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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Entre ovnis e traidores



"Gaspar foi a Berlim receber o que lhe é impossível obter em Lisboa: mimo e apoio. Isso já não lhe dão os seus pares – dos ministros do PSD aos do CDS, já para não falar no deputado candidato a Gaia e anti-magrebinos, Carlos Abreu Amorim. O nosso desastre colectivo é que Vítor Gaspar será um excelente embaixador alemão em Lisboa – e quando vai à capital do império, Berlim, é recebido com honras de dignitário competente para as funções em que foi investido –, mas não é um ministro português das Finanças."

Entretanto temos o relato de um Conselho de Estado que pretendia servir para Cavaco amarrar as forças vivas da Nação às políticas do seu governo. Saiu-lhe o tiro pela culatra.

"Jorge Sampaio foi o líder da “revolta” que opôs uma parte do Conselho de Estado ao Presidente da República a propósito do comunicado final. Quando Sampaio percebeu que Cavaco Silva tinha um texto pronto que não correspondia ao que, de facto, se tinha passado durante a reunião, protestou com alguma fúria perante o seu sucessor no cargo.
Ao lado de Jorge Sampaio, estiveram Manuel Alegre e António José Seguro, secretário-geral do PS. Ao que o i apurou, o antecessor de Cavaco na cadeira principal do Conselho de Estado levantou a voz contra o seu sucessor: não era aceitável que um comunicado final não reproduzisse minimamente o que se tinha passado na reunião. "