sexta-feira, 12 de julho de 2013

Reformada aos 40


Eu pecadora me confesso que dei o benefício da dúvida à menina, a verdade é que pela mão de Passos Coelho as meninas promovidas parecem sofrer todas de transtorno de personalidade. Deve ser o mau karma do rapazola.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O sobressalto do morto vivo



Para espanto geral a múmia da Belém deu um piparote na dupla Passos/Portas. De forma capciosa e baralhativa fixou na prática a duração do actual governo até Junho de 2012. Veio ao de cima o espírito vingativo da criatura, que depois de ter posto a mão por baixo do governo, foi ridicularizado na praça pública  na tomada de posse de Miss suápe Albuquerque como Ministra das Finanças pelo pedido de demissão do irrequieto Portas. Esta é a novidade, porque quanto à resolução do imbróglio, estamos todos mais troikados do que já estávamos. Vem aí um governo de iniciativa presidencial? é o que parece. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Flic flac à retaguarda



Uma bailarina em pontas e em fim de carreira.... quando perguntado "se a Bolívia não tem de se ofender com a decisão de Portugal, qual a razão de se queimarem bandeiras portuguesas."a bailarina não respondeu, certamente para para não "importar problemas", uma vez que o país está em contenção de importações...

terça-feira, 9 de julho de 2013

Brincar aos espiões



Quem me lê, sabe que sou tudo menos "anti-americana" primária. Isto vai-nos custar muito caro, as relações privilegiadas  e de amizade que tradicionamente Portugal mantém com a América Latina não têm preço, e muito menos um preço que os States estejam dispostos a pagar como compensação das mais do que evidentes perdas e danos. É no que dá ter entregue o país à garotada.

domingo, 7 de julho de 2013

Baralhar e voltar a dar



No meio do delírio alucinante da reconciliação Coelho/Portas, com claros ganhos para o homem dos submarinos, conclui-se que a dissimulação  compensa. É verdade que o Presidente ainda não se pronunciou, mas ninguém no seu  perfeito juízo o imagina a tomar outra atitude que não seja a da bênção da reconciliação dos amores desavindos. Mas nem tudo é mau, a partir de agora as possibilidades de namoros e/ou hipotéticas alianças do futuro partido do táxi  com o Partido Socialista ficam completamente comprometidas. São boas notícias.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

O cabaret da coxa


O país assiste entre a estupefacção e o medo ao desenrolar de um folhetim tide, nas palavras de António Costa na Quadratura do Circulo. Eu já lhe chamei novela mexicana de quinta ordem, qualificativos hã-os para todos os gostos, o que não há é qualquer sentido para o que se está a passar. A direita portuguesa, que tanto gosta de espetar farpas no lombo da esquerda bem pode limpar as mãos à parede. Cavaco Silva, que segundo uns deu posse a uma ministra, desconhecendo que Paulo Portas tinha já apresentado o pedido de demissão, segundo outros, que desse facto teve conhecimento uma hora antes da posse, não sai melhor nesta fotografia esburacada que qualquer dos outros dois personagens da novela. Na hipotese de desconhcer tinha obrigação de já ter falado ao país, impondo alguma ordem e exercendo os seus deveres. Se teve conhecimento prévio, participou conscientemente numa farsa o que é gravissimo, prega mais um prego no caixão da sua credibilidade, incapacidade, falta de qualidades para exercer o cargo, unir e tranqulizar o país. Os portugueses sentem-se abandonados, entregues à sua sorte, com uma grave crise de representação ao nível das instituições, sentem-se enganados, traídos e humilhados. Passa pela cabeça de alguém, que o presidente esteja hoje a discutir o pós-troika com economistas, quando o segundo partido da coligação já adiou o congresso deste fim de semana, e pelos dados conhecidos   parece cada vez mais improvável um acordo que possa ser levado a sério entre Passos Coelho e Paulo Portas? Então agora já não é urgente tranquilizar os mercados? É preciso correr com esta gentalha toda, mas toda, fonte de instabilidade e incompetência inimagináveis,  a começar na presidência da república e acabar no governo. É urgente eleições, já!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Novela mexicana


A balburdia não pode continuar. Depois dois anos penosos, de sacrifícios, de destruição da economia do crescimento do desemprego, ainda temos de levar em cima com um espectáculo inconcebível, deprimente de uma novela mexicana de quinta ordem. Rua!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Alucinação




Não há mais palavras ....

A carta assassina...



Alguém disse que a demissão do ministro das finanças Vitor Gaspar foi um tiro no porta-aviões. A mim parece-me que é uma avaliação por defeito, isto é sim o completo afundanço do porta-aviões. Vitor Gaspar acusa o Primeiro Ministro numa carta, procedimento inédito num ministro demissionário, de o ter desautorizado ao não lhe ter dado mandato atempado para fechar a sétima avaliação da troika, e  de falta de coesão no governo. Com a nomeação para Ministra das Finanças de Miss Swap Albuquerque,  laranjinha da confiança pessoal e política do primeiro ministro,  sem flexibilidade negocial, em guerra aberta com o maior partido da oposição, acentua-se a solidão política de Passos Coelho e tem início a agonia final deste governo. A tragédia é que a agonia do governo arrasta consigo  mais desgraça e devastação para o país e os portugueses.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Sounds you familiar?



"O Departamento de Educação de Los Angeles, nos Estados Unidos, vai dar um grande passo na revolução do ensino naquele país: mais de 640 mil alunos do ensino público vão receber um iPAD, que substituirá os manuais em papel. Foram já aprovados 23 milhões de euros para a remessa inicial de tablets da Apple, considerados os mais adequados ao download dos livros - através da APP Pearson  (a editora a que a Apple se associou) - e os que apresentaram o melhor preço. A ideia é melhorar o desempenho dos alunos, dando-lhes um instrumento personalizado e que permite várias funções, e integrá-los cada vez mais na sociedade de tecnologia e comunicação dos nossos tempos."

Revista do Expresso.

domingo, 30 de junho de 2013

Quem má cama faz, nela se deita...



" Mas o mais importante desta greve foi as incompreensões com que contou. A Confederação do Comércio disse que a compreendia. A da Indústria que o Governo empurrou os sindicatos para ela. A da Agricultura disse que havia mais do que motivos para a indignação dos trabalhadores. A UGT endureceu o seu discurso. E até ouvi um deputado do PSD a defender, na televisão, que o executivo deveria aproveitar a greve para mostrar à troika que a estabilidade social será impossível de manter. O que esta greve revela, quando é feita num momento tão difícil para a levar à prática, é o extraordinário isolamento de um primeiro-ministro, sem paralelo na nossa história recente. Como vimos com Nuno Crato, o Governo ainda não percebeu muito bem como é frágil a sua situação. E muitos acreditam que a paz podre se manterá, por medo, desesperança ou falta de alternativas. Acho que estão enganados. Não serão as autárquicas ou o CDS, como imagina o mundo político e mediático, a mudar tudo. Será um qualquer erro de cálculo, ão fácil de acontecer a quem já não tem amigos que lhe chamem à razão. Basta uma nova TSU ou um novo "caso Relvas" e este Governo, preso por arames, não se aguentará."

Excerto do texto de Daniel Oliveira, "A Solidão de Passos", no Expresso

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ir buscar lã e vir tosquiado


As reportagens das televisões sobre os efeitos da Greve Geral nos passageiros dos transportes metem nojo aos cães. Perguntar às pessoas em sofrimento nas salas de espera dos hospitais o que pensam por a consulta ter sido cancela por efeito da greve, é escabroso. Felizmente ouvi agora uma utente responder à letra a uma repórter "meter o coelho numa caçoila e matá-lo", disse quando questionada sobre o que pensava da greve.  Raras foram as pessoas que protestaram contra os grevistas  e esse é um sintoma claro de que o país está exangue e do ódio profundo que votam a estes (des)governantes.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Governo Rua!


Silly season...



O início oficial da silly season foi dado com a realização do  Conselho de Ministros em Alcobaça. Como sabemos, mais silly era díficl, nada se passou para além de uma foto com gente desorientada. Com o país a cavalgar uma crise económica, social e política como não há memória, está convocada para amanhã mais uma greve geral. O país devia parar todo, correr com esta gentalha que abocanhou o pote, mas tenho fortes dúvidas de que ela seja assim tão geral.  Entretanto começou a campanha eleitoral para as autárquicas, o calor aperta e eu já me apetecia  ir a banhos...

terça-feira, 25 de junho de 2013

A ruína

 

O serão televisivo da TVI24 de ontém, mais parecia um tempo de antena reservado à oposição. Quer isto dizer que a TVI24 se passou para a oposição? Não nos enganemos, a verdade é que o buraco em que as políticas cegas de radicalismo ideológico e discurso punitivo seguidos por este (des)governo de passarolas e gaspares é de tal forma enome, descontrolado e critico para o futuro do país, que já não há uma alma que seja que dê a cara por ele. Aliás assiste-se mesmo a um reposicionamento silencioso mas firme de nomes mas crediveis do interior do grupo parlamentar do PSD como Miguel Frasquilho que ontém reconheceu o erro de todas as politicas seguidas pelo eixo Schauble/ Gaspar, dizendo que "uns avisaram e reconheceram mais mais cedo, outros estão a reconher mais tarde" que este caminho é um desastre. Um outro comentador político que não fixei o nome, no programa "politica mesmo" disse taxativamente, "são três anos perdidos, vamos ter de começar tudo de novo". A pergunta que se coloca é, como é que pode o governo alterar o rumo sem reconhecer que falhou? E na eventualidade remota e retórica de vir a reconhecer que falhou, qual é a sua legitimidade para continuar a governar um país que levou à miséria?

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Quem passa por Alcobaça...



Diz que foi assim uma espécie de blind date.  O professor até sugeriu ao vivo e a cores, que a reunião de amigos em Alcobaça pouco mais fez  do que  perturbar uma noiva que se dirigia ao altar ao encontro do seu bem amado noivo... Enfim, estão todos bem uns para os outros, Alcobaça é que merecia melhor sorte que a visita desta trupe.

domingo, 23 de junho de 2013

Citação

"Vivemos uma orfandade política. Para onde quer que nos viremos, à esquerda e à direita, não há quem inspire, mobilize e seja capaz de representar os nossos anseios colectivos. A asserção é válida se pensarmos no Governo, nas oposições, no Presidente da República e nos parceiros sociais.
Esta crise de representatividade tem razões profundas e, claro, causas conjunturais. Por um lado, como se sabe, os partidos portugueses têm fraco enraizamento social (com excepção do PCP), foram criados de cima para baixo, a partir do Estado, e encontraram a sua fonte de legitimidade na melhoria das condições materiais associada à consolidação democrática e, não menos importante, à adesão europeia. Com a degradação económica, combinada com uma crise de expectativas, e com a desagregação do projecto europeu, os partidos são naturalmente arrastados pela derrocada. Por outro lado, estamos confrontados com uma ausência de narrativas consistentes, capazes de responder às novas circunstâncias e de articular interesses em torno de políticas concretas. À direita viveu-se a ilusão de que a "austeridade expansionista", desde que combinada com uma moralização da crise, seria um caminho virtuoso (que, como hoje sabemos, falhou rotundamente); e à esquerda (no PS) vive-se a ilusão de que um alívio marginal da austeridade, desde que acompanhado por um discurso mais humanista, fará uma grande diferença.
[...]
Precisamos de dar resposta aos desequilíbrios orçamentais e à desagregação económica e social, mas é uma ilusão pensar que tal é possível se continuarmos reféns do actual vazio político. Os terrenos baldios que hoje nos circundam são férteis para fazer medrar todas as demagogias: das que cavalgam a corrupção como causa de todos os males e fazem da transparência uma virtude às que apontam baterias aos ressentimentos sociais para depois enunciarem soluções que têm tanto de simplista como de mirífico e perigoso."

Pedro Adão e Silva "Órfãos da tempestade", no Expresso.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Passe livre



"O Gigante acordou". A verdade é que se trata da revolta da nova burguesia que os governos de Lula da Silva tirou da pobreza. Os políticos tradicionais que se cuidem, sobretudo os de esquerda que julgam que têm o monopólio das "revoluções", que acontecerá quando eles decretarem. Open your eyes and see!

terça-feira, 18 de junho de 2013

O dedo na ferida




"Um proletário do Catujal compra um revólver e diz a um amigo que "ia haver mortes", referindo-se à sua mulher, que fora embora. Sete dias depois ele mata a mulher. Um jornal, que recolhe o testemunho do tal amigo, tem tempo e espaço para falar da depressão do assassino, mas esquece-se de perguntar à testemunha: "E que fez sobre a ameaça? Alertou a polícia?" Claro que o jornalista não perguntou, arriscava-se a ouvir: entre marido e mulher... Um médico que tinha sequestrado a mulher levou-me a tribunal, com esse argumento, por eu ter escrito uma reportagem sobre o seu abuso. Tive sorte, era juíza, e se calhar por ser juíza mandou-me embora, agradecendo. Isso aconteceu dez anos depois de Adélio ter matado Maria, quando ela voltou para casa depois de ter andado com outro. Julgado nas vésperas do 25 de Abril, o juiz-corregedor de Viseu sentenciou Adélio: "(...) Justifica-se a reação do réu contra a mulher adúltera que abandonou o lar." E deu-lhe só dois anos. Estava aquele jornal português sem pôr a pergunta devida ao amigo do assassino, um jornal inglês publicou fotografias de uma celebridade televisiva, Nigella, a ser agarrada pelo pescoço pelo multimilionário do marido, Charles. Foi num restaurante, em Mayfair, cheio de paparazzi. Daí as fotos. Mas um restaurante vazio de gente. Daí ninguém ter acudido. Ele há género humano e ela há género humano. Esta última, rica ou pobre, é como se fosse de segunda. Mas não é. Não é."

Ferreira Fernandes, Fechar os olhos a uma guerra civil

domingo, 16 de junho de 2013

Citação

"Podia continuar a enumerar exemplos de como Portugal, não sendo o país com que todos sonhámos, é hoje bem melhor do que há 30 anos. Foram cometidos erros, mas o alcance das transformações sociais dá-nos motivos de orgulho como comunidade. [...] Pelo desculpa pela desabafo mas não me conformo com a inercia das mulheres e dos homens bons do meu país perante a rápida destruição do que construímos. Podemos aceitar que a história não é uma caminhada imparável rumo ao progresso; sabemos também que os constrangimentos que enfrentamos nos colocam desafios difíceis de gerir; o que não devemos é tolerar com passividade que, através de uma combinação explosiva de incompetência e voracidade ideológica, se vá lançando as bases de um "Estado de excepção". A ligeireza com que o Governo tem afrontado a Constituição é aviltante. [...] A incompetência é uma marca igualmente distintiva. [..] Foi com incredulidade que vimos a queda do investimento ser justificada pela chuva. [...] Não podemos permitir que façam de nós o que lhes apetece, baseados em diatribes ideológicas sem qualquer sustentação com a realidade.
O problema está para lá da esquerda e direita. O que está em causa não é secundarizar  diferenças ideológicas. É tão só resolver um problema anterior: devolver Portugal à razoabilidade. Para isso precisamos urgentemente de outro Governo e de outra coligação social. Tenho a certeza que há suficientes homens e mulheres bons no meu país para impedirem a continuação do desastre em curso. Ficamos a aguarda a vossa acção.

Pedro Adão e Silva, Carta aos Homens Bons do Meu País"

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Isto é uma guerra




"O relatório do FMI ontem apresentado estabeleceu uma nova "linha vermelha". Ao anunciar, ao contrário do que tinha feito Passos Coelho na famosa carta à troika de 3 de Maio, que os cortes de 4,7 mil milhões vão ser feitos em dois anos e não em três, o FMI desmente o governo de Portugal e impõe uma dose cavalar - e insustentável - de austeridade em cima da já existente. O relatório do FMI é a sentença de morte do Estado social, é uma ordem de destruição da classe média, a implosão do funcionalismo público e um ataque sem precedentes aos reformados do Estado que sustentam neste momento os filhos desempregados. Tudo isto vai agravar ainda mais os níveis de desemprego e levar o que resta da economia para o poço. Infelizmente, para o FMI essa recessão é bem-vinda - porque ajuda a equilibrar a balança de pagamentos. Quanto aos efeitos colaterais, como a destruição da economia - não só nacional como europeia - e o desemprego em massa são habilidosamente esquecidos neste relatório.
Mas preparemo-nos para daqui a um ano aparecer um novo relatório, em que um técnico do FMI de elevado gabarito condenará o excesso de austeridade imposto a Portugal, como recentemente aconteceu em relação à Grécia - mas já muitos milhares de empregos se terão entretanto perdido, muitas empresas terão fechado e Portugal terá perdido, como a Grécia já perdeu, o estatuto de "país desenvolvido" para passar a ser um território "em vias de de- senvolvimento", como era nos anos 70.
O FMI tenta, dia sim, dia não, aparecer como o bonzinho da troika. Na entrevista à SIC, o Presidente da República defendeu que o FMI saísse da troika, porque tem interesses diferentes dos países europeus (na prática, quem manda no FMI são os Estados Unidos). A questão é que, no essencial, a receita do FMI é idêntica à da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu. O Tratado Orçamental - que o FMI vem aconselhar o governo a invocar para tentar fintar as declarações de inconstitucionalidade, é a obra mais estúpida que os europeus fizeram em plena crise do euro. E, infelizmente, teve o acordo das duas maiores famílias políticas que compõem a Europa - partidos de direita e socialistas. É estranho ver socialistas a impedir políticas expansionistas, mas aconteceu. Amarrada a um tratado orçamental que pede o défice zero (incumprível) e a receitas recessivas, a Europa caminha para o abismo económico, a que se segue o político. Isto é uma guerra."

Ana Sá Lopes, "Se isto não é uma linha vermelha", jornal i


terça-feira, 11 de junho de 2013

Moita, carrasco!



É  nestas alturas que como oeirense me apetece fugir para Elsinore. Esta malta tanto vota no polícia [candidato do governo], como vota no ladrão.  Triste gentinha deprimente.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Solilóquio



Derivado a uma pequena intervenção cirúrgica o blogue fica temporariamente em pousio. Até já.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Libertar Portugal da Austeridade



Em dia de Corpo de Deus, feriado roubado que se comemorou em Portugal durante mais de setecentos anos, mas certamente recuperado quando esta cambada que nos governa for corrida, é preciso muita fé para que a iniciativa promovida por Mário Soares, que hoje se realiza na Aula Magna, em Lisboa - Libertar Portugal da Austeridade - seja o primeiro passa para um governo de esquerda. Oremos!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sagração da Primavera



Faz hoje 100 anos que A Sagração da Primavera se estreou em Paris. Com ela abriu um teatro e começou uma nova Europa. Depois dela nada seria igual e é uma das obras mais revisitadas.

Imagem do Ballet Gulbenkian, de uma representação da Sagração a que assisti. País desgraçado este onde até o Ballet Gulbenkian fechou as portas.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Triste primavera



Ontém fiquei estupfacta quando, assistindo ao telejornal das oito, me apareceu o minsitro Vitor Gaspar a falar em inglês ao lado do senhor presidente do Eurogrupo de nome e grafia impronunciáveis (podia ir ao google mas agora não me apetece). Ainda pensei tratar-se de uma reunião em Bruxelas, de tal forma bizarro me pareceu ver um ministro de Portugal exprimir-se em língua estrangeira quando recebe oficialmente representantes da União Europeia. Depois cheguei à conclusão que o erro era meu por ainda pensar que temos um ministro das finanças, mas Vitor Gaspar não se sente nem nunca se sentiu um ministro da República Portuguesa. Vitor Gaspar tem para si que o título que ostenta é uma mera formalidade necessária para cumprir os designios dos interesses estrangeiros que ele representa. Assim já bate tudo certo.

Já há muito muito tempo que não vejo os Prós&Contas. Não suporto o estilo disparatdo e inoportuno da apresentadora, e salvo rarissimas excepções que abro quando me interessa particularmente ouvir algum conviadado especial,  o tempo de antena serve apenas de mau entretenimento e adormecimento geral do que para esclarecer o que quer que seja.  Infelizmente foi o caso de ontém.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Enough is enough

 
Uma ida em peso e com humildade da direcção benfiquista ao 27 rés-do-chão na via Alessandro Severo, em Roma. Se seguida, libertar  Jesus de uma cruz  para a qual não tem manifestamente arcaboiço. E se ele for pregar para a concorrência, até será um alivio. Já sabemos que por aquelas bandas, não é  propriamente o teinador que ganha campeonatos.  Siga.

domingo, 26 de maio de 2013

Citação

"Como bem referiu Jorge Sampaio, o país encontra-se politicamente bloqueado, pelo que é evidente que, mais cedo do que tarde, teremos um novo governo, com o mesmo parlamento ou com novas eleições. Mas também é possível que Cavaco Silva esteja apenas a tratar de reforçar a sua posição perante uma crise. É verdade que é diferente remover agora um primeiro-ministro incapaz ou remover, daqui a uns tempos, um primeiro-ministro que foi apoiado de todas as formas possíveis pelo Presidente da República e que, mesmo assim, se revelou incapaz. No fundo, Cavaco Silva pode estar a fazer o que sempre fez eximiamente: reforçara sua posição pessoal. Com uma diferença, hoje fá-lo numa posição bem mais difícil, na qual se colocou apenas por responsabilidade própria."

Pedro Adão e Silva, "O que move o Presidente?", Expresso

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A frase da década

Parece que já correm processo na Procuradoria. Sintomas do fim do regime.  De resto Cavaco Silva já perdeu por completo o respeito dos portugueses.

P.S.: a coisa já passou fronteiras 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Salut Georges!


Referências de uma geração que se vão da lei da morte libertando...

Entre ovnis e traidores



"Gaspar foi a Berlim receber o que lhe é impossível obter em Lisboa: mimo e apoio. Isso já não lhe dão os seus pares – dos ministros do PSD aos do CDS, já para não falar no deputado candidato a Gaia e anti-magrebinos, Carlos Abreu Amorim. O nosso desastre colectivo é que Vítor Gaspar será um excelente embaixador alemão em Lisboa – e quando vai à capital do império, Berlim, é recebido com honras de dignitário competente para as funções em que foi investido –, mas não é um ministro português das Finanças."

Entretanto temos o relato de um Conselho de Estado que pretendia servir para Cavaco amarrar as forças vivas da Nação às políticas do seu governo. Saiu-lhe o tiro pela culatra.

"Jorge Sampaio foi o líder da “revolta” que opôs uma parte do Conselho de Estado ao Presidente da República a propósito do comunicado final. Quando Sampaio percebeu que Cavaco Silva tinha um texto pronto que não correspondia ao que, de facto, se tinha passado durante a reunião, protestou com alguma fúria perante o seu sucessor no cargo.
Ao lado de Jorge Sampaio, estiveram Manuel Alegre e António José Seguro, secretário-geral do PS. Ao que o i apurou, o antecessor de Cavaco na cadeira principal do Conselho de Estado levantou a voz contra o seu sucessor: não era aceitável que um comunicado final não reproduzisse minimamente o que se tinha passado na reunião. "

terça-feira, 21 de maio de 2013

A falta de cuscuz



"Hoje há crianças que tomam o pequeno-almoço, almoçam e lancham na escola à custa e por apoios da própria escola porque, se assim não fosse, não tinham a mínima possibilidade de se alimentar".

"Os relatos [...] são de situações de fome, situações de crianças que no final do dia escolar vão buscar a sopa porque em casa não têm".

[...] mais de 80% dos alunos" da escola EB 2,3 de Miragaia (do agrupamento Rodrigues de Freitas) está incluído "nas classes A e B de acção social", o que corresponde a um apoio "praticamente total".

Tenho andado à procura, das conclusões do Conselho de Estado de ontém, para perceber se a senhora de Fátima deu algumas dicas para a resolução deste flagelo ignominoso. Em vão. É a síndrome magrebina, ou da falta de cuscuz.


domingo, 19 de maio de 2013

Assustador

"Economia afunda-se, desemprego sobe e pessoas a desistir de procurar trabalho crescem 81,6% em dois anos. Licenciados são 21,6 mil."

Expresso, Caderno de Economia

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Nagevação à vista


O serão televisivo  de ontém foi particularmente significativo do estado de espírito de algumas figuras políticas da direita quanto à situação politica, económica e social a que o país chegou,  após a chegada ao Poder do grupo de bandoleiros que se apoderou do pote. Pela primeira vez um  representante dos nossos maiores empresários, António Lobo Xavier  na Quadratura do Circulo, disse, mais coisa menos coisa, que a srª Merkel não queria esta solução para Portugal,[a intervenção da troika] mas que a situação se precipitou com o chumbo do PEC IV, bastava ver o exemplo aqui da vizinha Espanha, e que seria uma solução similar que ela teria em mente. Ora esta "narrativa"  é nova na direita, é uma "narrativa" que descola claramente da arenga oficial que se tem mantido até agora coesa no apontar de culpas ad hominem à liderença do anterior governo , responsável por todos os males do mundo em geral e de Portugal em particular. Cerca de meia hora antes, na TVI24, Manuela Ferreira Leite já tinha acusado o governo de ter montado uma encenação para, a coberto de supostas exigências da troika,  impor ao país medidas mais gravosa, nomeadamente a TSU dos pensionistas,  prosseguindo na senda de uma agenda ideológica de destruição do país. Entretanto António Capucho, outro barão ex-Conselheiro de Estado candidata-se à Presidência da Assembeia Municipal de Sintra numa lista de independentes que concorre contra o PSD local. Estou segura que Basílio Horta agradece. Quando questionado se não temia um processo de expulsão do PSD respondeu  com grande à vontade, não estar nada preocupado, quem é expulso poderá sempre regressar ao partido mais tarde...elementar meu caro Watson, Capucho está-se a fazer à expulsão para se demarcar ostensivamente desta liderança que ele qualificou de refém de interesses obscuros. Estamos nisto. Até Outubro.

P.s: acrescento o link para as declarações de ALX

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Inês é morta"



"Dentro da troika, a irritação de Berlim dirige-se sobretudo contra a Comissão Europeia, incluindo o seu presidente, Durão Barroso, o que não deixa de ser paradoxal quando muitas das exigências de austeridade aplicadas aos países sob programa de ajuda são implicitamente apresentadas em Bruxelas como resultantes de exigências alemãs."

Casa roubada, trancas à porta?

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Anormalidade rotineira


Portugal entrou num tempo em que as más notícias se tornaram tão rotineiras, que os portugueses por instinto de sobrevivência, se estão a desligar da política. É visível até nas redes sociais  onde o espírito militante está ao alcance de um click, sem grande incómodo e no conforto do sofá,  as pessoas, ódios de estimação à parte, estão a pouco e pouco a intervir cada vez menos. Foram vencidas pelo cansaço, pela descrença e pelo desânimo, estas notícias passam com toda a natualidade a fazer parte  do massacre, e ainda dizem para si mesmas resignadas, isto ainda vai ser pior.

terça-feira, 14 de maio de 2013

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Nascida a 13 de Maio




Verifico espantada que o google acaba de me dar os parabéns neste dia do meu aniversário.Lá estão os bolos coloridos e a simpática saudação quando faço click na imagem. Uff, sou uma pessoa importante! Como estou entrar na idade do cisma grisalho decidi oferecer-me o melhor na esperança de que  me adoce o dia,  a mim e a todos os que por aqui passem, já que esta escumalha que assaltou o poder não nos dá tréguas. Sirvam-se à vontade. Saravá! :))

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Ou eles, ou nós!



"Que fazer, perguntava Lenine. Deitemos fora as respostas de Lenine, outro iluminado dos amanhãs que sabemos bem como cantaram, fiquemos com a pergunta. Tem de haver qualquer coisa que se possa fazer, em democracia, quando a democracia é sequestrada - sob pena de não ser democracia. Tem de haver qualquer coisa que se possa dizer para acordar os que, dormentes, assistem a isto como se não pudesse ser verdade.Não, não é a gritar fascismo, nem nazismo, nem que está toda a gente a morrer de fome ou a suicidar-se aos magotes. Não, não é de buíças que precisamos, sequer da memória deles. Nem de hipérboles, tiradas piedosas ou indignações espúrias. Precisamos de fúria.Não promessas sem osso, não estratégias para ganhar tempo. Não temos tempo - tenhamos o que nos resta, se nos restar coragem."

Fernanda Cãncio, Das fúrias forças 

 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Choque e pavor



De cada vez que este psicopata social fala é para anunciar mais um filme de terror. A tortura tem sido metodicamente aplicada, começou pelo espancamento, seguiu-se as unhas arrancadas, a seguir corta-se os dedos da mão e depois as próprias mãos. No fim grita-se bem alto: vai trabalhar malandro!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A mistificação


Não percebo patavina de emissões de dívida, de "ir aos mercados", e de toda a abundante parafernália terminológica que rodeia as questões financeiras. Mas considero-me uma pessoa de bom senso. Ontém assistiu-se a uma inexplicável coreografia nos média em que toda a gente fez de conta de acreditou que a "ída aos mercados" colocar dívida a 10 anos foi um grande sucesso. Mas toda a gente  mesmo, com a honrosa excepção dos sectores mais radicais da esquerda. Mas onde diabo está o sucesso de uma emissão sindicada, com um juro que corresponde quase ao dobro praticado pela troika nos seus emprestimos a Portugal? Onde é que uma taxa de 5,7% se pode considerar um sucesso, quando Portugal colocava dívida no mercado, sem o apoio do BCE antes do resgate, a 6%? Mas isto está tudo doido?

terça-feira, 7 de maio de 2013

Policia bom, polícia mau



Bem me parecia que deveria haver um grande desentendimento entre o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, e o Presidente do DCS-PP. Sabemos que o inteligente líder dos populares é mestre na arte da pirueta, mas não se conforma com o facto de não ser ele a dirigir os destinos da Nação. Vai daí tem necessidade como de pão para a boca de fazer exibições públicas de divergência, mas sempre, sempre com a preocupação de não colocar em causa da convergência necessária à manutenção do poder. Os acólitos ao seu  serviço nos média vão alimentando este estado de coisas, batem e diabolizam o ceguinho, vulgo Gaspar, mas não passam daí, à espera das eleições alemãs, altura em que estaremos exangues. Portas, ofuscado pelo seu próprio brilhantismo, está convencido que sairá impune deste massacre. Desengane-se, sairá tão enxovalhado quanto a restante equipa de salteadores.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Portas ao vivo e a cores


"Portugal vive em regime de protectorado vexatório, e "esses senhores" têm de sair em Junho de 2014.", disse o presidente do CDS-PP. Até aqui estamos de acordo, resta saber  o que pensa sobre o assunto o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiro. 

domingo, 5 de maio de 2013

Diz que disse...



"O governo lançou uma OPA virtual e  hostil sobre o sistema de pensões. O CDS não pode ser o sidecar da coligação". Como se vê, respira-se saúde e alegria por banda do CDS-PP, um partido permanentemente sodomizado pela dupla Passos/Gaspar.

Passos Coelho, no aniversário do PSD em Pombal, antecipando a débacle nas próximas autárquicas, sossegou  as nervosas hostes laranjas "comigo não há pântano" disse com auto-suficiente pesporrência, numa tentativa de menorizar António Guterres que popularizou a expressão ao demitir-se na sequência das eleições autárquicas de 2001. Tomara ele ter gabarito para chegar sequer aos calcanhares de Guterres.

Veremos até onde irá a capacidade de resistência do sujeito passivo da coligação.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

E não se pode extreminá-los?


O governo que se mantém em funções por obra e graça do apoio político de Belém e o anteparo de poderes e interesses económicos e financeiros ocultos, prepara-se para subir a idade da reforma para os 67 anos. Num país em desgregação acelerada da  economia e com a perspectiva de sairem em breve uns milhares de funcionários públicos, não se percebendo muito bem onde irão arranjar emprego, não seria melhor recorrer à velha injeção atrás da orelha para acabar de vez com a agonia dos velhos a partir dos sessenta anos?

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O mui badalado caso islandês


Não há dúvida que nos dias de correm, insistir na adesão à União Europeia já não comove ninguém. Quem é que no seu juízo perfeito quer aderir a um clube em desagregação? A resposta das trezentas e vinte mil alminhas islandesas cansadas da austeridade foi, com toda  a candura, devolver o ouro ao bandido.

domingo, 28 de abril de 2013

"A encenação do fim"


"Este ano, contrariando uma tendência dos últimos tempos, os jardins de São Bento e do Palácio de Belém estiveram encerrados no 25 de abril. O facto não teria particular relevância se não ocorresse num contexto de fechamento crescente da classe política e quando a crise de representação já há muito deixou de ser apenas um espectro a pairar sobre o regime. No dia em que se celebra a democracia, os portões das instituições fecham-se simbolicamente, por estarem em manutenção.
[...]

Até hoje, nunca tínhamos tido um Presidente da nossa República a desvalorizar de forma tão veemente as eleições, as escolhas políticas e o papel das divergências em democracia. Podemos discordar das opções programáticas dos outros, mas não podemos, em caso algum, condicionar a soberania popular conquistada há 39 anos. A mensagem foi clara: as eleições não interessam, o que conta é o cumprimento do memorando; as ideologias são perigosas, o que importa é o tratado orçamental. Que um dirigente partidário, oportunisticamente, faça um discurso desta natureza, é explicável. Que a mais alta figura do regime lhe dê peso institucional é um prenúncio de que nos aproximamos do fim."

Pedro Adão e Silva "A Encenação do Fim", Expresso