... dos comunistas. Eu ainda sou do tempo em que Pina Moura, ao tempo deputado do PS, declarava no meio de grande sururu mediático e rasgar de vestes dos puristas da política, que para ele a ética decorria da legalidade. Pelos vistos fez escola.
domingo, 13 de janeiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
Porque hoje é sábado
Depois da encomenda do governo ao FMI de um relatório de medidas aviltantes para a dignidade dos portugueses, só me apetece ouvir isto.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
A magna questão da maloca chanel
Dei-me conta ontem já ao fim da noite, do sussuru entre bloggers e feicebucanos à conta da Filipa Xavier, que eu não tinha o prazer de conhecer, nem sequer enquanto blogger, o que não vem mal ao mundo, aposto que a Filipa Xavier nunca ouvi falar de mim e passa muito bem sem isso. Bem, para além do tiro no pé dos homens da Sumsung, sim só podem ter sido homens, que não perceberam que aquela conversa da treta não cola com os tempos de cólera que vivemos, o que mais achei hilariante foi a indignação quase de lesa pátria à conta do discurso da petisa, afetada e cheia de tiques, a precisar urgentemente de um terapeuta da fala, das cabeças bem pensantes cá do jardim à beira mar plantado. Ui, que horror, mas existem meninas assim? perguntam indignados. Ah não sabiam?, mas que estranho, existem meninas assim sim, mas existem sobretudo os paizinhos e as mãezinhas que produzem meninas assim, obcecadas pelas malocas chanel, meninos fixados nos porches e outros quejandos, o hedonismo balofo elevado à quinta casa. Onde é que está a novidade? A indignação por a menina ser tão mas tão idiota que verbalize ter como objectivo de vida adquirir uma maloca chanel só se percebe porque hoje anda toda a gente aflita e de calças na mão com o futuro negro que se avizinha. Tivesse a menina Filipa produzido tão escaldantes declarações há três ou quatro anos e ninguém se daria ao trabalho de escrever uma linha sequer sobre o assunto. O que nunca faltou por aí foram cenas tristes, cabeças tontas e publicidade idiota. Já se esqueceram do Renato Seabra? É que no meio de tanta indignação a Samsung pode ter dado um tiro no pé, mas a menina Filipa Xavier não ficou certamente a perder, tal a publicidade a si e ao seu blogue. Que desperdício de energia, gente!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Isto vai acabar muito mal
"Talvez a pergunta mais importante que se deva colocar relativamente ao relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o Estado português, intitulado “Rethinking the State. Selected Expenditure Reform Options”, ontem divulgado, seja a de saber como é que a direcção do Fundo se permite fazer um papel destes. Uma pergunta secundária, sendo mais comum, é a de perceber por que é que o governo português se dá ao trabalho de montar este tipo de esquemas.
[...]
O caderno de encargos implícito no relatório do FMI não se traduziu apenas na definição do montante a cortar, mas também, objectivamente, no leque de matérias em que as comparações são feitas. O Estado português tem outras despesas que não as sociais relacionadas com pensões, saúde, educação e segurança, mas o relatório passa totalmente ao lado disso. E nada diz sobre o impacto do corte de 4 mil milhões no produto nacional e, por essa via, nas receitas futuras do Estado. Num relatório que se quer completo, a ausência de tanta coisa importante só pode estar associada ao caderno de encargos.
Em conclusão, e respondendo às questões com que começámos, que um governo fraco use um esquema destes para fazer agenda e impor uma política, ainda se compreende. O que não se compreende de modo nenhum é que o FMI entre num jogo assim. Não admira que a Comissão Europeia não tenha entrado nele – embora nada garante que não o venha a fazer, pressionada pela Alemanha ou por Durão Barroso.
É duro ter de falar assim de instituições com pergaminhos. Mas é também necessário quando são capturadas por interesses que nada interessam ao progresso das nações e da Europa."
Ler na integra, "Brincar aos Governos", de Pedro Lains
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Os Pitagóricos
A capa do jornal i é reveladora do momento perigoso e excepcional que estamos a viver. Por um lado a queda de popularidade de Cavaco Silva já não provoca comoção a ninguém sendo do interesse do governo acentuar este declínio. O destaque de primeira página de um resultado tão negativo, cumpre o objectivo de castigar o PR pelo envio do OE para fiscalização sucessiva pelo Tribunal Constitucional e simultâneamente faz passar como plausivel uma medida cara do governo: o pagamento de propinas no ensino básico e secundário, ou seja a escolaridade obrigatória, aceite pelos portugueses na sondagem da amiguinha Pitagórica. Em rodapé temos um momento de humor, a eventual candidatura à Câmara de Cascais do homem das farmácias pelo Partido Socialista. Sim, porque neste caso rir é mesmo o melhor remédio.
A garotada
"Isto é um absurdo, estamos a ser governados por rapazes que não sabem o que estão a fazer. Criam as situações e depois não têm qualquer resposta para as implicações que elas têm, criticou o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficias de Contas."
O maior problema é percebermos que a esmagadora maioria das pessoas que ainda tem emprego, está abúlica, desorientada pela dimensão do engano, do logro a que foram levadas por esta rapaziada e já só pretende sair disto o menos chamuscada possível.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Não, eles não são estúpidos...
Pergunda para um milhão de dólares ..."para onde é que foram as pessoas?". Ora, não se está mesmo a ver que foram caçar gambuzinos?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
A luz ao fundo do túnel
"Não estamos a iniciar um ciclo vicioso de que não conseguimos sair, mas apenas a vislumbrar a saída de um período difícil que estamos a completar", disse Passos Coelho ao Rancho Folclórico que lhe foi cantar as Janeiras a S. Bento. Falou em luz ao fundo do túnel e concluiu em beleza com votos de bom ano a todos, e repetiu a todos os portugueses, mesmo àqueles que não gostam do governo, ouvi eu na TV. Por mim escusava de se incomodar, mas esta forma de saudar os portugueses mencionado os que gostam e os que não gostam do governo não lembraria ao careca, mas pelos vistos, é disto que o povo gosta, sobretudo quando o principal partido da oposição tem na liderança uma couve murcha.
domingo, 6 de janeiro de 2013
BPN, take 2
"E assim, temos o grande liberal Passos Coelho, que queria privatizar a Caixa Geral de Depósitos, porque acha que o Estado não sabe gerir a banca, a comprar agora uma posição accionista de 99,2% no Banif, com direito a nomear para lá dois administradores, em representação do Estado.[...]
A verdade é que, se o Governo preferiu meter-se noutra aventura financeira de resultado mais do que incerto, foi apenas para não desagradar a Berlim e à troika: eles mandam, Gaspar transmite o recado e Passos Coelho acata. E Berlim e a troika não se preocupam com a falência de pequenas empresas viáveis e com o exército de desempregados que essas falências acarretam: consideram-nas "processos de ajustamento" necessários. Mas, quando toca à falência de bancos, mesmo de bancos de vão de escada, aí o caso é diferente: é interpares.[...]
Este "capitalismo financeiro desregulado e egoísta" que apenas pensa em mais dinheiro e mais lucros e que "aposta num crescimento feito à custa dos direitos e deveres sociais" (conforme definiu o Papa na sua mensagem de Ano Novo), foi o que nos lançou na crise que agora vivemos, primeiro na América, depois na Europa. Milhões de americanos e europeus perderam os seus empregos, as suas casa, as suas empresas, as suas vidas, para que os governos esquecessem a economia e tratassem de acorrer à banca.[...]
E o mais chocante ainda é constatar que nenhuma lição foi aprendida.[...]
No dia seguinte a ser anunciada a intervenção do Estado no Banif, as moribundas acções do banco deram um salto de 7%. Eis o tão louvado mercado a funcionar, na hora da verdade: sem o socorro dos contribuintes nos momentos de aperto, ele não passa de uma feira de vaidades ocas."
Excertos do texto de Miguel Sousa Tavares, "E agora, o Banif", no Expresso
sábado, 5 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Então e a fruta?
O governo, no seu grande propósito de tratar da saúde aos portugueses, resolveu emitir recomendações em estilo "a arte de bem comer nos dias de cólera". O governo entende que os portugueses têm andado a comer acima das suas possibilidades, logo adoecem, logo encarecem o Serviço Nacional de Saúde, e recomenda "leite, hortículas, água, pão, leguminosas (feijão, grão, ervilhas)". como regra de uma alimentação saúdavel. Já estou a ver a conversa na fila dos desempregados à porta da segurança social, diz a Joana à Maria, - estive a ler o comunicado do governo sobre o comer, tem sido de uma grande ajuda,hoje de manhã não tinha leite, mas como ainda não me cortaram a água, remediei-me com dois copos para compensar... -.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Como por encanto, estamos todos saudáveis...
Hoje de manhã dirigi-me ao Centro de Saúde da minha área de residencia para uma consulta do dia. Baralhada com os horários, quando cheguei a consulta do meu médico de família já tinha terminado. A senhora do atendimento perguntou-me se era urgente, lá desfiei as minhas razões tendo sido encaminhada para a médica de apoio, que me atendeu com grande simpatia e solicitude. Mas o motivo do post não têm a ver com os meus achaques, mas para dar conta de que se confirma o desaparecimento dos doentes dos centros de saúde do país, ou pelo menos os do centro de saúde de Oeiras. A sala de espera quando cheguei tinha três pessoas e eu mal tive tempo de sentar-me e abrir o livro que me acompanha sempre que espero secas de morte. Os portugueses obedientes e ordeiros como é seu timbre, estão a acatacar a sugestão do governo, de não ficarem doentes....
Imagem
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Para que serve um Presidente?
O Presidente da Republica afirmou na sua mensagem de Ano Novo aos portugueses, que tem "fundadas dúvidas sobre a justiça na repartição dos sacrifícios", e por isso resolveu solicitar a fiscalização do OE pelo Tribunal Constitucional. O Presidente considera entre outras coisas que "temos urgentemente de por cobro a esta espiral recessiva", e de "interromper este ciclo vicioso" que é a consequência lógica da aplicação do OE que acabou de promulgar. Além disso considera claramente que o governo não tem defendido os interesses do país junto dos nossos parceiros europeus, quando afirma que "temos argumentos e devemos usá-los com firmeza para conseguir o apoio dos nossos parceiros europeus". Ora estava eu já de olhos arregalados à espera que o senhor presidente assumisse as consequências políticas das suas próprias conclusões sobre o desempenho do governo, quando o homem resolveu chutar para canto, ai que horror uma crise política a juntar à crise financeira, o quê que iram dizer de nós os vizinhos, e tal e coisa, e portanto ficamos assim, tudo como dantes quartel general em Abrantes, o homem tem mais que fazer que retirar a confiança política ao governo do qual é cúmplice e que foi por ele levado ao colo até ao pote. A especialidade dele é mais bolos e vir daqui por uns tempos dizer "eu bem avisei", quando a coisa der finalmente para o torto.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
2013, ano horribilis
Não sei bem o que desejar para 2013, as perspectivas são de tal forma negras, que os votos de saúde são os únicos a que com realismo podemos aspirar. Por isso desejo a todos um ano com muita saúde e força para corrermos com os agiotas e os seus representantes no Governo da Nação.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Quarenta anos é obra
Se houve acontecimento decisivo na formação da minha consciência política, foi certamente o Golpe de Estado militar de Pinochet com o apoio expresso dos Estados Unidos da América, que derrubou o governo legítimo do Chile, o assassínio de Salvador de Allende e em particular o de Vitor Jara pela crueza e violência bárbara com que foi consumado. O cinema particularmente o filme "Chove em Santiago", deixou-me à época uma impressão marcante que perdura até hoje. É revoltante ter decorrido quase 40 anos para um juiz finalmente processar os assassinos.
sábado, 29 de dezembro de 2012
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Assim não!
Não passaria pela cabeça ao careca, mas pelo que se vê passou pela insegura cabeça de Seguro, aprovar esta aberração cosmética que só beneficia o governo. Fica desde já declarado que não não será com o meu voto que alguma vez chegará ao poder. Se não sabe fazer melhor, dê lugar a outro. Vá dar banho ao cão.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
sábado, 22 de dezembro de 2012
A todos um Bom Natal
A todos que por aqui passam, votos de Boas Festas e de um Bom Ano, se é que isso será possível, que as coisas estão mesmo pretas. Bem hajam a todos pela vossa companhia.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)













