No meio do delírio alucinante da reconciliação Coelho/Portas, com claros ganhos para o homem dos submarinos, conclui-se que a dissimulação compensa. É verdade que o Presidente ainda não se pronunciou, mas ninguém no seu perfeito juízo o imagina a tomar outra atitude que não seja a da bênção da reconciliação dos amores desavindos. Mas nem tudo é mau, a partir de agora as possibilidades de namoros e/ou hipotéticas alianças do futuro partido do táxi com o Partido Socialista ficam completamente comprometidas. São boas notícias.
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domingo, 7 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
O cabaret da coxa
O país assiste entre a estupefacção e o medo ao desenrolar de um folhetim tide, nas palavras de António Costa na Quadratura do Circulo. Eu já lhe chamei novela mexicana de quinta ordem, qualificativos hã-os para todos os gostos, o que não há é qualquer sentido para o que se está a passar. A direita portuguesa, que tanto gosta de espetar farpas no lombo da esquerda bem pode limpar as mãos à parede. Cavaco Silva, que segundo uns deu posse a uma ministra, desconhecendo que Paulo Portas tinha já apresentado o pedido de demissão, segundo outros, que desse facto teve conhecimento uma hora antes da posse, não sai melhor nesta fotografia esburacada que qualquer dos outros dois personagens da novela. Na hipotese de desconhcer tinha obrigação de já ter falado ao país, impondo alguma ordem e exercendo os seus deveres. Se teve conhecimento prévio, participou conscientemente numa farsa o que é gravissimo, prega mais um prego no caixão da sua credibilidade, incapacidade, falta de qualidades para exercer o cargo, unir e tranqulizar o país. Os portugueses sentem-se abandonados, entregues à sua sorte, com uma grave crise de representação ao nível das instituições, sentem-se enganados, traídos e humilhados. Passa pela cabeça de alguém, que o presidente esteja hoje a discutir o pós-troika com economistas, quando o segundo partido da coligação já adiou o congresso deste fim de semana, e pelos dados conhecidos parece cada vez mais improvável um acordo que possa ser levado a sério entre Passos Coelho e Paulo Portas? Então agora já não é urgente tranquilizar os mercados? É preciso correr com esta gentalha toda, mas toda, fonte de instabilidade e incompetência inimagináveis, a começar na presidência da república e acabar no governo. É urgente eleições, já!
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Novela mexicana
A balburdia não pode continuar. Depois dois anos penosos, de sacrifícios, de destruição da economia do crescimento do desemprego, ainda temos de levar em cima com um espectáculo inconcebível, deprimente de uma novela mexicana de quinta ordem. Rua!
terça-feira, 2 de julho de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
Da cobardia
Passos Coelho prepara-se para atirar a toalha ao chão e culpar o Tribunal Constitucional pela eventualidade de um segundo resgate. Quer tapar o sol com a peneira, o segundo resgate ficou marcado quando o ministro das finanças, anunciou formalmente que o Orçamento de Estado para 2013 tinha deixado de ter qualquer aderência com a realidade.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Insustentável
Foi confirmado em tribunal por uma testemunha que Oliveira e Costa vendeu em 2001 a Cavaco Silva e à sua filha, 250 mil acções da SLN (Sociedade Lusa de Negócios), a um euro cada., acções essas que lhe tinham custado a ele, Oliveira e Costa, 2,10 euros. Sabemos também que Cavaco Silva as vendeu mais tarde por 2,2 euros
Robert Fishman, professo de sociologia da Universade de Yale, escreveu no New York Times um artigo intitulado: "O resgate desnecessário de Portugal".
Por cá o espectáculo diário da nossa classe política é de bradar aos céus. Qualquer gato pingado na "Europa connosco" se permite chamar publicamente atenção dos nossos desgraçados políticos. O presidente da república, "diminuído" pelo "affaire" BPN, está descredibilizado perante os portugueses.
A situação é insustentável.
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