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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Portugal o Mar... e o nosso Fado



Niko Wijnolst, presidente da Rede Europeia de Clusters Maritimos e dono da Dutch Maritime Netwok participou na conferencia "Portugal e o Mar: a nossa aposta para o século XXI," que decorreu na passada quinta-feira em Cascais. Parece que, mais uma vez, já perdemos o comboio. Ler a entrevista que deu ao Expresso é um exercício doloroso e amargo.  A critica é arrasadora : "Lembro-me de um professor universitário (Ernâni Lopes) que falava nessa conferência de 2005 no hipercluster do mar, mas era mais um exercício intelectual, e é isso que se tem feito muito mais em Portugal do que aproveitar concretamente as oportunidades."
O homem dá um exemplo gritante e acabrunhante  para os nossos  empresários choramingas . ..."comecei com uma pequena empresa na Holanda que transportava mercadorias de Portugal para Angola. A empresa tornou-se líder neste país e hoje trabalha com a China e é a maior transportadora marítima para o Sul de África. Como pode uma pequena companhia sem meios financeiros e sem a vantagem da língua portuguesa ser bem sucedida em Angola? hoje somos uma grande transportadora e ganhamos muito dinheiro."

Em toda a entrevista o homem não se queixou nem da rigidez da legislação laboral, nem na falta de qualificação dos portugueses. Apontou o dedo à burocracia, às taxas portuárias e à falta de espírito empreendedor.

Querem saber como saímos da crise? perguntem ao holandês!

Fausto, Por este rio acima