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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Dinossauros partidários



Se há coisa que me bole com os nervos é ouvir os dinossaurius partidarius, como o jovem Jerónimo de Sousa, apoucar métodos democráticos, meter a cassete  e falar de caras recauchutadas, num estilo muito próprio de olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço. A extradordinária velocidade com que qualificaram as Primárias do PS, dizendo delas o que maomé não disse do toucinho, invocando a "inconstitucionalidade" de um processo auditado e globalmente limpo e transparente, mostra bem o horror que é para o PCP qualquer metodologia que fuja à sua pulsão totalitária e controladora.  Acrescentou ainda o jovem Jerónimo, que não vê sinais que o maior partido da oposição esteja disponivel para fazer mudanças politicas que o PCP considera fundamentais.... Não ocorreu ao venerando senhor recorrer a um oftalmologista para reforço das lentes oculares que já devem estar desactualidades, por forma a permitir-lhe ver os sinais, assim como presumo que será pedir demasiado, esperar que o senhor perceba que seria de bom tom esperar para ver, antes de começar a atirar a tudo o que mexe no PS.  Em todo caso isto é só um exercício bloguistico, de facto o PCP está nas suas sete quintas no tiro ao "perigo principal". Nada de novo!

Nesse aspecto é muito parececido com o Aníbal, outro dinossauriu partidáriu, de sinal contrário, há 40 anos na vida política activa, dez anos primeiro ministro, dez anos, que nunca mais terminam, presidente da república, fala e dá sermões como se dela não fizesse parte. O discurso nas comemorações da república foi próprio de alguém caído de paraquedas na política portuguesa, intimando  os partidos ao "compromisso" com o governo dele, claro, ameaçando com o risco de implosão do sistema partidário. Não ocorreu ao provecto ansião reflectir sobre o seu próprio contributo, bem negativo e malsão para a referida implosão que tanto parece temer. Não!  no final, em qualquer circunstância dirá, eu bem vos avisei.