quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Cócó, Ranheta e o Facada




"Acontece que os americanos estão muito contentes com o trabalho da ex-ministra e o embaixador cessante nunca se fez rogado nos elogios à gestão de Maria de Lurdes Rodrigues, o oposto do que sucedeu no mandato de Rui Machete, que foi alvo de violentas críticas pelo fausto e despesismo da sua gestão."...


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Triste Europa...



A notícia não é de hoje, mas ilustra bem a desorientação que grassa nas hostes do "politicamente correcto" e do relativismo cultural. Se eu convido para minha casa alguém com hábitos diferentes do meus, espero que o meu convidado se conforme com as minhas maneiras, da mesma forma que, quando ele me convida para sua casa, eu me  esforço por me adequar às suas. São questões básicas de princípio e de respeito mútuo. Se alguém não entende esta forma de estar e de conviver num mundo tão diverso, então não é digno da minha atenção, nem confiável para ser meu hóspede.

Quando a foto de Catherine Ashton foi retocada para poder ser publicada na impresa iraniana, (assunto da esfera exlusiva da imprensa iraniana) a representante da União Europeia entrou num processo esquizofrénico de auto vigilância na escolha do seu vesturário para os encontros com os representantes do Irão, levou o seu zelo ao paroxismo com resultados caricatos como este que aqui se expõe... . Estas cedências não nos ajudam, são ridiculas, tristes e não contribuem para apaziguar seja quem for. Ao não afirmarmos com dignadade os nossos valores, auto mutilamo-nos e  passamos a ideia de que há qualquer coisa que não está bem e de que nos deveriamos envergonhar, não nos podemos surpreender que os outros não nos respeitem.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A sucessão...



... "travar a imagem de degradação do grupo (e dos dois banqueiros) afectada por multiplos escândalos (Portucale, Submarinos, Escom, Mensalão, Operação Furacão, Monte Branco, Akoya,  privatizações da EDP e da REN, transacções com títulos da EDP Renováveis)"...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Cada manchete cada minhoca



As trapalhadas do senil Machete, recrutado para o governo para colmater uma presuntiva carência de  respeitabilidade, tem-se revelado o maior erro de casting político do passarolas, a acrescentar a uma nave completamente à deriva. Nem o defunto Relvas causou tamanhos danos e estragos à credibilidade do país e aos portugueses. A tragédia maior é que ele, do alto da sua arrogância parece não se dar conta  do efeito devastador que está a causar, enquanto que  o primeiro-ministro,  para parecer um gajo teso, não o demite. Entretanto o país continua aos baldões, interna e externamente...

domingo, 10 de novembro de 2013

100 anos de Álvaro Cunhal



A Biblioteca Nacional de Portugal assinala o centenário do nascimento de Álvaro Cunhal com a realização de uma mostra bibliográfica e documental sobre a obra do "político, do escritor e do artista, personalidade incontornável do século XX português". Até 31 de Dezembro.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Finalmente uma boa notícia....



Chega a Lisboa,  na sua única saída para o estrangeiro, a exposição Rubens, Brueghel, Lorrain- a paisagem nórdica no Museu do Prado,  57 obras primas em exposição no Museu Nacional de Arte Antiga de 3 de Dezembro a 30 de Março.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Centenário de Camus



"Chega sempre um momento na história em que quem se atreve a dizer que dois e dois são quatro é condenado à morte."

" A estupidez insiste sempre".

Fonte : "A Peste"

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Viva o SNS!



Acabei de chegar de um exame médico que implicou uma pequena anestesia. O "evento" como agora se costuma dizer em ambiente das redes sociais, ocorreu o Hospital Egas Moniz. Cheguei já no limite da hora marcada prevista para as 08:15, não contava com um trânsito tão cerrado na marginal (será o tal sinal do milagre económico de que falava o cervejeiro?) e com a pressa abeirei-me de um guichet para saber o local exacto onde riria decorrer a intervenção. O homem não deu mostras de me ter ouvido, fazendo-me sentir que deveria ter esperado na fila. Por fim compreendeu que para dar uma simples informação, uma pessoa com exame marcado não tem necessariamente de fazer fila e lá me encaminhou para o meu destino. Foi a única nota de menor urbanidade que registei. Como já fiz o mesmo exame numa clínica privada, quero aqui deixar claro que nada se diferenciou ao nível do acolhimento,  tratamento e recobro pós-exame dos cuidados que  recebi na clínica. A maioria das pessoas que durante anos se comprazia em dizer mal dos hospitais públicos e do serviço nacional de saúde num exercício estúpido de bota abaixo, deviam ter vergonha. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Tudo tem uma explicação...Portugal no coração...


O mistério da vinda de Poiares Maduro para o lugar de Relvas, acaba de ser revelado. Agora só falta saber o que estará reservado ao Lomba, mas estou segura que não  será dificil resolver, Maduro a seu tempo tratará do assunto.

Imagem: Jean Dieuzaide, Portugal 1950.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

La cucaracha, la cucaracha , ya no puede caminar....



Neste dia em que práticamente todos os nossos parceiros europeus, com a Alemanha à cabeça, gozam o feriado do dia-de-todos-os-santos, vou passar o dia a ler o guião da reforma do estado. Uma mulher não é de ferro e tem de se permitir alguns momentos de diversão...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Los fenómenos que no tienen explicación




Um dia destes teremos o primeiro milagre devidamente documentado.  Isto de maduros é como os chapéus, há muitos e para todos os gostos. A fé dos crentes também parece inesgotável, ainda ontém diz que foi apresentada a reforma do estado pelo vice-primeiro ministro Paulo Portas. Se virmos bem é outro fenómeno que não tem explicação, estamos a falar de um guião que não existe, mas que é tratado pelo governo e pela comunicação social como se de uma realidade palpável e concreta se tratasse e não de delírios de gente à deriva que não faz a mínima ideia de como resolver a crise que ela própria alimentou.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O estado da Nação




"Em 2012, saíram 121.418 pessoas do país. Destes, quase 52 mil foram já com a intenção de permanecer fora de Portugal por mais de um ano. Os restantes 69,5 mil emigrantes indicaram que o objectivo seria ficar fora temporariamente - mais de três meses, mas menos de um ano. Comparando o número total de saídas com os registos desde 1960 - disponíveis no portal Pordata, com base em dados do INE - verifica-se que esta é a maior vaga de emigração desde pelo menos 1960. Os dados disponíveis apresentam duas interrupções (entre 1989 e 1991, e entre 2004 e 2007), mas nem nos anos 80, nem na primeira década de 2000 se registaram fluxos com ordens de grandeza se quer próxima do que se verifica agora. Os dois únicos anos comparáveis são 1966, quando emigraram 120.239 pessoas, e 2011, quando se registaram 100.978 saídas."

"A natalidade em Portugal cai para mínimo de 1900. Mesmo com medidas de estímulo, sociólogos não esperam inversão na próxima década."

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Foram-se os dedos...



Parece que as elites de repente acordaram de um longo sono cúmplice com a troika e as políticas do governo do passarolas, que tem tido como único objectivoda da sua acção, recapitalizar a banca e castigar e moralizar um povo de madraços a precisar de ser posto na ordem por ter  vivido acima das possibilidades. Tarde piaram...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

domingo, 27 de outubro de 2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

"O homem das peúgas que devia subir a ministro"




"Álvaro Costa tem uma fábrica de peúgas em Barcelos e não diz que exporta "strumpor" para a Suécia. Diz "peúgas". Homem simples, ele não fala sueco e inglês pronuncia mal. Se calhar, Álvaro Costa também não lê jornais económicos, daqueles que explicam os swaps, assim: "No fundo é como no casino. Apostamos no vermelho mas às vezes sai o preto." Ora quem vai ao casino sabe onde entra, há luzinhas à porta a apagar e a acender. Mas, em 2008, quando o gerente de um banco falou ao fabricante de peúgas, não trazia na cabeça luzinhas a apagar e a acender. O bancário propôs um "contrato swap", o que ficou entendido como trocar para taxa fixa os juros do empréstimo que o empresário fizera. Troca, pensou este, dentro de um risco razoável entre gente séria. Mas veio a crise e Álvaro Costa descobriu que, afinal, até era mais do que roleta, era jogar a vermelhinha com aldrabões: "Eu ainda hoje não percebo muito bem o que é um contrato suópi", diz. Ignorante? Sim, como todos, até a nossa ministra das Finanças, que também fez swaps (ela pronuncia bem) sem calcular o risco todo. Mas se Álvaro Costa era ignorante em swaps, não era tanso. Pagou os juros que o banco lhe pedia, mas meteu-o em tribunal. Ganhou. O Supremo anulou o contrato e obrigou o banco a devolver o abuso. Infelizmente, os sapateiros que subiram acima do chinelo e chegaram a ministros não têm, com o nosso dinheiro, o mesmo interesse que o fabricante de peúgas tem com o dele."


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Há energia no ar...



Hoje no Museu da Electricidade. Entretanto a Embaixada da Alemanha, sempre tão circunspecta, deve ter perdido sentido das proporções. Vir comentar oficialmente uma entrevista de um ex-politico, o mínimo que se poderá dizer é que se trata de uma bizarria que diz mais dos políticos alemães do que do diabólico Socras..., que entretanto agradece a publicidade grátis.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Esta gente não presta




Primeiro levas uma carga de porrada, deixam-te as costas em carne viva. A seguir vem um gajo com betadine, pede-te de desculpa porque houve um engano...

domingo, 20 de outubro de 2013

A inveja é uma coisa muito feia



A entrevista que José Sócrates concedeu a Clara Ferreira Alves veio provocar um verdadeiro tumulto entre as mentes bem pensantes deste cantinho à beira mar plantado. Essas mentes bem pensantes decidiram em 2005, quando José Sócrates e o PS obtiveram maioria absoluta, que o ex-primeiro ministro não passava de gelatina política, um homem sem pensamento, que tivera o desplante de vencer Manuel Alegre nas directas do PS e a quem não comprariam um carro em segunda mão. Erros políticos à parte, que não são o objecto deste post, custa-lhes fazerem um simples exercício de humildade intelectual e até há quem se permita afirmar categoricamente que por questões de "principio" não lera nem irá ler a entrevista, não se dispensando no entanto à vulgata catilinária mais primária para adjectivar a entrevista que não leram. Há também o grupo dos que leram a entrevista com a reserva mental necessária para encontrarem em cada palavra, em cada "citação" a confirmação apriorista das suas "suspeitas" sobre a "falta de carácter do individuo" e outros mimos com que sustentam o ódio irracional de votam ao homem. Acresce que Sócrates vem lembrar-lhes as suas responsabilidades num momento decisivo para Portugal na crise política que conduziu à vinda da troika, que nos trouxe a ruína por muitos e bons anos, e isso é um peso insuportável que precisam de alijar carregando nas tintas  e na diabolização do político que alimentou todas as suas frustrações.  Não aprenderam nada e duvido que venham a aprender.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

" Se fosse responsável por este OE rezava para que o TC o chumbasse"


Ouvir Manuela Ferreira Leite às quintas-feiras na TVI24, passou a ser um exercício de lucidez e de sanidade mental. Paulo Magalhães, não consegue esconder a ansiedade que lhe vai na alma de cada vez que um dos seus convidados desanca no governo. Ontém foi patética a tentativa tosca de arranjar argumentos que levassem MFL a dizer algo que desculpabilizasse ou atenuasse os efeitos da brutalidade das medidas prevista no OE para 2014. Debalde, a cada "deixa" lançada pelo jornalista, MFL não deixou pedra sobre pedra na desmontagem da argumentação do governo que tenta justificar o injustificável. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Malabarices...


Parece que o ministro Mota Soares anda a desmaiar nos aviões. Com toda a sinceridade do mundo, desejo-lhe muita saúdinha, que se restabeleça depressa e bem,  que nós cá estaremos para o confrontar com as suas mentiras. O senhor ministro, que faz parte do partido do contribuinte, dos aposentados e da geração grisalha continua a tratar os portugueses como débeis mentais, obedecendo a um guião feito à medida pelo chefe da banda Paulo Portas. E o que diz esse guião? Pois, que está muito "espantado" com "as críticas do PS ao corte das pensões de sobrevivência quando foi o partido que retirou o abono a todas as famílias com mais de 600 euros de rendimento".  Suponho que o senhor ministro deverá saber que os abonos de família são financiados pelos impostos que todos nós pagamos, enquanto que as pensões de sobrevivência proveem das contribuições para a segurança social, fazem parte de um contrato de boa fé que os portugueses estabelecem com os diferentes regimes de segurança social. O senhor ministro e o seu chefe de fila, continuam a  atirar areia para os olhos das pessoas jogando com a sua  ignorância natural relativamente ao financiamento de cada uma das prestações. Esta gente não presta.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Novo escarro


"Eduardo do Santos diz que não há condições para parceria estratégica com Portugal" -  ao cuidado da sociedade anónima  Cavacus, Passus & Manchete, -  ou como diz o povo, quem não se dá ao respeito, não espere ser respeitado.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A nave do louco


Durante o consulado de Victor de Gaspar, PPC lá conseguiu passar aideia de que o terrorista social era o seu ex-ministro das finanças. Com a carta de demissão de Gaspar tudo ficou mais claro. PPC, o incompetente, tem de si a imagem do predestinado que sabe o que é bom para os portugueses. Porradinha e muito fomeca para enrijar.

[...] " saúde mental de PPC preocupou-me pela primeira vez (até aí confesso que também atribuía tudo à falta de inteligência e oportunismo) quando, em plea crise após a demissão de Portas, PPC disse: "Não me demito. Não abandono o meu país" Na altura, alguns patetas de serviço vieram falar de patriotismo, mas eu senti um calafrio na espinha. O que eu vi foi um homem que sova metodicamente a mulher mas que não lhe dá o ivórcio porque a "ama muito". Quer edicá-la, quer que ela seja como ele acha que ela deve ser. Na sua opinião, ela não se porta bem e ele quer pô-la nos eixos, "porque a ama muito". Nem sequer tem grande opinião dela, admira é as louraças nórdicas, ela é morena e baixinha, mas com ela ele sente-se poderoso, ela está mais "ao sei nível". Ela é ambivalente, como geralmente acontece nestes casos: quer deixá-lo, mas ao mesmo tempo interiorizou a culpa com que ele a castiga. Ele tanto diz que no futuro vai ser diferente, como a ameaça com mais porrada caso ela riposte. Não a liberta, mas também não a ouve, não a respeita. Ele é que sabe o que é bom para ela.[...]"

Comentário de Bone a este post de FNV no Declínio e Queda.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O trio de ataque


Senhoras e e senhores olhem para a foto e digam-se lá se  uma imagem vale mais que mil palavras? Pedro o sádico y sus muchachos consideram que é preciso contrariar a desinformação, surpreendidos que estão com o protesto das viuvas que ganham 4000 euros fora a pensão de sobrevivência de mais 4000..., como é bom de perceber.... Já não há forma nem maneira de qualificar esta mistificação governativa que todos os dias passa um atestado de estupidez aos portugueses, a não ser pela ironia. Doutra forma soçobramos.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A entrevista


O homem que Felipe La Feria recusou como actor  esteve ontem nas suas sete quintas. Finalmente arranjou um palco à medida das suas ambições frustradas. O homem que se vê a si próprio como "escolhido" para conduzir os portugueses ao empobrecimento, disse que se ele falhar todo o país falha. Está-se mesmo a ver que estamos fodidos, a falta de cultura democrática de um gajo que se vê a si próprio como o eleito dos deuses não pode acabar bem.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Os camaradinhas

Ainda sobre o inenarrável caso Machete, li, reli e voltei a ler e não atinei no que disse  PCP,  sempre pronto  a pedir a desmissão de todo e qualquer ministro que mexa. Felizmente não se tratava da Coreia do Norte. Caso para dizer, percebi-te...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O elo mais fraco

Ferreira Fernandes:

"Este Governo tem uma fixação pelo retrovisor. Se um governante diz "é irrevogável!", logo engrena a marcha atrás. Se dos governantes esperamos o "princípio da não retroatividade", logo nos atropelam às arrecuas... Este Governo pode ter muitos problemas de mecânica, mas com ele a marcha atrás não custa a entrar. Ela funciona bem, como repararam, mas ao arrepio das palavras. Por isso é preciso ler o Governo com números. Defina-se pobrezinho: 419. Está lá , no Indexante dos Apoios Sociais: o limiar da pobreza é 419 euros por mês. Ganhas isso, não te tocam, não se bate num 419 no chão. Os 419 trabalham - sem o saber (e sem ganhar um chavo, só ficam isentos de pancadas suplementares) - para o Governo. Servem para fazer a conta mágica. Multiplicados por 1,5, um 419 dá (quase) 629. Um pobrezinho e meio igual a uma vaca. Defina-se uma vaca: um pobrezinho e meio, já bom para ordenhar e ser retalhado, dar leite e carne, e ainda a pele para tapetes. O Governo está-se nas tintas para as parcelas da operação, só lhe interessa o resultado mítico: 629! A vaca que é rica. A partir do fantástico número é só faturar. Este Governo, além da marcha atrás, é bom na tentativa de nos convencer. Para nos convencer, o Governo tem um argumento tremendo: a viúva do banqueiro. A que acumula pensões de sobrevivência gordas e cintilantes. A viúva do banqueiro nunca fez nada na vida. Faz agora: convence-nos que a vaca 629 tem de levar na cornadura."

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Só nos faltava este escarro



Na empresa onde trabalho as pessoas no geral não têm grandes preocupações políticas, a informação que recebem, além dos cabeçalhos dos jornais são as notícias do telejornal. O sintoma de que há uma bronca gorda no país é quando chego de manhã  e um dos meus colegas, conhecendo o meu vício com a política, dispara na minha direcção :- "então e o Machete ?" pergunta-me com ar indignado. Já o mesmo sucedeu por ocasião da TSU :- "então aqueles gajos querem pôr-nos a pagar aos patrões"?
A machadada que este ministro deu na credibilidade da nossa diplomacia, reconhecidamente de grande qualidade, são difíceis de calcular. Os responsáveis pela degradação da situação têm nome, Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro que não demitiu imediatamente o ministro, Cavaco Silva, presidente da república que não exerce os  poderes de que dispõe para repor a dignidade do Estado.

domingo, 6 de outubro de 2013

Um fraco rei faz fraca a forte gente


Quando todos pensávamos que a falta de preparação política e sentido de estado do primeiro ministro tinha batido no fundo,  as inconcebíveis declarações  sobre a vergonhosa entrevista de Machete  à rádio angolana desvalorizando-as de forma humilhante, mostram-nos que é sempre possível descer mais um degrau. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

That's all folks



Anda para aí um alarido com as declarações de João Semedo. Tenho-o em boa conta, a frase assassina de ter referido candidatos "credíveis",  em vez de candidatos com reais possibilidades de serem eleitos, deu cabo dele. É evidente que o BE, depois de não ter conseguido sequer eleger João Semedo para a CML, não fica em bons lençóis. Um pouco menos de arrogância e mais realismo poderiam ter contribuído para terem cantado vitória na capital, tendo feito uma aliança com António Costa, que aliás lhes foi proposta.
O que os bloquistas não há meio de se convencerem é que o bloco funciona como catarse dos eleitores de esquerda do PS, (sim, existem eleitores do esquerda do PS), quando o PS está no governo e se vê na contingência de fazer políticas de direita, e dos erros que todo o exercício do poder provoca. Para UDP de quem o eleitorado fugiu a sete pés, tem sido um bom porto de abrigo, para os PSRs cuja existência sempre esteve personificada em Louçã, idem. Os ex-PCPs, para além do mediático e saudoso Miguel Portas, não contam.  Com as causas fracturantes todas assumidas e resolvidas pelo diabólico Sócrates, o que lhes resta? 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A bem da nação....

Álvaro Cunhal - Desenhos da Prisão


Já tudo foi dito, analisado e escalpelizado sobre os resultados eleitorais. O que não deixa de espantar-me, é a insistência sectária e umbiguista dos dirigentes do PCP, com o secretário Jerónimo a dar o mote e lamentavelmente repetido ontém  por Otávio Teixeira, na desvalorização da evidente vitória do PS nestas eleições autárquicas. Vindo de um partido que  desde a queda do muro de Berlim não parou de levar pancada até às eleições do passado dia 29, e que no final de cada eleição nunca reconheceu as sucessivas derrotas, antes pelo contrário, dá vontade de dizer à maneira do camarada Jerónimo, gaba-te cesto... E no entanto estou muito contente que Bernardino Soares tenha ganho a Câmara de Loures para a CDU, é um político que tem vindo a evoluir de forma consistente e quero crer que  os tempos dos louvores à Coreia do Norte estarão definitivamente encerrados. Quanto ao partido Socialista bem pode começar a ler os recados que o eleitorado inequivocamente lhe deu, e que são o do respeito pela inteligência dos eleitores na escolha dos seus candidatos. Sempre que isso aconteceu, o Partido Socialista ganhou, onde isso não aconteceu levou o justo correctivo.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A ressaca



Ainda não estou em mim com os resultados do concelho de Oeiras. A histeria do voto dos oeirenses é o sintoma local de um país doente, muito doente.  E não vale a pena tapar o sol com a peneira, o destrambelhamento da votação em Isaltino, sim porque Vistas não vale um chavo e os bravos oeirenses nunca se dignariam olhar sequer dirigir-lhe o olhar, é uma reacção que merece uma análise à qualidade da nossa cidadania, aos valores que norteiam a nossa vida enquanto cidadãos, e daquilo que esperamos dos nossos políticos. E o retrato não é bonito. Sublinho no entanto que o candidato penetra Moita Flores, que todos julgavam que iria chegar, ver e vencer, dado taco a taco com o movimento Isaltino, foi clamorosamente derrotado, ficando atrás do candidato socialista, um jovem sem qualquer projecção nacional. As cadelas apressadas parem os filhos cegos... e isto vale para todos, comunicação social incluída.

domingo, 22 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Reflexão vespertina

Já tenho saudades [enfim] de Vitor Gaspar. Nem acredito no que estou a escrever, mas esta gente que ficou é completamente abaixo de cão.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Fucked



Tal como sucedeu com a Grécia, o FMI vem fazer o mea culpa relativamente às políticas de austeridade que a troika impôs a Portugal. Seguir-se-á a posição da Comissão Europeia e do BCE, que fazem de polícia mau, tal como sucedeu recentemente com as declarações do presidente do Eurogrupo de nome impronunciável, na âmbito da ronda levada a cabo por Portas com a Albuquerque à ilharga. Entretanto foram arruinadas famílias, o desespero tomou conta dos mais desprotegidos, o desemprego disparou, a esperança ceifada, os bancos enriqueceram, o estado de direito desrespeitado, os capatazes que ocupam o lugar de governantes ao serviço das tais políticas intencionalmente mortíferas, que agora se reconhece estarem erradas, continuam com a mesma cara de pau a pretender dar lições de moral aos portugueses e no fim ninguém vai preso.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Gente sem qualidades



Está novamente criada a bagunçada com as mentiras de miss Swap. Que a senhora tinha mentido com quantos dentes tem, já todos tinhamos percebido, salvo alguns aleijadinhos, ceguinhos e apoiantes dos nossos desvairados governantes e afins. As desculpas esfarrapadas do PSD são absolutamente patéticas. Que a bagunça é tanto mais grave no momento em que se encontram entre nós os representantes dos credores, vulgo troika, que tantas esperanças depositam em miss Swap, não restam dúvidas. É que a oposição nada mais pode fazer senão pedir a cabeça da ministra. Este é um daqueles casos em que ou Passos Coelho foi completamente enrolado numa estratégia política gizada pelo sábio Maduro de ataque ao anterior governo, uma manobra de diversão para esconder a sua incompetência pelos dois anos de inacção nesta matéria, avançando para uma comissão parlamentar de inquérito sem ter certezas do que iria encontrar pelo caminho, ou pelo contrário foi à aventura, atirou o barro à parede e ficou todo cagado. Em qualquer dos casos faz sentido lembrar a carta convenientemente esquecida de Vitor Gaspar, escrita quando se despediu do governo, deixando do primeiro-ministro o retrato de um homem sem qualidades. Esperemos pelas tristes cenas dos próximos capítulos.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

"Irei esmifrar-te até ao túmulo"



"Helder Rosalino, o secretário de Estado da Administração Pública, representa na perfeição a súcia de amanuenses sem escrúpulos que está a executar as políticas de empobrecimento do país. Alguém que faz olhando para os números, contabilizando cortes sem pensar em quem os sofre, sabendo que quando voltar ao seu gabinete de funcionário do Banco de Portugal tem uma situação de excepção à sua espera, desde o vencimento que aufere ao regime de pensões de que é beneficiário - estas não terão cortes com a lei do Governo. É errado julgarmos moralmente os actos políticos dos nossos adversários, como não se cansam de repetir os defensores destas políticas de direita? Muito pior é que esses actos políticos levem à miséria de forma amoral, sob a capa de necessidades tecnocráticas e "porque tem de ser". Quando as decisões políticas ignoram de forma ostensiva quem vai sofrer com as consequências dessas decisões, quando a política se torna desumana a ponto de ser mais importante pagar um dívida a uma instituição financeira estrangeira do que a pensão a um velho, entramos noutro território. Julgarei moralmente qualquer um que corte a pensão a um reformado de 90 anos. É isso - também - que me torna humano."

excerto da cronica de Ferreira Fernandes



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Esperteza saloia


"Que maneira de fazer política! Que tristeza! Como é possível que ainda alguém pense que esta esperteza saloia pode render votos em Portugal?"

Fernanda Câncio


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

As insónias do tio Ângelo


A gente ouve Passos Coelho em tom esganiçado e apopléctico falar em "esperteza saloia" e dizer que está "delirante" e percebe que o tio Ângelo  sinta necessidade de se demarcar deste delírio.

Ângelo Correia há uns tempos que vem zurzindo no protegido. Anda desiludido e desgostoso, diz que o rapazola deixou de o ouvir. Tivesse sido mais exigênte quando andou com ele ao colo a impingi-lo aos portugueses. Agora, lágrimas de crocodilo não comovem ninguém.

domingo, 8 de setembro de 2013

(In)Seguro



"O secretário-geral do PS joga pelo seguro e aposta em mínimos para as autárquicas: um voto a mais já será uma vitória. Num sufrágio com mais de 4500 eleições distintas, esse voto a mais pode vir de uma freguesia recôndita com escassas dezenas de eleitores e apagará, segundo a aritmética política de António José Seguro, a perda de câmaras como, por exemplo a de Évora ou Braga.
Um critério tão defensivo não se estranharia num partido em declínio de popularidade por força da sua acçao no Governo, mas é revelador de fraqueza e falta de confiança vindo do partido da oposição que quer chegar ao poder dentro de dois anos. E que concorre em condições de vantagem absolutamente excepcionais, num país empobrecido e massacrado por políticas de austeridade levadas a cabo pelo seu principal adversário.
Contudo, para um chefe partidário poder invocar a especificidade destas eleições ou escapar ileso a uma eventual derrota, teria de reconhecer essa especificidade desde a primeira horas, o que implicava abster-se de apelos aos eleitores para que castiguem o Governo numa votação a que este não concorre. Pelo contrário, Seguro pede o julgamento do Executivo, sendo por isso natural que também seja julgado. Mesmo no caso de ganhar por um voto mas ficar com menos câmaras do que o PSD, pois aquilo a que decidiu chamar vitória corresponderá, de facto, a uma derrota política."

Fernando Madrinha, Um voto não basta, Expresso


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

"Injusta Causa"

" Depois de dois orçamentos chumbados no Tribunal Constitucional, por violação de princípios fundamentais do Estado de Direito no corte de salários e de pensões, o Governo optou por apresentar à margem do Orçamento a sua proposta de novos cortes orçamentais através de despedimentos arbitrários na função pública.  
 
Não adianta disfarçar a razão desta táctica legislativa: o próprio Governo suspeitava que a sua proposta era inconstitucional. Houvesse no Governo um pouco menos de cegueira ideológica ou um pouco mais de competência e essa suspeita seria uma certeza. Afinal, foi corroborando a opinião largamente maioritária entre os constitucionalistas que os juizes decidiram, por unanimidade, que a proposta do Governo era inconstitucional.  
 
A tendência do Governo para entrar em rota de colisão com a Constituição não constitui uma novidade, nem uma surpresa. O que surpreende é a insuperável incompetência com que essa tensão tem sido gerida.  
 
É certo, o primeiro-ministro diz que não tem problemas com a Constituição - só tem problemas com a interpretação que dela fazem, pelos vistos de forma unânime, os insensatos juizes do Tribunal Constitucional.  
 
Acontece que esse binómio não existe: de um lado, a Constituição, em forma pura; do outro, as suas interpretações. O que há é a Constituição, tal como interpretada. E sendo sem dúvida legítimas - no plano jurídico e no plano político - diversas interpretações da mesma Constituição, compete ao Tribunal Constitucional, na sua jurisprudência, fixar, de forma vinculativa na nossa ordem jurídica, a interpretação válida da Constituição.  
 
Dito de outra forma: se o primeiro-ministro tem problemas com a interpretação da Constituição fixada pelo Tribunal Constitucional, é porque tem problemas, de facto, com a própria Constituição. Logo que foi eleito líder do PSD, em 2010, Passos Coelho, no encerramento do XXXIII Congresso do seu partido, propôs uma revisão constitucional para impedir, e cito, "que o Estado nos enfie pela goela abaixo o social que cada Governo quer".  
 
Pouco depois, explicou que pretendia "reformar amplamente o sistema", o que, segundo ele, e cito de novo, "com esta Constituição não é possível" (JN, 21 5-2010). Chegou mesmo a apresentar um projecto de revisão constitucional, que depois abandonou.  
 
E nesse projecto propunha eliminar do art° 53º da Constituição a proibição do despedimento "sem justa causa", substituindo-o pela mera proibição do despedimento "sem razão legalmente atendível". Ficou claro, desde então, o que Passos Coelho pretende, tanto para o sector público como para o sector privado: viabilizar despedimentos que não cabem no amplo conceito constitucional de "justa causa", ou seja, viabilizar despedimentos por "causas injustas" ou arbitrárias.  
 
O que não se compreende é que Passos Coelho, tendo desistido da sua revisão constitucional (certamente inviável, no plano político), ainda assim mantenha o seu programa legislativo contra os direitos constitucionalmente protegidos. Consequência: é cada tiro, cada melro - e o resultado não podia ser outro.  
 
E não se diga que o Tribunal Constitucional não leva em devida conta a situação financeira do País: este é o mesmo Tribunal que, atenta precisamente a situação financeira, permitiu reduções salariais na função pública desde 2011, autorizou a contribuição extraordinária de solidariedade e se expôs à incompreensão geral quando decidiu - sem que o Governo, aliás, o tivesse pedido - diferir para o ano seguinte os efeitos da inconstitucionalidade do corte dos subsídios em 2012. Só que há limites para tudo e não pode tolerar-se que a Constituição seja suspensa para viabilizar um programa ideológico radical de resposta à crise com desprezo pelos princípios elementares do Estado de Direito.  
 
O caso dos despedimentos na função pública é exemplar. Por cinco vezes - em sucessivos acórdãos proferidos em 1986, 1992, 2003, 2001 e, agora de novo, em 2013 - o Tribunal Constitucional explicou, pacientemente, que a Constituição não impõe o "emprego para a vida" no Estado ou, mais exactamente, que "a vitaliciedade do vínculo laborai público não encontra assento constitucional".  
 
Ou seja: a Constituição não proíbe os despedimentos na função pública. Mas o Tribunal explicou também que o emprego público não está excluído da proibição constitucional do despedimento sem justa causa. Sucede que o Governo propôs para o sector público um regime mais gravoso do que o do sector privado, em que o despedimento passaria a ser possível não por razões disciplinares ou verdadeiramente objectivas mas em função de arbitrariedades que não podiam caber, de forma alguma, no conceito constitucional de justa causa.  
 
Em suma, o Governo pretendia despedimentos na função pública por causas injustas. Travar tamanha injustiça em matéria de direitos fundamentais só pode ser uma decisão juridicamente acertada - e um manifesto sinal de bom senso. "
 
Pedro Silva Pereira - Jurista, Diário Económico

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Perplexos e mal pagos



"Pensava-se que Paulo Portas iria levar na mala as suas "perplexidades" e exigir aos "senhores da troika" menos austeridade e uma meta mais realista para o défice."
[...]
"Vai ser difícil para os portugueses, muitos dos quais partilham da perplexidade do vice-primeiro-ministro, ver Portas regressar sem ter feito uma reivindicação para flexibilizar o programa. Uma coisa é tentar e não conseguir. Outra bem diferente é nem sequer tentar e não ser coerente com aquilo que se defendeu no passado."

A choldra do costume, no Publico, retirado daqui.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Cunhal, um icone imortal


Judite de Sousa apresentou ontém o seu livro sobre o lado mais pessoal da vida de Álvaro Cunhal. Da variada assitência faziam parte desde o ex-doutor lusófono Relvas, ao sempre em pé Marques Mendes, acabando no, pois não podia deixar de ser vai a todas, Marcelo Rebelo de Sousa. De caminho encontramos o eterno enfurecido Medina Carreira, a inenarrável Teresa Caeiro e outras individualidades avulsas. Estou convencida de que, para além da natural vaidade que sempre lhe assistiu, Álvaro Cunhal deve estar aos pulos na tumba ao ver-se homenageado por esta tropa fandanga. Por mim, ao ouvir o Relvas e o pequeno Mendes tecer loas a Álvaroa Cunhal fiquei assim com uma estranha sensação como que de absorção...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Não basta trocar de seguro...

 
"Antonio Gramsci dizia que "a crise é quando o que é velho está a morrer e o que é novo não consegue nascer". Estamos a assistir à agonia do capitalismo financeiro, que pode ser longa e ter consequências ainda mais devastadoras, mas os partidos da IS e, concretamente, o PS português, continuam em estado de letargia ideológica e política, quando seria legítimo esperarmos deles a formulação de programas bem diferentes, com propostas inovadoras claramente distintas do neoliberalismo vigente."
Alfredo Barroso,  "O PS Política e ideolígicamente à deriva", um excelente artigo no jornal i
 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

L' Etat c'est moi




A falta de cultura democrática e a convicção pessoal de que se trata de um iluminado enviado pelos deuses para salvar o páis, fez com que Passos Coelho produzisse uma declaração de guerra inusitada ao Tribunal Constitucional. Raivoso, desesperado, impaciente, Passos Coelho considera que só a sua interpretação da Constituição é válida. Por vontade dele acabava já com o Tribunal Constitucional e a Lei seria determinada pelo governo. A Constituição, que  jurou cumprir,  não é mais do que um trapo velho que urge substituir por algo à sua imagem e semelhança. A frase  a propósito dos desempregados é um escarro sem perdão.

domingo, 1 de setembro de 2013

Doce vingança



O Álvaro que como todos sabemos se mostrou encantado com as virtualidades que o pastel de nata poderia oferecer para o crescimento do PIB, saiu de mansinho do governo, mas como quem não quer a coisa, já tem previsto o lançamento de um livro para breve. Com aquela cara de lorpa deslumbrado que Deus lhe deu prepara a vingança e vai servi-la fria. Mal posso esperar.