sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Mulheres, essa estranha "raça"....
Não é novidade que as mulheres precisam de trabalhar mais que os homens para provar que são capazes, que sentem a pressão constante de nunca cometer um erro e de provar continuamente o seu valor à organização. As mulheres raramente sentem que os seus lugares estão seguros e têm medo de descansar sobre os louros.
A novidade deste artigo é dizer que são estas caracteristicas que fazem mexer as organizações e que é precisamente o "sentar-se sobre os louros" que conduz a vícios e à decadência de muitas empresas.
Já contaram quantos gestores públicos de topo em Portugal são mulheres?
quinta-feira, 29 de março de 2012
Tenham medo, tenham muito medo
"Não nos enganemos quanto ao último destinatário dos soezes ataques que têm vindo a ser dirigidos ao executivo anterior - destinam-se a todo o PS, não apenas a um PS passado; atacando Sócrates, pretende-se condicionar António José Seguro. Essa tentativa de condicionamento é, aliás, muito perigosa, já que aponta para o nível radical da própria legitimidade de um discurso político oposicionista e dotado de uma verdadeira dimensão alternativa. A direita, a orgânica e a inorgânica, sabe que o assassinato póstumo do antigo primeiro-ministro, se devidamente consumado, teria sempre o efeito de desvitalizar o actual secretário-geral do PS, que ficaria condenado a sobreviver num permanente estado de paralisia política. Não cultivemos ilusões ingénuas: para a direita, neste momento, não há socialistas inocentes"
Francisco Assis "Um fantasma paira sobre a vida pública portuguesa - chama-se José Sócrates"
quarta-feira, 28 de março de 2012
Diz que é para decoração...
Casa Higino & Fragoso aqui em Oeiras, praticamente à minha porta, tem vendido ultimamente uma grande quantidade de candeeiros a petróleo.
"Algumas pessoas têm vergonha quando vêem comprar candeeiros a petróleo para iluminação e dizem que é para decoração, mas na semana seguinte cá estão de novo a comprar mais um litro de petróleo”. Encomendo aos 150 candeeiros de cada vez e desaparece tudo.”
Este súbito interesse por candeeiros a petróleo na "rica" Oeiras, dá bem a dimensão da miséria escondida à nossa porta. Não falta muito para estarem também de regresso os velhos fogareiros a petróleo nas cozinhas e reinstituído o banho semanal.
terça-feira, 27 de março de 2012
Da chico-espertice mais rasteira
"Zélia Afonso considera que, "se fosse vivo", José Afonso "estaria na primeira fila dos que hoje, em Portugal, combatem a política neoliberal do Governo de Passos Coelho.
"Porque os responsáveis do PSD não podem ter dúvidas acerca disso, além de abusiva no plano legal, a utilização de versos seus na entronização do chefe deste partido e primeiro-ministro é também manipuladora e insultuosa. A memória de José Afonso não deve e não pode ser assim desvirtuada para efeitos de propaganda"
"Foi na cidade do Sado
No pavilhão do Naval
Havia uma bronca armada
Pelas bestas do capital
Aos sete do mês de Março
Quinta-feira já se ouvia
Dizer a boca calada
Que o PPD era a CIA"
[...]
O manual
Em "A Gift for Muslim Couple", (Uma Prenda para o Casal Muçulmano) uma obra publicada em 2010, compilação de vários escritos de Maulavi Ashraf Ali Thanv, o autor ensina estas pérolas:
"controlar [a mulher] pela força e mesmo usando a ameaça" "as esposas deverão embelezar-se para o seu marido, satisfazer os seus desejos e não deverão ter a possibilidade de deixar o domicilio conjugal sem a sua permissão". Aconselha ainda os maridos nos casos de "desobediência" a castigarem as senhoras : "com o pau ou à estalada", "privá-las de dinheiro" e mesmo "puxar-lhes as orelhas" ( parece que com suavidade, não vão elas ficar sem as ditas e tornarem-se feias.)
A obra tem sido um êxito editorial nas livrarias do Canadá estando também disponível no eBay. Adeptos não faltam, diz que tem sido um corrupio às encomendas.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Da coelheira
"Nós queremos directas para o líder e para os órgãos nacionais do partido. E só depois de um congresso."
Ok chefe, contrariado mas vou...
História que não é da carochinha
"A demissão do Secretário de Estado da Energia foi uma demissão "sem história", disse o primeiro-ministro. Mas a história dessa demissão começou já a ser contada. E por quem? Por um homem de cabelos brancos que negociou o acordo com a troika em nome do PSD, mas que não quis executá-lo enquanto ministro das finanças, embora tenha sido convidado a fazê-lo. E que acabou presidente da empresa cujos interesses, segundo os jornais explicaram em devido tempo, empurraram, de facto, Henrique Gomes para a demissão. Esse homem é Eduardo Catroga. Há um ano reconhecia a existência das tais "rendas excessivas" de que a EDP beneficia, ou - é legitimo supor-se - não teria dado o sei "amén" ao memorando da troika, que determina a revisão em baixa de certos pagamentos aos produtores de energia; agora veio explicar que é preciso "analisar com serenidade" para "ver se existem ou não existem" as tais rendas excessivas.
Passou um ano. Catroga é o mesmo homem, sério e competente com certeza, como juram amigos e companheiros. Diz hoje sobre o mesmo assunto algo muito diferente do que aprovou há um ano. Mas isso que importa quando se é um homem sério e competente? Onde antes estava o ex-ministro das finanças que negociava o memorando da troika e dizia defender o interesse público, está hoje o representante de uma empresa privada com interesses opostos. E está um salário milionário que o obriga a ser competente na defesa de quem lho paga.
A história que não havia na demissão de Henrique Gomes existe mesmo e é aquela que os jornais foram contando. Uma história pouco edificante, mas muito esclarecedora sobre os circuitos do poder, isto é, sobre quem manda, de facto, em Portugal."
Fernando Madrinha, "Um homem competente", Expresso
domingo, 25 de março de 2012
Esta coisa já fede...
"O ‘caso Freeport’ está em julgamento. A questão é saber se alguém recebeu dinheiro para autorizar a sua construção numa área de reserva natural. Charles Smith e Manuel Pedro são os arguidos. Certo? Errado. É José Sócrates que continua a ser julgado em resultado de um conúbio lunar de alguns jornalistas, alguns polícias e alguns magistrados judiciais. O último dado é a frase de uma testemunha, reafirmando o que tinha dito na fase de instrução: que ouviu um arguido dizer que precisava de 500 mil contos (sic) para Sócrates. Falta um pequeno detalhe: provar que o ex-primeiro-ministro beneficiou dessa quantia. Quando os ingleses do Serious Fraud Office entraram no processo, os indígenas bateram palmas: agora é que se ia descobrir a ligação do dinheiro a Sócrates. Mas os ingleses encerraram o processo sem conseguir determinar quem ficou com o dinheiro. Surgiram as explicações: afinal o Serious Fraud Office não era grande coisa a investigar e era manipulável politicamente. Por sua vez, no despacho final do processo, os dois magistrados do Ministério Público fizeram saber que não tinham tido tempo para colocar 27 questões a Sócrates. Lá ficou a suspeita: essas respostas é que provariam a ligação do ex-primeiro-ministro ao dinheiro.
Em contrapartida, o ‘caso BPN’, que pode vir a custar aos contribuintes a exorbitante soma de €6000 milhões (!), está na paz do Senhor. Oliveira e Costa é o arguido mais conhecido mas o processo não faz manchetes nem avança, apesar dos nomes sonantes envolvidos na falência do banco. Pelos vistos, é muitíssimo mais urgente crucificar Sócrates, mesmo sem provas, do que defender o dinheiro dos contribuintes, com provas evidentes.”
Nicolau Santos, Expresso
sábado, 24 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
Palavras leva-as o vento
Ontem na Quadradura do Circulo, ouvi Pacheco Pereira afirmar que foram os Bancos que fizeram cair o anterior governo. Hoje ao ler esta crónica de Pedro Silva Pereira e avaliando a forma bovina e resignada como os portugueses estão a reagir à brutal austeridade, não posso deixar de sorrir com a confirmação desta estranha, ou talvez não, coligação de interesses...
quinta-feira, 22 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Eh pá estão mexendo no meu bolso....
"Subir o IVA na restauração corre o risco de ser uma medida completamente estúpida"
[não serei eu que o vou contrariar]
[não serei eu que o vou contrariar]
terça-feira, 20 de março de 2012
"Novo" Quadro de Van Gogh
Van Gogh - Natureza Morta com Flores do Prado e Rosas
Uma bela notícia neste primeiro dia de primavera.
"
Foi acrescentado mais um quadro à obra de Vincent Van Gogh: “Natureza morta com flores do prado e rosas”, é uma pintura em óleo que foi feita por cima de uma outra, da autoria do artista, que representava dois homens praticando luta livre. As flores do prado e rosas de Van Gogh estarão expostas a partir desta terça-feira, primeiro dia da Primavera, na Holanda.
A autenticidade deste quadro foi colocada em causa desde que chegou à colecção do Museu Kröller-Müller, naquele país, em 1974. O facto de a tela ter um tamanho invulgar e de a assinatura ser anómala foram apenas dois factores que contribuíram para que o quadro fosse, em 2003, catalogado como tendo sido pintado por um “artista anónimo”.
Agora, nove anos mais tarde, uma equipa de investigadores da Universidade de Antuérpia (Bélgica), da Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), do Centro de Física de Partículas de Hamburgo Deutsches Elektronen-Synchrotron (DESY), do Museu Van Gogh (Holanda) e do Museu Kröller-Müller (Holanda), confirmou finalmente a autenticidade do quadro.
Van Gogh terá pintado inicialmente os dois homens praticando luta livre em 1886 durante a sua passagem pela Escola de Belas Artes de Antuérpia. Porém, chegado a Paris, decidiu pintar a natureza morta por cima desse tema. Fê-lo directamente, sem cobrir com tinta branca o tema anterior.
Os historiadores descobriram em 1998 que os atletas, descritos por Vincent ao seu irmão Theo numa carta, tinham ficado escondidos por debaixo de uma natureza morta. Porém, só agora, com recurso a análises químicas e a um scanner especial (Macro Scanning X Ray Fluorescence Spectometry) é que foi desfeito este mistério.
O Museu Kröller-Muller, que está instalado no meio de um parque natural, no centro da Holanda, alberga a segunda mais importante colecção de quadros e desenhos de Van Gogh a seguir ao museu com o nome do artista, em Amesterdão.
A natureza morta agora atribuída a Van Gogh mede um metro por 80 centímetros, um tamanho grande e pouco usual na produção do artista."
Agora, nove anos mais tarde, uma equipa de investigadores da Universidade de Antuérpia (Bélgica), da Universidade de Tecnologia de Delft (Holanda), do Centro de Física de Partículas de Hamburgo Deutsches Elektronen-Synchrotron (DESY), do Museu Van Gogh (Holanda) e do Museu Kröller-Müller (Holanda), confirmou finalmente a autenticidade do quadro.
Van Gogh terá pintado inicialmente os dois homens praticando luta livre em 1886 durante a sua passagem pela Escola de Belas Artes de Antuérpia. Porém, chegado a Paris, decidiu pintar a natureza morta por cima desse tema. Fê-lo directamente, sem cobrir com tinta branca o tema anterior.
Os historiadores descobriram em 1998 que os atletas, descritos por Vincent ao seu irmão Theo numa carta, tinham ficado escondidos por debaixo de uma natureza morta. Porém, só agora, com recurso a análises químicas e a um scanner especial (Macro Scanning X Ray Fluorescence Spectometry) é que foi desfeito este mistério.
O Museu Kröller-Muller, que está instalado no meio de um parque natural, no centro da Holanda, alberga a segunda mais importante colecção de quadros e desenhos de Van Gogh a seguir ao museu com o nome do artista, em Amesterdão.
A natureza morta agora atribuída a Van Gogh mede um metro por 80 centímetros, um tamanho grande e pouco usual na produção do artista."
texto retirado de daqui
O Congresso
"O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público realizou um congresso em Vilamoura. O programa incluía um "programa social para acompanhantes". [...] A dita reunião da corporação teve o patrocínio de bancos e empresas e mesmo, imagine-se media partners. Os bancos que patrocinaram o simpático encontro de magistrados do Ministério Público são o BPI, o Montepio, o BES e, patrocinadora oficial, a Caixa Geral de Depósitos.
[...]
Os bancos, recorde-se, vão ser recapitalizados graças ao contribuinte, que é quem paga os empréstimos e os juros da troika.
[...]
Os portugueses têm de confiar na justiça e na sua administração, e no papel essencial do MP nessa administração. A corrupção é investigada pelo Ministério Público e dois dos bancos que patrocinaram o congresso de Vilamoura são ou foram investigados pelo MP. O BES esteve na origem do caso Portucale, um caso de corrupção por causa da aprovação de um empreendimento turístico na Herdade da Vargem Fresca, no Ribatejo. Um despacho foi assinado pelos então ministros (do governo de Santana Lopes, de saída) Luís Nobre Guedes, Carlos Costa Neves e Telmo Correia. Alguns arguidos, levados a julgamento, tinham ligações ao BES. O caso trouxe à tona mais dois casos de indícios de corrupção que envolvem o BES. Um tem a ver com as SCUT e o outro com um empreendimento turístico. A CGD está a ser investigada por crimes fiscais associados à fusão da Compal com a Sumolis. Vários milhões de euros terão sido subtraídos ao Estado.
E o caso BPN não está satisfatoriamente investigado. O presidente do Sindicato do Ministério Público, João Palma, deu uma entrevista a este jornal na qual insinua uma investigação por fazer a Sócrates, mas não o preocupa a investigação por fazer a Dias Loureiro.
[...]
Participar num congresso pago, entre outros por entidades investigadas, levanta uma suspeita sobre a corporação. [...] Se o sindicato não tinha dinheiro para fazer o seu congresso em Vilamoura nem para pagar as passagens dos jornalistas convidados nem para desenhar um "programa social para acompanhantes", devia ter ficado em Lisboa, numa sala de hotel, mais barata e sem vista de mar. Vivemos em austeridade."
Clara Ferreira Alves, Os Bancos Amigos do MP, Revista do Expresso
segunda-feira, 19 de março de 2012
mY wAY
Santana: "Tenho 55 anos e estou cansado de pregar sobre o que deve ser um Presidente da República desde os 22"
O inevitável livrinho já está na forja e chama-se "O Braço de Ferro Institucional" .
O Expresso não esteve de modas, levou-o no Bairro Alto. E ele que reclama agora apreciar o "recato" fruto de "uma convicção interior, dos tempos e da idade", sentou-se ao piano e tocou.
Há um ano, tocava assim. O destino marca a hora...
domingo, 18 de março de 2012
Citações
"Começamos a ter a sensação de que existe outro governo - mais maleável, mais compreensivo, menos corajoso e só para os que estão mais protegidos."
[...]
"O mesmo Governo que duplica o passe social ou corta pensões baixas enreda-se em explicações sobre a Lusoponte, um dos mais fabulosos negócios assinados em Portugal. O mesmo ministro das Finanças que corta salários e pensões, admite todas as semanas excepções às suas regras de ouro, com novas justificações: depois da TAP ou da CGD - que estão em privatização e/ou concorrência -, surgem casos como a Parque Expo ou a EMA (Empresa de Meios Aéreos) porque estão a ser extintas, um argumento difícil de entender".
Excertos do Editorial do insuspeito Expresso.
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