segunda-feira, 8 de abril de 2013
Acossado
A intervenção do Primeiro-Ministro cheia de azedume, mau perder e vingança mereceu vários comentários nas redes sociais, entre eles este : " o actual governo é formado por dois grupos, um formado por gente totalmente incapaz, outro por gente capaz de tudo".
domingo, 7 de abril de 2013
A armadilha segurista
"O PS, por se ter autoinibido de falar do passado, é, hoje, incapaz de se demarcar da interpretação feita pelo Governo, logo de oferecer um caminho alternativo" [...]
"O que surpreende é a timidez do PS [...] não contraria a tese da "década perdida", incorpora o argumento do despesismo - que, aliás, não está reflectido no défice de 2009, causado por um desvio na receita - e abdica de fazer uma reflexão retrospectiva em torno das armadilhas da moeda única.
Estamos perante um verdadeiro pecado original: o PS ou tem algum rasgo estratégico ou não será capaz de articular uma alternativa política com futuro. Por mais medidas importantes que apresente (v.g., reembolso dos lucros do BCE com a compra de dívida soberana), se não romper com esta tenaz narrativa, estará condenado a ter como programa, num contexto radicalmente diferente do de 2005, uma versão light do choque tecnológico."
Excerto do texto de Pedro Adão e Silva, "Uma Tenaz Narrativa", no Expresso
sábado, 6 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Primavera que tarda...
O dia de hoje por contraste com os últimos que a meteorologia nos tem oferecido, acordou claro e luminoso, como que a dar-nos tréguas antes da tempestade que se anuncía para a hora do jantar.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Facas longas?
"Lembrando que, a somar aos dois anos em que foi ministro, há outros três
em que “lutou” no PSD “pela afirmação de um novo líder”, Miguel Relvas
não fecha totalmente a porta a um regresso."
A carta que não chegou a Garcia
Não se questiona a oportunidade da apresentação da moção de censura pelo Partido Socialista. De facto se o PS queria conservar as suas possibilidade de se constituir como alternativa ao bando de lunáticos que tomou de assalto o Palácio de S. Bento, esta era altura para o fazer. O problema é que Seguro é feito da mesma massa (e se não é imita muito bem) de Passos Coelho, funciona numa dinâmica de jota em que o taticismo vale por si próprio. A monumental falta de golpe de asa é confrangedora. Não fora Francisco de Assis recolocar o debate e a censura donde ela nunca deveria ter saído, ou seja quem estava a ser censurado era o actual (des)governo, e não o anterior que já foi julgado em eleições, o PS teria saído do debate com o rabo entre as pernas. Não era fácil, mas é por isso que se percebe ainda com mais clareza as diferenças entre quem anda aos papeis e quem sabe ao que vai. O episódio da carta foi uma cena para esquecer....! De resto toda a oposição no seu conjunto, não esteve brilhante. Mas o mais patético de tudo isto é que o governo saiu do debate exactamente como entrou: autista e autosuficiente na voragem de destruição do país.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
No limite
Um dos experts ou espertos comentadeiros da área da maioria, já antecipa a queda do governo. O governo jogou no tudo ou nada e vai ficar sem nada. Sem margem de manobra, sem élan, sem energia, esgotados. Só se podem queixar de si próprios. A demora do Tribunal Constitucional é absolutamente incompreensível. Tudo isto parece uma garotada.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Feitos ao bife estamos nós
Só consigo entender o apelo do comentador Marcelo Rebelo de Sousa, para que Passos Coelho proceda a uma remodelação profunda, como um enunciado de retórica. Toda a gente percebe que Passos Coelho nunca remodelará Relvas, o que para o caso é igual ao litro. A questão é mais dramática e do domínio da incapacidade absoluta de Passos Coelho se remodelar a si próprio, isto é de fazer uma reconversão completa do seu discurso e da sua política. A pergunta é, remodelar para quê?
imagem retirada daqui
domingo, 31 de março de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
Da cobardia
Passos Coelho prepara-se para atirar a toalha ao chão e culpar o Tribunal Constitucional pela eventualidade de um segundo resgate. Quer tapar o sol com a peneira, o segundo resgate ficou marcado quando o ministro das finanças, anunciou formalmente que o Orçamento de Estado para 2013 tinha deixado de ter qualquer aderência com a realidade.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Entregues à bicharada
O desvario com o regresso de José Sócrates continua imparável. No Jornal da Noite da SIC Notícias, a propósito desta vergonha, foi repetido três vezes seguidas, três, que o ex-homem das secretas tinha sido integrado na Presidência do Conselho de Ministros ao abrigo de uma lei feita por José Sócrates. No jornal da Meia Noite a notícia foi reforçada com a passagem de imagens do ex-Primeiro-Ministro. Recorde-se que o homem está acusado de violação de segredo de Estado e de abuso do poder, de ter passado informações classificadas à empresa para onde entretanto foi trabalhar, enfim, um chorrilho de malfeitorias sem fim nada recomendáveis. Mas não sei se estão a ver, é que por causa de uma lei do Sócrates, o Coelho com grande sacrifício, lá teve de o nomear.
terça-feira, 26 de março de 2013
De mal a pior
Claro que os países do Sul, além de não gostarem de trabalhar, serem preguiçosos e desorganizados também são uma cambada de invejosos. Uma inveja mortífera, está bom de ver.
segunda-feira, 25 de março de 2013
O janota
Entra cedo, quando
chego já está sentado ao computador. Mãos sapudas, cabeleira farta
e grisalha, o nariz pequeno perde-se num rosto redondo de duplo queixo, ar concentrado na tarefa rotineira de perscrutar o pequeno ecrã do laptop.
Calça sapatos de camurça cor de mel
impecavelmente tratados, peúgas azul elétrico
a condizer com as calças de bombazine da mesma cor, camisa branca sob um pullover acabado de estrear de cor beije com abertura em bico debruado a azul a contornar o pescoço largo, logotipo exuberante bordado no lado esquedo do peito e duas grossas
riscas no braço direito, em azul, a fazer pandã. O dress code sinaliza que não espera reuniões com
clientes. Diz com autoridade: as peúgas têm de condizer com as calças. A antecipação com que combina o local e o menu do almoço, é um ritual diário. O seu mundo é simples. Nunca entrou no Coliseu dos Recreios. Não vai ao cinema, não lê um livro, um jornal. No dia 15 de Setembro saiu à rua. Combinou com amigos, nunca tinha ído a uma manifestação. Aquilo foi giro, disse. É um "gajo porreiro". É na verdade, uma grande mula com bom coração. Frustrado porque nunca chegou a chefe. Claro que eu sou a gaja com mau feitio, sempre a protestar e a dizer mal de tudo. Há dias em que só me apetece fugir.
domingo, 24 de março de 2013
A história repete-se
"O sr. Schäuble, grande arquitecto deste plano, achou que tinha chegado a altura de ganhar uns trunfos dentro de casa, punindo Chipre e dando uma lição à Rússia. Os ministros das finanças votaram com a Alemanha (quem se surpreendeu?) e, finalmente, todos juntos, nessa massa informe que se chama "lideres europeus", com a Comissão e o FMI, decidiram confiscar o dinheiro de depositantes até 100 mil euros, para não parecer uma taxa sobre a riqueza. Não há limites morais para esta gente. De caminho, a Alemanha demonstrava aos países pequenos, como o nosso, que não está disposta a negociar. [...] Os povos dos pequenos países só podem tratar esta irracionalidade de três modos: emigrando, lutando, concordando. Chipre resolveu lutar, as pessoas sairam de casa, e o Parlamento, esse pormenor democrático, reapareceu. A trapalhada do costume. Na verdade, o único país que irá fazer a guerra à Alemanha será, depois da humilhação, a Rússia. A Alemanha precisa do gás russo. A Rússia tudo fará para acabar com esta União Europeia, chefiada pela inércia da França e a gula da Alemanha. Uma nova guerra europeia acaba de estalar. O sr. Schäuble, e os outros, são, além do mais, estúpidos. A história repete-se."
Excerto do texto de Clara Ferreira Alves, "O estúpido sr. Schäuble", na Revista do Expresso
sábado, 23 de março de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
Este país é um colosso
Enquanto durante todo o santo dia de ontem um vento insano de histeria, de ódio e de loucura peticionária percorreu as redes sociais, a blogosfera e a comunicação social, ninguém parecer ter dado importância a esta notícia. O bom povo que promoveu o chumbo do PEC IV anda de tal forma desesperado com as consequências desgraçadas da sua irresponsabilidade, que entrou numa orgia alucinada de "joga pedra na Geni, ela é feita para apanhar ela é boa de cuspir, maldita Geni". Felizmente há quem diga melhor do que eu o que tem de ser dito.
Ensimesmados no seu próprio umbigo ninguém parece querer perceber que não valemos a ponta dum corno, foi preciso vir o pequeno Chipre dar-nos lições de patriotismo e dignidade nacional.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Uns tristes
Passam a vida a dar-se com exemplo, a protestar contra tudo e contra todos quando consideram estar em causa a legalidade e a Constituição, mas só nos casos em que isso possa favorecer as suas posições politicas. Não é pelo facto de se ter votado contra qualquer lei que se está dispensado de acatar as consequências decorrentes da sua aplicação. O argumento de que a candidatura de Seara ainda não existe formalmente, é sonso e rasteiro. A candidatura está no terreno, foi anunciada na comunicação social e tem o apoio político dos partidos do governo. Acresce que o próprio candidato Seara já informou que irá recorrer do impedimento decretado. A decisão do Tribunal nesta altura é de saudar já que ajuda a clarificar a tempo e horas uma querela artificialmente criada por interesses políticos instalados e previne trapalhadas futuras por um desfecho final, qualquer que ele seja, mais perto das eleições, que seria prontamente considerado uma interferência abusiva da Justiça na campanha eleitoral. Não gostam? Temos pena.
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