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sábado, 15 de outubro de 2011

"agora sei que não sou apenas eu”


Hoje fui à manifestação. Depois do confisco arbitrário dos subsídios de férias e Natal  durante os próximos dois anos,  estava à espera  encontrar um mar de indignados funcionários públicos, o que não aconteceu, talvez por terem ficado paralisados com a ressaca da brutalidade das medidas de que foram alvo e a fazer contas à vida. Mas gostei imenso do desfile, sentia-se no ar uma indignação serena e firme  prenuncio de uma  maré que vai encher e de um movimento que levará certamente a maiores manifestações no futuro.

A entrevista que  Saskia Sassen  deu ao Público, é muito esclarecedora sobre a dimensão e natureza da mudança que está em marcha.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Indignação



"Esta movimentação verdadeiramente original e espontânea é precisamente a resposta encontrada por pessoas simples à apropriação e manipulação da democracia. E é assim um movimento muito mais profundo que qualquer reclamação social, sindical ou corporativa. A democracia criada e alimentada pelos homens está a esvair-se pelo esgoto da ganância, da exploração e da acumulação. O mundo vive já uma época pós-democrática, na qual a democracia formal se transformou num instrumento dos interesses das oligarquias. Não há alternativa, nem saída: o partido-cara é igual ao partido-coroa e ambos servem os mesmos senhores.
As concentrações de indignados são apenas um sinal dos tempos. Não é por ali que o mundo vai mudar, retomando os valores da liberdade e justiça. Mas pode ser por ali que alguma coisa nova comece."

João Paulo Guerra, ler texto integral