segunda-feira, 13 de maio de 2013

Nascida a 13 de Maio




Verifico espantada que o google acaba de me dar os parabéns neste dia do meu aniversário.Lá estão os bolos coloridos e a simpática saudação quando faço click na imagem. Uff, sou uma pessoa importante! Como estou entrar na idade do cisma grisalho decidi oferecer-me o melhor na esperança de que  me adoce o dia,  a mim e a todos os que por aqui passem, já que esta escumalha que assaltou o poder não nos dá tréguas. Sirvam-se à vontade. Saravá! :))

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Ou eles, ou nós!



"Que fazer, perguntava Lenine. Deitemos fora as respostas de Lenine, outro iluminado dos amanhãs que sabemos bem como cantaram, fiquemos com a pergunta. Tem de haver qualquer coisa que se possa fazer, em democracia, quando a democracia é sequestrada - sob pena de não ser democracia. Tem de haver qualquer coisa que se possa dizer para acordar os que, dormentes, assistem a isto como se não pudesse ser verdade.Não, não é a gritar fascismo, nem nazismo, nem que está toda a gente a morrer de fome ou a suicidar-se aos magotes. Não, não é de buíças que precisamos, sequer da memória deles. Nem de hipérboles, tiradas piedosas ou indignações espúrias. Precisamos de fúria.Não promessas sem osso, não estratégias para ganhar tempo. Não temos tempo - tenhamos o que nos resta, se nos restar coragem."

Fernanda Cãncio, Das fúrias forças 

 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Choque e pavor



De cada vez que este psicopata social fala é para anunciar mais um filme de terror. A tortura tem sido metodicamente aplicada, começou pelo espancamento, seguiu-se as unhas arrancadas, a seguir corta-se os dedos da mão e depois as próprias mãos. No fim grita-se bem alto: vai trabalhar malandro!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A mistificação


Não percebo patavina de emissões de dívida, de "ir aos mercados", e de toda a abundante parafernália terminológica que rodeia as questões financeiras. Mas considero-me uma pessoa de bom senso. Ontém assistiu-se a uma inexplicável coreografia nos média em que toda a gente fez de conta de acreditou que a "ída aos mercados" colocar dívida a 10 anos foi um grande sucesso. Mas toda a gente  mesmo, com a honrosa excepção dos sectores mais radicais da esquerda. Mas onde diabo está o sucesso de uma emissão sindicada, com um juro que corresponde quase ao dobro praticado pela troika nos seus emprestimos a Portugal? Onde é que uma taxa de 5,7% se pode considerar um sucesso, quando Portugal colocava dívida no mercado, sem o apoio do BCE antes do resgate, a 6%? Mas isto está tudo doido?

terça-feira, 7 de maio de 2013

Policia bom, polícia mau



Bem me parecia que deveria haver um grande desentendimento entre o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, e o Presidente do DCS-PP. Sabemos que o inteligente líder dos populares é mestre na arte da pirueta, mas não se conforma com o facto de não ser ele a dirigir os destinos da Nação. Vai daí tem necessidade como de pão para a boca de fazer exibições públicas de divergência, mas sempre, sempre com a preocupação de não colocar em causa da convergência necessária à manutenção do poder. Os acólitos ao seu  serviço nos média vão alimentando este estado de coisas, batem e diabolizam o ceguinho, vulgo Gaspar, mas não passam daí, à espera das eleições alemãs, altura em que estaremos exangues. Portas, ofuscado pelo seu próprio brilhantismo, está convencido que sairá impune deste massacre. Desengane-se, sairá tão enxovalhado quanto a restante equipa de salteadores.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Portas ao vivo e a cores


"Portugal vive em regime de protectorado vexatório, e "esses senhores" têm de sair em Junho de 2014.", disse o presidente do CDS-PP. Até aqui estamos de acordo, resta saber  o que pensa sobre o assunto o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiro. 

domingo, 5 de maio de 2013

Diz que disse...



"O governo lançou uma OPA virtual e  hostil sobre o sistema de pensões. O CDS não pode ser o sidecar da coligação". Como se vê, respira-se saúde e alegria por banda do CDS-PP, um partido permanentemente sodomizado pela dupla Passos/Gaspar.

Passos Coelho, no aniversário do PSD em Pombal, antecipando a débacle nas próximas autárquicas, sossegou  as nervosas hostes laranjas "comigo não há pântano" disse com auto-suficiente pesporrência, numa tentativa de menorizar António Guterres que popularizou a expressão ao demitir-se na sequência das eleições autárquicas de 2001. Tomara ele ter gabarito para chegar sequer aos calcanhares de Guterres.

Veremos até onde irá a capacidade de resistência do sujeito passivo da coligação.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

E não se pode extreminá-los?


O governo que se mantém em funções por obra e graça do apoio político de Belém e o anteparo de poderes e interesses económicos e financeiros ocultos, prepara-se para subir a idade da reforma para os 67 anos. Num país em desgregação acelerada da  economia e com a perspectiva de sairem em breve uns milhares de funcionários públicos, não se percebendo muito bem onde irão arranjar emprego, não seria melhor recorrer à velha injeção atrás da orelha para acabar de vez com a agonia dos velhos a partir dos sessenta anos?

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O mui badalado caso islandês


Não há dúvida que nos dias de correm, insistir na adesão à União Europeia já não comove ninguém. Quem é que no seu juízo perfeito quer aderir a um clube em desagregação? A resposta das trezentas e vinte mil alminhas islandesas cansadas da austeridade foi, com toda  a candura, devolver o ouro ao bandido.

domingo, 28 de abril de 2013

"A encenação do fim"


"Este ano, contrariando uma tendência dos últimos tempos, os jardins de São Bento e do Palácio de Belém estiveram encerrados no 25 de abril. O facto não teria particular relevância se não ocorresse num contexto de fechamento crescente da classe política e quando a crise de representação já há muito deixou de ser apenas um espectro a pairar sobre o regime. No dia em que se celebra a democracia, os portões das instituições fecham-se simbolicamente, por estarem em manutenção.
[...]

Até hoje, nunca tínhamos tido um Presidente da nossa República a desvalorizar de forma tão veemente as eleições, as escolhas políticas e o papel das divergências em democracia. Podemos discordar das opções programáticas dos outros, mas não podemos, em caso algum, condicionar a soberania popular conquistada há 39 anos. A mensagem foi clara: as eleições não interessam, o que conta é o cumprimento do memorando; as ideologias são perigosas, o que importa é o tratado orçamental. Que um dirigente partidário, oportunisticamente, faça um discurso desta natureza, é explicável. Que a mais alta figura do regime lhe dê peso institucional é um prenúncio de que nos aproximamos do fim."

Pedro Adão e Silva "A Encenação do Fim", Expresso

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O discurso de um cobarde



Um discurso tão inenarrável de capitulação, divisionista e de facção proferido na Assembleia da República por Cavaco Silva que os cravos caíram.  Nunca tal se tinha visto e não me refiro só aos cravos.


Fica assim claro sem margem para dúvidas quem patrocina o governo que nos desgoverna. Cavaco Silva é a cabeça da troika interna: um presidente, um governo, uma maioria. Os portugueses que se cuidem, estão por sua conta e risco.


imagem daqui

quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 de Abril



Esta é madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.


Sophia de Mello Breyner Andresen