terça-feira, 31 de maio de 2011

Coisas da burra

Sou muito despistada e raramente estou com muita atenção aos noticiários. Este fim de semana estava eu distraída a folhear uma revista, quando passou na tv as acções de campanha. De repente ouvi Passos Coelho dizer para trás mija a burra. Juro que ouvi com estes que a terra não há-de comer porque já dispus que quero ser cremada. Não me perguntem onde,  tentei procurar na net mas não encontrei, suponho que se tratava duma "arruada" como como agora se diz....  Também me cativou aquela tirada de mestre especial de corrida, à mocinha que frequenta as Novas Oportunidades "Espero que o curso de lhe sirva de muito".- Uma elegância!- Mas sou franca, "para trás mija a burra" tem um sabor especial....

domingo, 29 de maio de 2011

Há domingos assim




Miles Davis – trumpet
Wayne Shorter – tenor and soprano saxophones
Chick Corea – electric piano
Dave Holland – bass
Jack DeJohnette – drums

Trinta e quatro minutos de puro prazer, com deus e os anjos.

sábado, 28 de maio de 2011

Porque hoje é sábado



Ouvi Dee Dee Bridgewater o ano passado num dos espectáculos do Estoril Jazz. É de se ficar de olhos e ouvidos pregados nela. Com esta fulgurante interpretação desejo a todos um excelente fim de semana.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Evidências


Por cá continuamos na apagada e vil campanha,  o Passos até desenterrou um estafado coelho da cartola. Aqui ao lado a luta continua.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

As mayas do destino...



Estão a ver que não foi dinheiro deitado rua?  a fé move montanhas. Por mim deviam ir todos à bruxa, assim poupavam-nos ao enfado da campanha eleitoral.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Psi... quê?


Amigo de quem muito gosto, hoje gritava-me ao telefone ele é um psicopata. Decididamente, o homem mexe com as pessoas....

terça-feira, 24 de maio de 2011

Esqueletos no armário



As campanhas eleitorais são um tormento, previsíveis e enfadonhas. Dá vontade de emigrar e para fugir ao massacre não vejo os telejornais. Já não há pachorra, esta gente esquece-se dos seus próprios esqueletos no armário. São demasiadas reprises, filmes série B, repetidos e cheios de mofo. Tenham dó, poupem-nos!

Bob Dylan


Oração...

Renoir, La vague

Este céu passará e então
teu riso descerá dos montes pelos rios
até desaguar no nosso coração

Ruy Belo

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Bula



A Bula Manifestis Probatum tem a data de 23 de Maio de 1179, assinada pelo Papa Alexandre III.  D. Afonso Henriques viu finalmente confirmada a sua pretensão de ser reconhecido Rei. 823 anos depois será caso para dizer, tanto barulho para nada....

Pina


Pina de Wim Wenders, é uma homenagem poderosa, sensível e comovente  à figura e obra da extraordinária criadora, bailarina e coreografa Pina Bausch, que tive a felicidade de ver nas diversas vezes que esteve entre nós. No final  Pina Bausch dança ao som de  "Os Teus Olhos", é  um momento mágico que nos reconcilia com o mundo. Foi a primeira vez que vi um filme em 3D e o formato, em minha opinião, revelou-se acertado.  O vídeo que aqui deixo é uma pálida imagem de um grande filme documentário, a não perder.

domingo, 22 de maio de 2011

sábado, 21 de maio de 2011

Porque hoje é sábado

 

Com esta fantástica dupla, Betty Carter e Branford Marsalis, desejo a todos um excelente fim de semana.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

Déjà vu


Caramba, um homem precisa de ir exercitando os  bícepes...

Duas moscas ou a mesma?

Jean Monneret, L'ombre des vanités, 1993

1
- Onde já vi esta mosca?
- Mas em toda a parte, filha,
desde o bolo de noivado
à minha tépida v'rilha!
 
2
Eis a mosca popular
aferroada aos miúdos,
avioneta escolar
para fugir aos estudos!

Alexandre O'Neill,  Feira Cabisbaixa

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A oeste nada de novo...



Sarkosy já pode respirar de alivio. O que se passa dentro da cabeça deste anormal?
Entretanto na velha Albion  o ódio e o rancor  parece ser o único móbil dos políticos sem propostas alternativas,  que não sejam as de obrigar os mesmo de sempre pagar a crise dos do costume...

sábado, 14 de maio de 2011

Porque hoje é sábado



Nunca me canso de ouvir Billie Holiday e apodera-se de mim uma fúria incontida quando ouço a voz dela utilizada em publicidade barata...

Desejo a todos um excelente fim de semana.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Nascida a 13 de Maio...

... e com a mania das grandezas, tal como Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro Conde de Oeiras, Marquês de Pombal, nascido no mesmo dia.
Quando eu me preparava para um exercício narcisita  o blogger resolvou pregar uma partida.  Além de me ter comido um post completo, comeu os comentários do meus queridos amigos do seguinte. Aqui há gato, para o ano tiro isto a limpo, o dia 13  já não calha a uma sexta-feira....

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Voltando à vaca fria...

Bosch: Trittico del Giardino delle Delizie. Inferno (particolare)


A malta lá fora deve estar a começar a perceber porquê que é tão difícil governar esta choldra...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Linha de Rumo


                                          Claude Monet, Sunrise


Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Encontro-me parado...
Olho em redor e vejo inacabado
O meu mundo melhor.

Tanto tempo perdido...
Com que saudade o lembro e o bendigo:
Campos de flores
E silvas...

Fonte de vida fui. Medito. Ordeno.
Penso o futuro a haver.
E sigo deslumbrado o pensamento
Que se descobre.

Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Desterrado,
Desterrado prossigo.
E sonho-me sem Pátria e sem Amigos,
Adrede.

Ruy Cinatti
in «O Livro do Nómada Meu Amigo», 1958

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mais vale asno que me leve...



... que cavalo que me derrube, ou como diz diz o camarada Jerónimo, se a Troika diz mata, o PSD diz  esfola.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Europa?


Comemora-se hoje o Dia da Europa. Que Europa? Esta vergonha?

Primeira Plateia (30)


Sou do tempo em que o cinema italiano fazia parte natural da cultura cinéfila dos amantes de bom cinema. Foi uma geração de luxo que desapareceu, e  que acompanhou o desaparecimento das salas de cinema da exibição do cinema europeu, submerso pelo poder da industria americana. Amacord de Fellini é hoje quase um dinossauro desses tempos, um filme inesquecível,  a rever nesta época de generalizada descrença.

domingo, 8 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

Porque hoje é sábado



Não me lembraria de colocar aqui esta música de The Who, se não a tivesse visto e roubado do mural de um amigo no facebook. Diz ele, certamente com ironia,  que tem um título sugestivo para esta época festiva..., também me parece!

Desejo a todos um excelente fim de semana.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Troicas e baldroicas...

Tomamos então conhecimento das medidas duras que os credores nos impuseram, e isto ao que dizem, numa versão soft e  aproveitando que estão calmos: despedimento até final de 2013 de 1% dos funcionários da administração central e 2% da administração local e regional; o subsídio de desemprego passa de 36 para 18 meses; limite do subsídio de desemprego  passa para 1040 euros contra os actuais 1200 euros. O BPN tem de ser vendido até ao fim  do Verão... and so on; a coisa vai doer.
Eu bem fui espalhando perfume pelo blogue numa tentativa de espantar espíritos malignos. Não deu resultado.  Para completar o cenário negro o Benfica seguiu escrupulosamente o guião da crónica de um desastre anunciado. Já tenho marcada consulta na bruxa!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O perfume


A mulher que não usa perfume não tem futuro - Coco Chanel
 Em 5 de Maio de 1921 Coco Chanel lançou aquele que viria a ser o mais famoso perfume de todos os tempos.  Há várias versões sobre as razões do número cinco. Para uns, seria o numero da sorte de Coco  e por isso foi lançado a 5 do mês 5. Para outros, que terá sido a quinta fragrância seleccionada de um variado lote. Estima-se que um frasco de Chanel 5 seja vendido em todo o mundo em cada 55 segundos. Todos conhecem a estrepitosa resposta de Marilyn Monroe a um jornalista quando ele lhe perguntou o que vestia para dormir: - só umas gotas de Chanel 5... Noventa anos depois conserva todo o seu glamour.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Infernos...

Parte do Inferno de Hieronymus Bosch

Por entre a apagada e vil tristeza em que temos vivido nos últimos dias antecipando o inferno das medidas de austeridade que estavam a ser preparadas, passou despercebida esta notícia. No meio do caruncho da madeira, há sempre alguém que resiste.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Com pápas e bolos...

Depois desta cena triste e vergonhosa, o melhor mesmo é mandá-los a todos comer uma pratada de pápa maizena.

Xácara das bruxas dançando

I
Era outrora um conde
que fez um país,
com sangue de moiro,
com laranjas de oiro,
como a sorte quis.

Há bruxas que dançam
quando a noite dança,
são unhas de nojo
são bicos de tojo,
no tambor da esperança.

Ventos sem destino
que dizeis às ramas?
Desgraça bramindo
é a nós que chamas.

No país que outrora
um conde teceu,
as laranjas de oiro
são bruxas de agoiro
e fúrias do céu.

Anda o sol de costas
e as bruxas dançando
e os ventos do norte
sobre nós espalhando
as tranças de morte.

As estrelas mortas
apagam-se aos molhos:
vem, lume perdido,
florir-nos nos olhos.

II
Ama, estás ouvindo
a história que vou contando?
Ó ama pátria dormindo
desde quando?

Desde tempos e memórias,
desde lágrimas e histórias,
desde raivas e glórias,
agora te estou chorando
e tu dormindo
até quando?

As bruxas andam lá fora
e eu chorando
versos do país de outrora.

Dançam bruxas a ganir
de mãos dadas com o vento.
Ama, acorda; sopra o lume;
e não me deixes dormir
na noite do pensamento.

III
Ó castelos moiros,
armas e tesoiros
quem vos escondeu?
Ó laranjas de oiro,
que ventos de agoiro
vos apodreceu?

Há choros, ganidos,
à luz da caverna
onde as bruxas moram,
onde as bruxas dançam
quando os mochos amam
e as pedras choram

Caravelas, caravelas
mortas sob as estrelas
como candeias sem luz
E os padres da inquisição
fazendo dos vossos mastros
os braços da nossa cruz

As bruxas dançam de roda
entre o visco dos morcegos,
dançam de roda raspando
as unhas podres de tojo
na noite morta do povo
como num tambor de rojo.

IV
E o tempo murchando
a luz de idos loiros.
Ama, até quando
estaremos chorando
os castelos moiros?

Lá vão naus da Índia,
lá se vão tesoiros.
E as bruxas dançando
e os ventos secando
as laranjas de oiro.

Ama até quando?

Na noite das bruxas
o lume no fim
e o vento ganindo.

Amas estás ouvindo?

O lume no fim
e os homens dispersos.

Ama, tens frio;
cinge-te a mim
e aquece-te ao lume
queimando os meus versos.

Carlos de Oliveira,  in “Turismo”, 1942

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Yes, we can!


Obama merece.

"Sou duma vaga pátria carinhosa"


Women Running on the Beach , 1922, Pablo Picasso

Sou duma vaga pátria carinhosa
A de sempre me ver filho das dunas
Molhando os pés no frio das espumas
Carpa mordaça toldo mariposa

Velho litígio rompe das entranhas
(Saí ainda novo das escolas)
Bonzo que me ensinou a ver as horas
À beira rio me contou patranhas

Eu sempre tenho dito tenho dito
Que já não se ouvem pássaros como outrora
A gaivota não vem à luz da aurora
Soltar o seu estranho e agudo grito

Tenho uma pátria póstuma de grilos
(Tu descias amor uma alameda)
Caem-me em cima cheiros de alfazema
Duas gotas de chuva nos mamilos

José Afonso, Textos e Canções, Assírio e Alvim

domingo, 1 de maio de 2011

Dia da mãe

Mère aux enfants à l'orange - 1951 Pablo Picasso



Roger Waters e  Sinead O'Connor - Mother