebe, são aqui chamados só para compor o jarrão...

Noite da Memória


Teatro S. Luis assinala hoje Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

"De manhã só estou bem na caminha"....


A propósito desta prepotência nojenta, fico aqui à espera de ouvir o coro indignado deste mesmo jet-set de fazedores de opinião,  a encabeçar novamente com fervor, a luta pela liberdade.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Feliz Aniversário

A vergonha nacional



Sobre o deprimente caso das pensões do senhor Silva as quais, segundo o próprio, não chegam sequer para os alfinetes da senhora Maria, já tudo foi dito, gulosado, analisado, escalpelizado até ao tutano. O homem  mesquinho como é, depois de ter levantado um sururu de indignação nacional, remeteu-se ao silêncio dos cobardes. E eu interrogo-me se seremos um povo tão rasca que não merecemos melhor do que este arremedo de presidente...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Coisas que temos necessidade absoluta de saber....



"Sou o tipo de pessoa que não usa biquini na praia e que anda pela casa de pijama. Estive dez anos sem me ver nua ao espelho. Sou muito pudica"

Carey Mulligan ( que não tenho o prazer de conhecer, e estou em dúvida se não será uma pena), Revista do Expresso

"Quem tem uns seios pequenos usa aqueles enchimentos... Quando conhecemos um rapaz, tiramos os enchimentos, e depois não sabemos o que fazer com eles"

Charlize Theron (então Charlize uma rapariga como tu  precisa lá de enchimentos), Revista do Expresso

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

In memoriam



Foi surreal, lá isso foi....



"Na passada segunda-feira, na RTP1, foi transmitido, directamente de Luanda, um "Prós e Contras" intitulado "O Reencontro". O Reencontro, além de Fátima Campos Ferreira (com traje de queijo flamengo), incluía alguns convidados especiais: um ministro de Angola, empresários angolanos, Zeinal Bava e Relvas…, claro. Relvas é o mais africano dos Ministros de Tudo, de sempre. Apeteceu-lhe ir a Angola e a RTP é a sua autocaravana.

O Reencontro começou com humor feito por humoristas angolanos e incluiu uma imitação de
Cavaco Silva (desconfio que foi Relvas quem escreveu o "sketch"). É um bom sinal. Significa que há mais liberdade para o humor por lá. Nós, cá, não arriscamos fazer piadas com o Presidente de Angola.

Pela cara dos angolanos, tive medo que este reencontro desse em guerra. Era tudo com paninhos quentes, por parte dos portugueses. Qualquer comentário que meta um "vamos para Angola em força" é mal recebido. Estava um ambiente parecido com o dos filmes de ficção científica quando há um primeiro contacto. O som era mau e, de repente, parecia que estávamos na Primavera Marcelista. Estava tudo a correr razoavelmente não muito mal quando Fátima Campos Ferreira lança um desajeitado: "a menor transparência das empresas angolanas do Estado…". Ainda tentou salvar a situação, mas era tarde. O ministro angolano reagiu e terminou com um: "a transparência para nós está ao nível dos assuntos domésticos … Internos". Embrulha, Fáti.

Relvas interveio e mudou de assunto dizendo: "Angola é muito grande, não é só Luanda e amanhã vamos estar em Benguela. A Fátima, também segundo sei. "Eu não vou a Benguela", diz Fátima.... "Vai, vai", diz Relvas. Começou o castigo pela bronca. Só faltou acrescentar... "e vai com esse vestido e sem repelente para os mosquitos".

O programa terminou com Rui Veloso a cantar "O Anel de Rubi" - essa letra que diz tanto aos angolanos de Rio Tinto. Fica a pergunta: quando é que fazem um "Prós e Contras" destes na Madeira? O Reencontro Portugal-Madeira - pensa nisso, Relvas."

retirado daqui

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aos abrigos!



"Socialists too must not be complacent in thinking this is merely a problem for the right. François Hollande, The left's candidate, can hardly claim a national mandate, if he is elected simply to stop Ms Le Pen. Neither Mr Sarkozy nor Mr Hollande have yet set out a serious rebuttal to the National Front programme. They must not delay. Otherwise the risk is that Ms Le Pen will make even greater gains.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Solilóquios (46)

Não percebo o alarido com as pontes, todas as que gozei  ao longo de trinta e oito anos de trabalho, foram sempre a descontar aos meus dias de férias. Já a retirada dos três dias de férias suplementares em função da  assiduidade, é uma autêntica aberração, mas em linha com a teoria oficial deste governo rodeado de pintelhos,  de que a produtividade é baixa porque os trabalhadores são calões...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O naufrágio


O papel, já se sabe, não era para ser tornado público. Mas foi. Qual papel? Obviamente, o documento reservado que o ministro das Finanças levou ao Conselho de Ministros informal de 16 de Dezembro e que alguém do Governo, talvez escandalizado, fez chegar a alguém que o fez chegar ao “Diário de Notícias”.

 Pedro Silva Pereira, o Papel, D. Económico


(...)
"Ora, se não acontecer mais nenhuma surpresa até ao final do ano, o que é altamente improvável, todos os cidadãos devem tremer de medo com esta notícia. Porque de duas, uma: ou o Governo admite desde já que não cumpre o défice; ou vai aplicar medidas adicionais para o cumprir, aumentando mais os impostos. Neste ponto, o ministro contradiz-se. No referido documento interno, Vítor Gaspar escreve, preto no branco, que “as estimativas indicam a necessidade de medidas adicionais no valor de 0,3% do PIB”. Mas esta semana no Parlamento negou por três vezes que sejam necessárias medidas de austeridade adicionais por este motivo ou para este efeito (transferência dos fundos de pensões da banca). Mas sobre outros motivos nada disse."



(...)
"O problema (...) é o momento em que Passo Coelho resolveu matar as ilusões. Justamente aquele em que lhe era proibido fazê-lo. Se já havia um largo e provavelmente inevitável sentimento de injustiça quanto à distribuição dos sacrifícios e uma fraca crença numa saída para a dose brutal de austeridade que não seja "a grega", agora haverá muito mais. Ora, a mistura de descrença e de sentimento de injustiça pode vir a revelar-se fatal no médio prazo. Nenhum país passa por aquilo que estamos a passar sem um forte sentimento de coesão social. Passos Coelho e o seu Governo desferiram-lhe um golpe severo. Numa semana que foi trágica no que respeita à percepção de como as coisas se fazem em Portugal, de quem está sempre a salvo das crises ou de quem acaba sempre por pagar o grosso da factura."

Teresa de Sousa, Público