Ainda não ouvi o Senhor Primeiro Ministro pronunciar-se sobre o novo desvio colossal por ajuste directo, na Madeira. A unidade partidária oblige?!... as promessas de mau pagador, também.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Os cumpridores...
Esta sequência de declarações da Troika e de Olli Rehn fazem-me lembrar Dupond e Dupont. Temos de animar o moribundo, diz o primeiro, eu diria mais, temos de animar o moribundo, diz o segundo.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Ide morrer longe!
Ainda a propósito do vergonhoso chumbo dos projectos de lei que visavam possibilitar a adopção por casais do mesmo sexo, rematado com chave de ouro pela descabelada justificação de Telmo Correia de que está contra porque tal iria " contra a vontade do criador" lembrei-me do manifesto anti-Dantas de Almada Negreiros, dito pelo saudoso José Viegas.
PIM!
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Piolhosos
O problema é que enquanto não morrem conspurcam tudo o que tocam. Felizmente ainda há um Ferreira Fernandes que coloca as coisas no são.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Emigrai e multiplicai-vos!
"Os diplomatas portugueses "não prestam para nada"[...] [...] o Presidente da República e o ministro dos Negócios Estrangeiros, «a única coisa que vêm cá [aos Estados Unidos] fazer é gastar dinheiro e passear»"
O Ministro dos Negócios Estrangeiros engrossou a voz e declarou, impotente, que o impacto não é significativo "150 [vistos] apenas deixam de ser feitos".
Cristalino
"Um país tem um excedente em conta corrente quando – de forma simplificada – exporta mais do que aquilo que importa. Isso conduz, geralmente, a uma procura interna estruturalmente mais fraca, como sucedeu na Alemanha na década passada. Ora, se todos os países adoptassem o mesmo modelo, isso enfraqueceria os mercados de exportação da Alemanha. O resultado portanto não seria uma melhoria nos países endividados, mas um enfraquecimento geral de todos. No fundo, jogaríamos todos na segunda divisão”, continua o comentador, acrescentando ainda que “um excedente só é uma bênção se os devedores pagarem e se houver estabilidade no sistema financeiro"
[...] "na nossa união, os bancos desconfiam uns dos outros” e os “países do défice não têm qualquer incentivo para abaterem as suas dívidas dado que os bancos centrais financiam imparavelmente o défice do sector privado”, gerando-se assim uma dívida infinita que acabará por explodir algum dia. “É preciso notar que não estou a falar da dívida soberana, mas das dívidas do sector privado. Porque são estas que constituem o grosso dos desequilíbrios em conta corrente na zona euro”.
Wolfgang Münchau retirado daqui
É tempo da esquerda na Europa começar a chamar os bois pelos nomes.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Quarta-feira de Cinzas
O combate entre o Carnaval e a Quaresma, de Pieter Brueghel, o Velho
"Em algumas empresas existem contratos colectivos de trabalho que estão a ser salvaguardados."
É no que dá ainda não conhecer os vícios dos indígenas, mais esta mania de celebrarem contratos colectivos de trabalho...
Ora, ide mas é chatear o Relvas, cochichou ele com um sorriso maroto para os seus botões.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
O Carnaval na pintura
Joan Miró, O Carnaval de Arlequim
"Esta obra datada de 1924/25, segundo o próprio Miró, revela de forma inconfundível o seu estilo pessoal. Para a pintar, Miró afirma que fez inúmeros desenhos, nos quais exprimia as suas alucinações provocadas pela fome. "Chegava a casa sem ter jantado, e anotava todas as sensações no papel". A pintura representa um quarto, com uma mesa e uma janela, mas o que nele se destaca sãos elementos oníricas que uns identificam como uma referência ao mundo das crianças, e outros atribuem à influência do surrealismo na sua obra. Estamos convencidos que se trata de uma retrato irónico da nossa sociedade, onde um permanente espectáculo nos faz esquecer a degradação humana atinge a maior parte da humanidade ."É essencial ter os pés firmemente plantados no chão para nos podermos lançar no espaço". Miró
Imagem e texto retirados daqui
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Pieguice carnavalesca
Hoje na empresa onde trabalho, os serviços administrativos estão a funcionar a meio gás. Amanhã a empresa fecha, pelo Contrato Colectivo de Trabalho porque se regem as relações laborais na empresa, a Terça Feira de Carnaval é considerada para todos os efeitos como dia Feriado, passível de poder ser transferido para outro dia com significado na localidade. Com as férias de Carnaval nas escolas públicas e privadas, o trânsito hoje de manhã em Oeiras assemelhava-se ao de um fim de semana.
Há determinações que manifestamente só servem para chatear o parceiro e que, ao invés de produzirem ganhos de produtividades, têm precisamente o efeito contrário. É o que acontece quando no lugar de Primeiro-Ministro está sentado um delegado da troika a mandar bitaites sobre os hábitos e tradições dos portugueses.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Em casa manda ela e nela mando eu....
"A mulher perdeu muito do valor que tinha. Tem muito valor num sentido mas noutro… Um país depende muito, muito das mães, pois é ela que forma os filhos. Não há melhor educadora que a mãe”
"O trabalho da mulher a tempo completo, creio que não é útil ao país. Trabalhar em casa sim, mas que tenham de trabalhar de manhã até à noite, creio que para um país é negativo. A melhor formadora é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar como vai ter tempo para formar”
Convém não olhar para estas declarações como se de arqueologia se tratasse. Um homem da envergadura deste Cardeal sabe muito bem o que diz. Estamos a viver um tempo de grandes alterações e de retrocesso do modelo social construído ao longo dos últimos cinquenta anos. Com o país com uma taxa de desemprego histórica de 14%, estas declarações não são só desprezíveis, são também perigosas. Um dia destes, vamos ouvir esta gente insinuar que é necessário redireccionar os parcos recursos do país com a educação das mulheres. Para ficarem em casa a educar os filhos basta o curso de formação feminina, com o benefício acrescido de deixarem de contribuir as estatísticas do desemprego.
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sábado, 18 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Falta de ...
Alegar falta de condições de segurança, para esconder o medo do enxovalho por parte dos alunos, confirma a triste natureza deste homem mesquinho e árido, incapaz de um gesto largo e solidário que acolha quem dele mais precisa. É uma tragédia faltar-nos um Presidente quando tanto precisamos de um.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Em modo Xerife
[…]
"A novidade nos mais recentes indicadores da OCDE é que a Irlanda e a Grécia registam uma retoma gradual, enquanto os indicadores portugueses se mantêm em queda permanente. Deve ser pelo facto de Portugal ser mais troikista que a “troika”, no que aliás o Governo tem muito orgulho. E é assim que Portugal é a ovelha negra de uma zona euro que vai apresentando sinais de moderação na deterioração da actividade económica. Portugal não. É sempre a descer, rapidamente e em força, a sacrificar e a castigar o povo.
Pelo que Portugal, na acelerada marcha atrás que empreendeu na economia e na sociedade, descobriu talvez as vantagens do “orgulhosamente sós” correndo para o abismo “rapidamente e em força”. De facto, alguma coisa criou mofo e cheira a decadência em tudo isto. E a política de marcha forçada para a miséria vem acompanhada de crescentes manifestações de intolerância, de rabugice, e de autoritarismo. A questão da tolerância de ponto no Carnaval – a lembrar o pior do cavaquismo – é a prepotência sem qualquer razão económica. É uma decisão tão burra – na obstinação e na asneira – como a constante destruição do mercado interno. Não faz mal, carrega-se nos impostos. Já o Shérif de Nottingham não tinha ciência nem imaginação para mais."
sublinhados meus
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Tragédia grega
"Mas o canal privado Mega também voltou a recordar a megamanifestação de domingo, e imagens de dois respeitados anciãos atenienses que compareceram no protesto: o conhecido compositor Mikis Theodorakis e o político Manolo Glezos, que em 1941, logo após a ocupação alemã da
Grécia no início da II Guerra Mundial, iludiu os guardas e retirou durante a noite uma grande bandeira nazi que esvoaçava no Pártenon, elevando o espírito de resistência da população"
Grécia no início da II Guerra Mundial, iludiu os guardas e retirou durante a noite uma grande bandeira nazi que esvoaçava no Pártenon, elevando o espírito de resistência da população"
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Em busca da esquerda perdida
"Temos um "gozo apolítico de um certo bem-estar" [Tronti 2009,59].
Daí derivou, em política in primis, a menorização do trabalho e do valor do trabalho.
Mas se a esquerda renuncia à centralidade do trabalho, que sentido tem a esquerda?
"Se é verdade que já não existe a centralidade política da classe operária, no seu lugar existe uma centralidade política do trabalho. Esta foi integrada, marginalizada e depois negada pelos últimos trinta anos do ciclo capitalista, sob a bandeira da globalização neoliberal. A crise actual deste ciclo volta a propor o tema. Mas atenção, o reaparecimento do trabalho na cena política não ocorrerá espontaneamente. Pelo contrário, podem ser introduzidos agravamentos nas suas condições sociais: o impacto da crise, com as suas inevitáveis reestruturações produtivas, atinge os trabalhadores, sobretudo nas faixas mais débeis e menos protegidas, e a saída da crise, com os seus igualmente inevitáveis surtos inflacionistas, punirá uma segunda vez os trabalhadores, também nos sectores mais fortes e mais seguros. Hoje, o trabalho já não tem um ponto central de referência, como podiam ser, no capitalismo industrial, os operários da grande fábrica pré e pós-fordiana, mas, em compensação, adquiriu uma difusão horizontal que faz dele, não um bloco, mas um campo, fragmentado, diversificado, disperso, todavia presente e influente de modo decisivo dentro de todas as dobras da sociedade [...]. O trabalho deixa de ter um centro, mas é ele próprio o centro da sociedade e da política. Para que este dado, de facto não reconhecido, se eleve a consciência individual e colectiva, é necessária a esquerda. Todas as outras contradições do sistema giram em torno deste centro. Só assim a esquerda de hoje se torna reconhecível, se torna identificável, adquire um sentido, assume um valor, obtém uma função.[ibidem, 180-181].
Franco Cazzola, in O que Resta da Esquerda, Mitos e Realidades das Esquerdas no Governo, Cavalo de Ferro Editores, 2011, pag 133-134.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
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