sexta-feira, 2 de março de 2012

O contorcionista


O  homem reprova o Presidente “ Cavaco Silva deveria ter atuado para demover Passos Coelho de fazer cortes nos subsídios de férias e de Natal
O homem queixa-se  de que está  a  atravessar o deserto e culpa a  maçonaria….
O homem  lamenta-se de que soube pelos jornais que ia sair de Conselheiro de Estado e pela televisão de que o Nobre lhe tinha roubado o lugar nas listas por Lisboa...
O homem faz tiro ao Relvas “Ele é uma pessoa muito boa em âmbitos partidários e outros […] mas gosta nada "da maneira como ele está a tratar as autarquias […]
O homem arrasa o PSD “O PSD não existe”
O homem  põe-se  em bicos de pés, gesticula, braceja .
O homem tinha tantos projectos em mente...
O homem já não conta para o totobola e ninguém o avisou.

(ouvir também  aqui aqui)


quinta-feira, 1 de março de 2012

No país das maravilhas ...


Lê-se e não se acredita.

"400 funcionários da câmara de Setúbal terão de devolver perto de um milhão de euros relativos a aumentos salariais decorrentes de alterações de posição remuneratória por opção gestionária referentes aos anos de 2009 e 2010."
[...]
"Há casos de trabalhadores em que os aumentos foram superiores a 150 euros por mês. Os valores recebidos, alguns deles com efeitos retroactivos, ascendem em alguns casos a perto de cinco mil euros."

Quem são estes gestores autárquicos  que parecem aliar a demagogia à incompetência, mas não são capazes de parar um momento para pensar e perceber que  alguma coisa não ía  bater certo nesta história? Cinco mil euros de retroactivos pagos por uma autarquia, quando o país atravessa graves constrangimentos financeiros?


Lá diz o ditado, quem conta um conto acrescenta um ponto....

Solilóquios (47)

"O deputado comunista António Filipe considerou “prematuro” partir do pressuposto que as Forças Armadas não decidirão no sentido de reintegrarem Barros Bastos, no que foi apoiado pelo democrata-cristão Telmo Correia."


A sério, já me começo a preocupar com esta coincidência de posições…

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O verdadeiro artista



Ainda não ouvi o Senhor Primeiro Ministro pronunciar-se sobre o novo desvio colossal  por ajuste directo, na Madeira. A unidade partidária oblige?!...  as promessas de mau pagador, também.

Os cumpridores...


Esta sequência de declarações da Troika e de Olli Rehn fazem-me lembrar Dupond e Dupont.  Temos de animar o moribundo, diz o primeiro, eu diria mais, temos de animar o moribundo, diz o segundo.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Reavivar a memória


"É preciso dizer aos alemães que os povos do Sul nunca destruíram a Europa"


Adriano Moreira, programa Zona Euro, RTP1

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ide morrer longe!

Ainda a propósito do vergonhoso chumbo dos projectos de lei que visavam possibilitar a adopção por casais do mesmo sexo, rematado com chave de ouro pela descabelada justificação  de Telmo Correia de que está contra  porque tal iria "contra a vontade do criador" lembrei-me do manifesto anti-Dantas de Almada Negreiros, dito pelo saudoso José Viegas.



PIM!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Piolhosos

O problema é que enquanto não morrem conspurcam tudo o que tocam. Felizmente ainda há um Ferreira Fernandes que coloca as coisas no são.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Emigrai e multiplicai-vos!


"Os diplomatas portugueses "não prestam para nada"[...]  [...] o Presidente da República e o ministro dos Negócios Estrangeiros,  «a única coisa que vêm cá [aos Estados Unidos] fazer é gastar dinheiro e passear»"

O Ministro dos Negócios Estrangeiros  engrossou a voz e declarou, impotente,  que o impacto não é significativo  "150 [vistos] apenas deixam de ser feitos".



Cristalino

"Um país tem um excedente em conta corrente quando – de forma simplificada – exporta mais do que aquilo que importa. Isso conduz, geralmente, a uma procura interna estruturalmente mais fraca, como sucedeu na Alemanha na década passada. Ora, se todos os países adoptassem o mesmo modelo, isso enfraqueceria os mercados de exportação da Alemanha. O resultado portanto não seria uma melhoria nos países endividados, mas um enfraquecimento geral de todos. No fundo, jogaríamos todos na segunda divisão”, continua o comentador, acrescentando ainda que “um excedente só é uma bênção se os devedores pagarem e se houver estabilidade no sistema financeiro"

[...] "na nossa união, os bancos desconfiam uns dos outros” e os “países do défice não têm qualquer incentivo para abaterem as suas dívidas dado que os bancos centrais financiam imparavelmente o défice do sector privado”, gerando-se assim uma dívida infinita que acabará por explodir algum dia. “É preciso notar que não estou a falar da dívida soberana, mas das dívidas do sector privado. Porque são estas que constituem o grosso dos desequilíbrios em conta corrente na zona euro.

Wolfgang Münchau retirado daqui

É tempo da esquerda na Europa  começar a chamar os bois pelos nomes.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Zeca , Maior que o Pensamento




Ver aqui o programa das iniciativas que assinalam os 25 anos da morte do poeta, compositor e cantor.

 publicado também  aqui

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quarta-feira de Cinzas

O combate entre o Carnaval e a Quaresma, de Pieter Brueghel, o Velho


"Em algumas empresas existem contratos colectivos de trabalho que estão a ser salvaguardados."

É no que dá ainda não conhecer os vícios dos indígenas, mais esta mania  de celebrarem contratos colectivos de trabalho...


Ora, ide mas é chatear o Relvas, cochichou ele com um sorriso maroto para os seus botões.

 publicado também  aqui

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O Carnaval na pintura

Joan Miró, O Carnaval de Arlequim

"Esta obra datada de 1924/25, segundo o próprio Miró, revela de forma inconfundível o seu estilo pessoal. Para a pintar, Miró afirma que fez inúmeros desenhos, nos quais exprimia as suas  alucinações provocadas pela fome. "Chegava a casa sem ter jantado, e anotava todas as sensações no papel". A pintura representa um quarto, com uma mesa e uma janela, mas o que nele se destaca sãos elementos oníricas que uns identificam como uma referência ao mundo das crianças, e outros atribuem à influência do surrealismo na sua obra. Estamos convencidos que se trata de uma retrato irónico da nossa sociedade, onde um permanente espectáculo nos faz esquecer a degradação humana atinge a maior parte da humanidade ."É essencial ter os pés firmemente plantados no chão para nos podermos lançar no espaço". Miró

Imagem e texto retirados daqui

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Pieguice carnavalesca

Hoje na empresa onde trabalho, os serviços administrativos estão a funcionar a meio gás. Amanhã a empresa fecha, pelo Contrato Colectivo de Trabalho porque se regem as relações laborais na empresa, a Terça Feira de Carnaval é considerada para todos os efeitos como dia Feriado, passível de poder ser transferido para outro dia com significado na localidade. Com as férias de Carnaval nas escolas públicas e privadas, o trânsito hoje de manhã em Oeiras assemelhava-se ao de um fim de semana.
Há determinações que manifestamente só servem para chatear o parceiro e que, ao invés de produzirem ganhos de produtividades, têm precisamente o efeito contrário. É o que acontece quando no lugar de Primeiro-Ministro está sentado um delegado da troika a mandar bitaites sobre os hábitos e tradições dos portugueses.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Em casa manda ela e nela mando eu....

"A mulher perdeu muito do valor que tinha. Tem muito valor num sentido mas noutro… Um país depende muito, muito das mães, pois é ela que forma os filhos. Não há melhor educadora que a mãe”
 
"O trabalho da mulher a tempo completo, creio que não é útil ao país. Trabalhar em casa sim, mas que tenham de trabalhar de manhã até à noite, creio que para um país é negativo. A melhor formadora é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar como vai ter tempo para formar

Convém não olhar para estas declarações como se de arqueologia se tratasse. Um homem da envergadura deste Cardeal sabe muito bem o que diz. Estamos a viver um tempo de grandes alterações e de retrocesso do modelo social construído ao longo dos últimos cinquenta anos. Com o país com uma taxa de desemprego histórica de 14%, estas declarações não são só desprezíveis, são também perigosas.  Um dia destes, vamos ouvir esta gente insinuar que é necessário redireccionar os parcos recursos do país com a educação das mulheres. Para ficarem em casa a educar os filhos basta o curso de formação feminina,  com o benefício acrescido de deixarem de contribuir as estatísticas do  desemprego.

 publicado também  aqui

sábado, 18 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Falta de ...




Alegar falta de condições de segurança, para esconder o medo do enxovalho por parte dos alunos,  confirma a triste  natureza deste homem mesquinho e árido, incapaz de um gesto largo e solidário que acolha quem dele mais precisa. É uma tragédia faltar-nos um Presidente quando tanto precisamos de um.

 também publicado aqui


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Em modo Xerife

[…]
"A novidade nos mais recentes indicadores da OCDE é que a Irlanda e a Grécia registam uma retoma gradual, enquanto os indicadores portugueses se mantêm em queda permanente. Deve ser pelo facto de Portugal ser mais troikista que a “troika”, no que aliás o Governo tem muito orgulho. E é assim que Portugal é a ovelha negra de uma zona euro que vai apresentando sinais de moderação na deterioração da actividade económica. Portugal não. É sempre a descer, rapidamente e em força, a sacrificar e a castigar o povo.
Pelo que Portugal, na acelerada marcha atrás que empreendeu na economia e na sociedade, descobriu talvez as vantagens do “orgulhosamente sós” correndo para o abismo “rapidamente e em força”. De facto, alguma coisa criou mofo e cheira a decadência em tudo isto. E a política de marcha forçada para a miséria vem acompanhada de crescentes manifestações de intolerância, de rabugice, e de autoritarismo. A questão da tolerância de ponto no Carnaval – a lembrar o pior do cavaquismo – é a prepotência sem qualquer razão económica. É uma decisão tão burra – na obstinação e na asneira – como a constante destruição do mercado interno. Não faz mal, carrega-se nos impostos. Já o Shérif de Nottingham não tinha ciência nem imaginação para mais."

João Paulo Guerra, Coluna Vertebral, Diário Económico
sublinhados meus

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tragédia grega

"Mas o canal privado Mega também voltou a recordar a megamanifestação de domingo, e imagens de dois respeitados anciãos atenienses que compareceram no protesto: o conhecido compositor Mikis Theodorakis e o político Manolo Glezos, que em 1941, logo após a ocupação alemã da
Grécia no início da II Guerra Mundial, iludiu os guardas e retirou durante a noite uma grande bandeira nazi que esvoaçava no Pártenon,
elevando o espírito de resistência da população"

Por cá, o governo devia estar agradecido pela manifestação de sábado. E em vez de tentar levantar a mesquinha questão dos números, devia fazer figas para que muitas outras se repitam, assim, grandiosas e ordeiras.

também publicado aqui

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Em busca da esquerda perdida

"Temos um "gozo apolítico de um certo bem-estar" [Tronti 2009,59].
Daí derivou, em política in primis, a menorização do trabalho e do valor do trabalho.
Mas se a esquerda renuncia à centralidade do trabalho, que sentido tem a esquerda?

"Se é verdade que já não existe a centralidade política da classe operária, no seu lugar existe uma centralidade política do trabalho. Esta foi integrada, marginalizada e depois negada pelos últimos trinta anos do ciclo capitalista, sob a bandeira da globalização neoliberal. A crise actual deste ciclo volta a propor o tema. Mas atenção, o reaparecimento do trabalho na cena política não ocorrerá espontaneamente. Pelo contrário, podem ser introduzidos agravamentos nas suas condições sociais: o impacto da crise, com as suas inevitáveis reestruturações produtivas, atinge os trabalhadores, sobretudo nas faixas mais débeis e menos protegidas, e a saída da crise, com os seus igualmente inevitáveis surtos inflacionistas, punirá uma segunda vez os trabalhadores, também nos sectores mais fortes e mais seguros. Hoje, o trabalho já não tem um ponto central de referência, como podiam ser, no capitalismo industrial, os operários da grande fábrica pré e pós-fordiana, mas, em compensação, adquiriu uma difusão horizontal que faz dele, não um bloco, mas um campo, fragmentado, diversificado, disperso, todavia presente e influente de modo decisivo dentro de todas as dobras da sociedade [...]. O trabalho deixa de ter um centro, mas é ele próprio o centro da sociedade e da política. Para que este dado, de facto não reconhecido, se eleve a consciência individual e colectiva, é necessária a esquerda. Todas as outras contradições do sistema giram em torno deste centro. Só assim a esquerda de hoje se torna reconhecível, se torna identificável, adquire um sentido, assume um valor, obtém uma função.[ibidem, 180-181].

Franco Cazzola, in O que Resta da Esquerda, Mitos e Realidades das Esquerdas no Governo, Cavalo de Ferro Editores, 2011, pag 133-134.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O Protetorado


Não serei eu em circunstância alguma a defender o  investimento descabelado no betão na Madeira e que, entre muitos males, contribuiu decisivamente para agravar as consequências da catástrofe ocorrida há dois anos,  com dezenas de mortos e prejuízos a perder de vista. O que me provoca uma raiva surda é ter a consciência de que Merkel só aponta à Madeira  porque pode, é fácil, é barato e tem cá um trinca línguas de cerviz dobrada ao seu serviço.

imagem daqui

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A batalha da produção


"É mais uma medida que aparentemente, sendo facultativa e logo não merecendo reparos do maior, vai sempre no mesmo sentido. Ou seja, retirar direitos aos trabalhadores, pô-los a trabalhar mais tempo, em trabalho forçado e não remunerado", afirmou Jerónimo de Sousa referindo-se à não concessão da terça-feira de Carnaval pelo Governo.  Vai dai o quê a malta estaria à espera depois destas declarações arrebatadas? Naturalmente que o PCP manifestasse o seu repúdio não comparecendo na Assembleia da República na terça-feira de Carnaval, repetindo o gesto de há 19 anos. Certo? Errado!

O PCP desde que o actual governo tomou posse, está cada vez mais parecido com aqueles indivíduos muito gabarolas mas que na hora da verdade gritam , agarrem-me senão eu mato-o, sem a mínima intenção de se mexerem do lugar onde estão. O Governo agradece este contributo para a batalha da produção.

também publicado aqui

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Um mundo de pequenas coisas...


O Der Terrorist, com o sarcasmo demolidor  de um autentico terrorist verbal, chama a isto e a isto "Operação Fellatio".

À parte o populismo grosseiro, já que se metem nestes assados,  seria preferivel que assumissem a coisa até ao fim e  que a cena  "por acaso o fotógrafo estava lá" fosse  feita à séria, para evitar que saísse uma coisa manhosa como a de vermos "por casualidade" o Primeiro Ministro  de ganga e casaquinho de malha na caixa registadora do Continente com um pacote de leite e comida para os cães. É deprimente. É pindérico. Bem sei que esta cena é a continuação do filme "aconteceu no verão passado na Manta Rota", mas com tanto assessor tinham obrigação de já ter aprimorado a coisa.  Um Primeiro Ministro não é o Zé da Adega. Reparem na postura de David Cameron  very british, engravatado,  sobretudo de bom corte, rodeado de miúdas louras embasbacadas,  passeando com panache o cesto das compras junto ao expositor dos frescos, à banca do peixe fresco e finalmente na fila da caixa registadora. Há um mundo de distância que separa os dois personagens, que vai de Massamá  ao number 10 Downing Street...



publicado também na "pegada"

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A intolerância de ponto



Há uma perversidade sádica na  arrogância  do Primeiro Ministro quando afirma que "ninguém perceberia" se o Governo desse tolerância de ponto no Carnaval. O que ninguém percebe, é como é que ele não percebe, a enormidade e inutilidade  desta decisão. Ao contrário do que diz, não é o facto de o Governo estar a cortar quatro feriados  nacionais, que torna coerente esta medida. Em política, dois e dois não são quatro. A festa carnavalesca é uma festividade ancestral de grande simbolismo ligada ao calendário pascal, conhecida também como terça-feira gorda, pelo que a decisão é recebida como mais uma punição injusta dirigida aos "madraços que trabalham pouco" e que,  na cabeça dos iluminados que nos vão reduzir a cinzas, têm de trabalhar mais.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O quê que a baiana tem...?




"Pelos 25%, a State Grid paga 287,15 milhões de euros (2,9 euros por acção, o que representa mais 40% do que a cotação de 2,072 euros da véspera da apresentação das propostas)"

Oman Oil Company paga 205,06 milhões de euros pelos restantes 15% (2,56 euros por acção, uma valorização de 23,6%)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Grande Sniper



Em 2 de Fevereiro de 1943 o Exercito Alemão comandado por Von Paulus, rendeu-se ao Exercito Vermelho  pondo fim à  Batalha de Estalinegrado, uma das batalhas mais heroicas da história da humanidade.  Vassilli Zaitev, o  tornou-se o  simbolo dessa gloriosa batalha.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Gambozinos e demais bicharada


"A caça ao gambozino não visa a obtenção de alimento mas a conservação de tradições, é por isso considerada um desporto. Tradicionalmente são usados sacos de sarapilheira para os capturar. É tradição organizar caçadas aos gambozinos e convidar pessoas ingénuas para ir junto. Frequentemente são levados nestas caçadas irmãos ou sobrinhos mais novos; é por isso visto como um desporto de família"

Temos pois de perguntar a Vitor Bento quem é quem nesta rábula de caça aos gambozinos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

É o salve-se quem puder



"Todos estão a falar de mais crescimento e nós lemos as conclusões [preliminares] da cimeira e dizemos “boa”. Mas onde estão as medidas concretas para o fazer?”, perguntava ontem o ex-primeiro ministro belga Guy Verhofstad.


Com a ilegalização oficial das políticas keynesianas,  encomendamos a corda  com que nos vamos enforcar. A única dúvida é saber se nos colocam de pés para cima ou de  pés para baixo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A bem da Nação...



O governo acaba de alvarizar a Implantação da República e o Dia da Restauração e Independência. Os "parceiros sociais" como se percebe, são aqui chamados só para compor o jarrão...

Noite da Memória


Teatro S. Luis assinala hoje Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

"De manhã só estou bem na caminha"....


A propósito desta prepotência nojenta, fico aqui à espera de ouvir o coro indignado deste mesmo jet-set de fazedores de opinião,  a encabeçar novamente com fervor, a luta pela liberdade.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Feliz Aniversário

A vergonha nacional



Sobre o deprimente caso das pensões do senhor Silva as quais, segundo o próprio, não chegam sequer para os alfinetes da senhora Maria, já tudo foi dito, gulosado, analisado, escalpelizado até ao tutano. O homem  mesquinho como é, depois de ter levantado um sururu de indignação nacional, remeteu-se ao silêncio dos cobardes. E eu interrogo-me se seremos um povo tão rasca que não merecemos melhor do que este arremedo de presidente...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Coisas que temos necessidade absoluta de saber....



"Sou o tipo de pessoa que não usa biquini na praia e que anda pela casa de pijama. Estive dez anos sem me ver nua ao espelho. Sou muito pudica"

Carey Mulligan ( que não tenho o prazer de conhecer, e estou em dúvida se não será uma pena), Revista do Expresso

"Quem tem uns seios pequenos usa aqueles enchimentos... Quando conhecemos um rapaz, tiramos os enchimentos, e depois não sabemos o que fazer com eles"

Charlize Theron (então Charlize uma rapariga como tu  precisa lá de enchimentos), Revista do Expresso

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

In memoriam



Foi surreal, lá isso foi....



"Na passada segunda-feira, na RTP1, foi transmitido, directamente de Luanda, um "Prós e Contras" intitulado "O Reencontro". O Reencontro, além de Fátima Campos Ferreira (com traje de queijo flamengo), incluía alguns convidados especiais: um ministro de Angola, empresários angolanos, Zeinal Bava e Relvas…, claro. Relvas é o mais africano dos Ministros de Tudo, de sempre. Apeteceu-lhe ir a Angola e a RTP é a sua autocaravana.

O Reencontro começou com humor feito por humoristas angolanos e incluiu uma imitação de
Cavaco Silva (desconfio que foi Relvas quem escreveu o "sketch"). É um bom sinal. Significa que há mais liberdade para o humor por lá. Nós, cá, não arriscamos fazer piadas com o Presidente de Angola.

Pela cara dos angolanos, tive medo que este reencontro desse em guerra. Era tudo com paninhos quentes, por parte dos portugueses. Qualquer comentário que meta um "vamos para Angola em força" é mal recebido. Estava um ambiente parecido com o dos filmes de ficção científica quando há um primeiro contacto. O som era mau e, de repente, parecia que estávamos na Primavera Marcelista. Estava tudo a correr razoavelmente não muito mal quando Fátima Campos Ferreira lança um desajeitado: "a menor transparência das empresas angolanas do Estado…". Ainda tentou salvar a situação, mas era tarde. O ministro angolano reagiu e terminou com um: "a transparência para nós está ao nível dos assuntos domésticos … Internos". Embrulha, Fáti.

Relvas interveio e mudou de assunto dizendo: "Angola é muito grande, não é só Luanda e amanhã vamos estar em Benguela. A Fátima, também segundo sei. "Eu não vou a Benguela", diz Fátima.... "Vai, vai", diz Relvas. Começou o castigo pela bronca. Só faltou acrescentar... "e vai com esse vestido e sem repelente para os mosquitos".

O programa terminou com Rui Veloso a cantar "O Anel de Rubi" - essa letra que diz tanto aos angolanos de Rio Tinto. Fica a pergunta: quando é que fazem um "Prós e Contras" destes na Madeira? O Reencontro Portugal-Madeira - pensa nisso, Relvas."

retirado daqui

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aos abrigos!



"Socialists too must not be complacent in thinking this is merely a problem for the right. François Hollande, The left's candidate, can hardly claim a national mandate, if he is elected simply to stop Ms Le Pen. Neither Mr Sarkozy nor Mr Hollande have yet set out a serious rebuttal to the National Front programme. They must not delay. Otherwise the risk is that Ms Le Pen will make even greater gains.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Solilóquios (46)

Não percebo o alarido com as pontes, todas as que gozei  ao longo de trinta e oito anos de trabalho, foram sempre a descontar aos meus dias de férias. Já a retirada dos três dias de férias suplementares em função da  assiduidade, é uma autêntica aberração, mas em linha com a teoria oficial deste governo rodeado de pintelhos,  de que a produtividade é baixa porque os trabalhadores são calões...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O naufrágio


O papel, já se sabe, não era para ser tornado público. Mas foi. Qual papel? Obviamente, o documento reservado que o ministro das Finanças levou ao Conselho de Ministros informal de 16 de Dezembro e que alguém do Governo, talvez escandalizado, fez chegar a alguém que o fez chegar ao “Diário de Notícias”.

 Pedro Silva Pereira, o Papel, D. Económico


(...)
"Ora, se não acontecer mais nenhuma surpresa até ao final do ano, o que é altamente improvável, todos os cidadãos devem tremer de medo com esta notícia. Porque de duas, uma: ou o Governo admite desde já que não cumpre o défice; ou vai aplicar medidas adicionais para o cumprir, aumentando mais os impostos. Neste ponto, o ministro contradiz-se. No referido documento interno, Vítor Gaspar escreve, preto no branco, que “as estimativas indicam a necessidade de medidas adicionais no valor de 0,3% do PIB”. Mas esta semana no Parlamento negou por três vezes que sejam necessárias medidas de austeridade adicionais por este motivo ou para este efeito (transferência dos fundos de pensões da banca). Mas sobre outros motivos nada disse."



(...)
"O problema (...) é o momento em que Passo Coelho resolveu matar as ilusões. Justamente aquele em que lhe era proibido fazê-lo. Se já havia um largo e provavelmente inevitável sentimento de injustiça quanto à distribuição dos sacrifícios e uma fraca crença numa saída para a dose brutal de austeridade que não seja "a grega", agora haverá muito mais. Ora, a mistura de descrença e de sentimento de injustiça pode vir a revelar-se fatal no médio prazo. Nenhum país passa por aquilo que estamos a passar sem um forte sentimento de coesão social. Passos Coelho e o seu Governo desferiram-lhe um golpe severo. Numa semana que foi trágica no que respeita à percepção de como as coisas se fazem em Portugal, de quem está sempre a salvo das crises ou de quem acaba sempre por pagar o grosso da factura."

Teresa de Sousa, Público

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O pastel



Como se aproxima o fim de semana,  que se anuncia frio e chuvoso, nada melhor que um pastel de Belém  ainda meio morno com canela, a rematar um franguinho de churrasco.

É que além de nos confortar a alma ainda ajudamos o Álvaro a exportá-los para o Canadá onde certamente os irá apreciar brevemente pouco saudoso da Pátria...

A vida como ela é...



O meu pacote de TV não inclui a TVI 24, de modo que não tive o prazer de ouvir em directo e a cores as deliciosas declarações deste man. O que seria da nossa vida política sem o brilho deste boy, para nos animar os dias....

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Talvez matá-los



Quando se pensa que não é já  possível descer mais baixo no desprezo que o pessoal político do partido do poder vota aos cidadãos mais carênciados, eis que somos confrontados, incrédulos, com a frieza abominável destas declarações.

Talvez  matá-los com a tal injecção atrás da orelha, ficava o assunto definitivamente resolvido e as contas publicas salvas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Solilóquios (45)



Aqui uma gaja já nem tem palavras para qualificar as declarações deste pentelho....

 “50% do que eu ganho vai para impostos. Quanto mais ganhar, maior é a receita do Estado com o pagamento dos meus impostos, e isso tem um efeito redistributivo para as políticas sociais”


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Canalhices e outros quejandos



Ele há histórias que vêm mesmo, mesmo, mesmo a calhar, não há? com o país confrontado com uma comunicação social rastejante e servil, onde predominam os paineleiros ao estilo Rui Moreira, que desde o futebol à venda da banha da cobra têm sempre uma "avisada" opinião sobre tudo e mais um par de botas,  com a emigração maciça de jovens desempregados qualificados a disparar, com a taxa de desemprego acima dos 30% entre a população com menos de 25 anos, com os escândalos diários das nomeações à chinoca, com os empresários a debandarem do pais, com o Governo a preparar o terreno para mais medidas de austeridade no montante de 0,3% do PIB, até ver...,  com o medo  e a austeridade para além do suportável a tomar conta das famílias, os senhores juízes decidiram que o que faz falta é dar à malta doses cavalares da soporífera novela  "O inglês técnico de Sócrates". Há coisas fantásticas não há?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"Como ispilico"?


"As nomeações para a EDP são um mimo. Catroga, Cardona, Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Braga de Macedo... isto não é uma lista de órgãos societários, é a lista de agradecimentos de Passos Coelho. O impudor é tão óbvio nas nomeações políticas que nem se repara que até o antigo patrão de Passos, Ilídio Pinho, foi contratado."(...)

"Por esta lógica, ainda veremos Ângelo Correia ou José Luis Arnaut assomarem numa das próximas nomeações (a próxima é já a Portugal Telecom). O problema é que, enquanto isso, milhões de portugueses estão a perder salários, empregos, a pagar mais impostos, mais pelas rendas ou pela saúde. Estas nomeações são uma provocação social. Porque enquanto muitos tratam da sua vida, alguns tratam da sua vidinha."


Macaquinhos do Chinês, Pedro Santos Guerreiro, aqui

Amnésias...



Este alarve não percebeu, tadinho. Para quem percebia sempre tudo, agora deu-lhe uma branca...,

Imagem daqui

domingo, 8 de janeiro de 2012

Há domingos assim...



Neste domingo deixo-vos com Mozart, o Grande, que deve estar a revolver-se no túmulo com o abuso que certos salieres fazem do seu nome em lojas de quinta categoria...

Excerto de A Flauta Mágica, com encenação de Julie Taymor, direcção de James Levine, gravado no Metropolitan Opera House.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Porque hoje é sábado



Tenham um excelente fim de semana na companhia do fabuloso Quinteto de Miles Davis, com  John Coltrane,  Paul Chambers, Red Garland, Philly Joe Jones

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"Cherchez la femme"



"A firma Jerónimo Martins (mercearias finas) merece todo o respeito e consideração. Primeiro, porque antigamente comprou azeite a Herculano. Segundo, porque ajuda hoje a divulgar o interessantíssimo pensamento de António Barreto, que por enquanto não vende azeite."

Pingo Amargo, VPV, Público de hoje

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Solilóquios (44)

Eu se estivesse no lugar do Bernardino Soares, ao tempo que já tinha desfeito as fuças do José Luís Arnaut, em directo e a cores na SICN. O homem é duma tal  arrogância irritante, histérica e malcriada,  que é preciso ter uma paciência de santo para permanecer plácido e sereno sem o mandar pró... pois para aí mesmo.

Ir além da troika....


"Portugal é o único país onde as medidas de  austeridade exigiram um esforço financeiro  aos pobres superior ao que foi pedido aos ricos, revela um estudo da Comissão Europeia."

Reina a calma em todo o pais....

A Perpectiva das Coisas


Paul Césanne (1839-1906) Natureza-Morta com Pote de Gengibre e Beringelas, 1893-1894, óleo sobre tela, 72,4x91,4cm

A Natureza-Morta na Europa 
Séculos XIX-XX (1840-1955)
Museu Calouste Gulbenkian
Até 8 de Janeiro

Apressem-se.

Estão representados obras onde sobressai a presença de pintores de referência como Manet, Monet, Renoir, Van Gogh, Gauguin, Cézanne, Braque, Picasso, Juan Gris, Dali, Magritte,  Matisse, Soutine, e ainda dos portugueses Amadeo Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Mário Eloy e Vieira da Silva.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O patriota


"Eu acredito nos Portugueses. O civismo, a coragem e a serenidade com que têm enfrentado estes tempos difíceis são dignos de todo o respeito e de enorme admiração.


Muito eu gostava de saber o que pensa o Presidente da Republica  deste grande patriota, que disse numa entrevista a José Gomes Ferreira em 7.04.2011 na SICN  "Nós temos é que olhar para nós, e perguntar: o que é que eu posso fazer pelo meu País?[citação retirada do facebook]

O homem, consumido pela dúvida, deixou de se torturar e já encontrou a resposta.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Solilóquios (43)



Entrei no novo ano cansada. A preparação e encenação dos rituais  natalícios e de fim de ano deixam-se sempre para lá de moribunda. Este ano o que me mais me impressionou foi constatar que a crise está definitivamente instalada nas grandes superfícies. Se no período de Natal a coisa passou mais ou menos despercebida, para a passagem do ano a pobreza franciscana da falta de variedade da oferta de produtos tradicionais para a época foi gritante. Estamos a empobrecer, o nosso primeiro pode começar já a limpar as mãos à parede, por este andar lá chegará o dia em que teremos de ir para a bicha do leite,... quem o puder comprar.