quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Los fenómenos que no tienen explicación




Um dia destes teremos o primeiro milagre devidamente documentado.  Isto de maduros é como os chapéus, há muitos e para todos os gostos. A fé dos crentes também parece inesgotável, ainda ontém diz que foi apresentada a reforma do estado pelo vice-primeiro ministro Paulo Portas. Se virmos bem é outro fenómeno que não tem explicação, estamos a falar de um guião que não existe, mas que é tratado pelo governo e pela comunicação social como se de uma realidade palpável e concreta se tratasse e não de delírios de gente à deriva que não faz a mínima ideia de como resolver a crise que ela própria alimentou.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O estado da Nação




"Em 2012, saíram 121.418 pessoas do país. Destes, quase 52 mil foram já com a intenção de permanecer fora de Portugal por mais de um ano. Os restantes 69,5 mil emigrantes indicaram que o objectivo seria ficar fora temporariamente - mais de três meses, mas menos de um ano. Comparando o número total de saídas com os registos desde 1960 - disponíveis no portal Pordata, com base em dados do INE - verifica-se que esta é a maior vaga de emigração desde pelo menos 1960. Os dados disponíveis apresentam duas interrupções (entre 1989 e 1991, e entre 2004 e 2007), mas nem nos anos 80, nem na primeira década de 2000 se registaram fluxos com ordens de grandeza se quer próxima do que se verifica agora. Os dois únicos anos comparáveis são 1966, quando emigraram 120.239 pessoas, e 2011, quando se registaram 100.978 saídas."

"A natalidade em Portugal cai para mínimo de 1900. Mesmo com medidas de estímulo, sociólogos não esperam inversão na próxima década."

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Foram-se os dedos...



Parece que as elites de repente acordaram de um longo sono cúmplice com a troika e as políticas do governo do passarolas, que tem tido como único objectivoda da sua acção, recapitalizar a banca e castigar e moralizar um povo de madraços a precisar de ser posto na ordem por ter  vivido acima das possibilidades. Tarde piaram...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

domingo, 27 de outubro de 2013

Há domingos assim...



Para nos irmos habituando ao horário de inverno com temperaturas ainda de primavera.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

"O homem das peúgas que devia subir a ministro"




"Álvaro Costa tem uma fábrica de peúgas em Barcelos e não diz que exporta "strumpor" para a Suécia. Diz "peúgas". Homem simples, ele não fala sueco e inglês pronuncia mal. Se calhar, Álvaro Costa também não lê jornais económicos, daqueles que explicam os swaps, assim: "No fundo é como no casino. Apostamos no vermelho mas às vezes sai o preto." Ora quem vai ao casino sabe onde entra, há luzinhas à porta a apagar e a acender. Mas, em 2008, quando o gerente de um banco falou ao fabricante de peúgas, não trazia na cabeça luzinhas a apagar e a acender. O bancário propôs um "contrato swap", o que ficou entendido como trocar para taxa fixa os juros do empréstimo que o empresário fizera. Troca, pensou este, dentro de um risco razoável entre gente séria. Mas veio a crise e Álvaro Costa descobriu que, afinal, até era mais do que roleta, era jogar a vermelhinha com aldrabões: "Eu ainda hoje não percebo muito bem o que é um contrato suópi", diz. Ignorante? Sim, como todos, até a nossa ministra das Finanças, que também fez swaps (ela pronuncia bem) sem calcular o risco todo. Mas se Álvaro Costa era ignorante em swaps, não era tanso. Pagou os juros que o banco lhe pedia, mas meteu-o em tribunal. Ganhou. O Supremo anulou o contrato e obrigou o banco a devolver o abuso. Infelizmente, os sapateiros que subiram acima do chinelo e chegaram a ministros não têm, com o nosso dinheiro, o mesmo interesse que o fabricante de peúgas tem com o dele."


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Há energia no ar...



Hoje no Museu da Electricidade. Entretanto a Embaixada da Alemanha, sempre tão circunspecta, deve ter perdido sentido das proporções. Vir comentar oficialmente uma entrevista de um ex-politico, o mínimo que se poderá dizer é que se trata de uma bizarria que diz mais dos políticos alemães do que do diabólico Socras..., que entretanto agradece a publicidade grátis.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Esta gente não presta




Primeiro levas uma carga de porrada, deixam-te as costas em carne viva. A seguir vem um gajo com betadine, pede-te de desculpa porque houve um engano...

domingo, 20 de outubro de 2013

A inveja é uma coisa muito feia



A entrevista que José Sócrates concedeu a Clara Ferreira Alves veio provocar um verdadeiro tumulto entre as mentes bem pensantes deste cantinho à beira mar plantado. Essas mentes bem pensantes decidiram em 2005, quando José Sócrates e o PS obtiveram maioria absoluta, que o ex-primeiro ministro não passava de gelatina política, um homem sem pensamento, que tivera o desplante de vencer Manuel Alegre nas directas do PS e a quem não comprariam um carro em segunda mão. Erros políticos à parte, que não são o objecto deste post, custa-lhes fazerem um simples exercício de humildade intelectual e até há quem se permita afirmar categoricamente que por questões de "principio" não lera nem irá ler a entrevista, não se dispensando no entanto à vulgata catilinária mais primária para adjectivar a entrevista que não leram. Há também o grupo dos que leram a entrevista com a reserva mental necessária para encontrarem em cada palavra, em cada "citação" a confirmação apriorista das suas "suspeitas" sobre a "falta de carácter do individuo" e outros mimos com que sustentam o ódio irracional de votam ao homem. Acresce que Sócrates vem lembrar-lhes as suas responsabilidades num momento decisivo para Portugal na crise política que conduziu à vinda da troika, que nos trouxe a ruína por muitos e bons anos, e isso é um peso insuportável que precisam de alijar carregando nas tintas  e na diabolização do político que alimentou todas as suas frustrações.  Não aprenderam nada e duvido que venham a aprender.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

" Se fosse responsável por este OE rezava para que o TC o chumbasse"


Ouvir Manuela Ferreira Leite às quintas-feiras na TVI24, passou a ser um exercício de lucidez e de sanidade mental. Paulo Magalhães, não consegue esconder a ansiedade que lhe vai na alma de cada vez que um dos seus convidados desanca no governo. Ontém foi patética a tentativa tosca de arranjar argumentos que levassem MFL a dizer algo que desculpabilizasse ou atenuasse os efeitos da brutalidade das medidas prevista no OE para 2014. Debalde, a cada "deixa" lançada pelo jornalista, MFL não deixou pedra sobre pedra na desmontagem da argumentação do governo que tenta justificar o injustificável. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Malabarices...


Parece que o ministro Mota Soares anda a desmaiar nos aviões. Com toda a sinceridade do mundo, desejo-lhe muita saúdinha, que se restabeleça depressa e bem,  que nós cá estaremos para o confrontar com as suas mentiras. O senhor ministro, que faz parte do partido do contribuinte, dos aposentados e da geração grisalha continua a tratar os portugueses como débeis mentais, obedecendo a um guião feito à medida pelo chefe da banda Paulo Portas. E o que diz esse guião? Pois, que está muito "espantado" com "as críticas do PS ao corte das pensões de sobrevivência quando foi o partido que retirou o abono a todas as famílias com mais de 600 euros de rendimento".  Suponho que o senhor ministro deverá saber que os abonos de família são financiados pelos impostos que todos nós pagamos, enquanto que as pensões de sobrevivência proveem das contribuições para a segurança social, fazem parte de um contrato de boa fé que os portugueses estabelecem com os diferentes regimes de segurança social. O senhor ministro e o seu chefe de fila, continuam a  atirar areia para os olhos das pessoas jogando com a sua  ignorância natural relativamente ao financiamento de cada uma das prestações. Esta gente não presta.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Novo escarro


"Eduardo do Santos diz que não há condições para parceria estratégica com Portugal" -  ao cuidado da sociedade anónima  Cavacus, Passus & Manchete, -  ou como diz o povo, quem não se dá ao respeito, não espere ser respeitado.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A nave do louco


Durante o consulado de Victor de Gaspar, PPC lá conseguiu passar aideia de que o terrorista social era o seu ex-ministro das finanças. Com a carta de demissão de Gaspar tudo ficou mais claro. PPC, o incompetente, tem de si a imagem do predestinado que sabe o que é bom para os portugueses. Porradinha e muito fomeca para enrijar.

[...] " saúde mental de PPC preocupou-me pela primeira vez (até aí confesso que também atribuía tudo à falta de inteligência e oportunismo) quando, em plea crise após a demissão de Portas, PPC disse: "Não me demito. Não abandono o meu país" Na altura, alguns patetas de serviço vieram falar de patriotismo, mas eu senti um calafrio na espinha. O que eu vi foi um homem que sova metodicamente a mulher mas que não lhe dá o ivórcio porque a "ama muito". Quer edicá-la, quer que ela seja como ele acha que ela deve ser. Na sua opinião, ela não se porta bem e ele quer pô-la nos eixos, "porque a ama muito". Nem sequer tem grande opinião dela, admira é as louraças nórdicas, ela é morena e baixinha, mas com ela ele sente-se poderoso, ela está mais "ao sei nível". Ela é ambivalente, como geralmente acontece nestes casos: quer deixá-lo, mas ao mesmo tempo interiorizou a culpa com que ele a castiga. Ele tanto diz que no futuro vai ser diferente, como a ameaça com mais porrada caso ela riposte. Não a liberta, mas também não a ouve, não a respeita. Ele é que sabe o que é bom para ela.[...]"

Comentário de Bone a este post de FNV no Declínio e Queda.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O trio de ataque


Senhoras e e senhores olhem para a foto e digam-se lá se  uma imagem vale mais que mil palavras? Pedro o sádico y sus muchachos consideram que é preciso contrariar a desinformação, surpreendidos que estão com o protesto das viuvas que ganham 4000 euros fora a pensão de sobrevivência de mais 4000..., como é bom de perceber.... Já não há forma nem maneira de qualificar esta mistificação governativa que todos os dias passa um atestado de estupidez aos portugueses, a não ser pela ironia. Doutra forma soçobramos.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A entrevista


O homem que Felipe La Feria recusou como actor  esteve ontem nas suas sete quintas. Finalmente arranjou um palco à medida das suas ambições frustradas. O homem que se vê a si próprio como "escolhido" para conduzir os portugueses ao empobrecimento, disse que se ele falhar todo o país falha. Está-se mesmo a ver que estamos fodidos, a falta de cultura democrática de um gajo que se vê a si próprio como o eleito dos deuses não pode acabar bem.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Os camaradinhas

Ainda sobre o inenarrável caso Machete, li, reli e voltei a ler e não atinei no que disse  PCP,  sempre pronto  a pedir a desmissão de todo e qualquer ministro que mexa. Felizmente não se tratava da Coreia do Norte. Caso para dizer, percebi-te...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O elo mais fraco

Ferreira Fernandes:

"Este Governo tem uma fixação pelo retrovisor. Se um governante diz "é irrevogável!", logo engrena a marcha atrás. Se dos governantes esperamos o "princípio da não retroatividade", logo nos atropelam às arrecuas... Este Governo pode ter muitos problemas de mecânica, mas com ele a marcha atrás não custa a entrar. Ela funciona bem, como repararam, mas ao arrepio das palavras. Por isso é preciso ler o Governo com números. Defina-se pobrezinho: 419. Está lá , no Indexante dos Apoios Sociais: o limiar da pobreza é 419 euros por mês. Ganhas isso, não te tocam, não se bate num 419 no chão. Os 419 trabalham - sem o saber (e sem ganhar um chavo, só ficam isentos de pancadas suplementares) - para o Governo. Servem para fazer a conta mágica. Multiplicados por 1,5, um 419 dá (quase) 629. Um pobrezinho e meio igual a uma vaca. Defina-se uma vaca: um pobrezinho e meio, já bom para ordenhar e ser retalhado, dar leite e carne, e ainda a pele para tapetes. O Governo está-se nas tintas para as parcelas da operação, só lhe interessa o resultado mítico: 629! A vaca que é rica. A partir do fantástico número é só faturar. Este Governo, além da marcha atrás, é bom na tentativa de nos convencer. Para nos convencer, o Governo tem um argumento tremendo: a viúva do banqueiro. A que acumula pensões de sobrevivência gordas e cintilantes. A viúva do banqueiro nunca fez nada na vida. Faz agora: convence-nos que a vaca 629 tem de levar na cornadura."

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Só nos faltava este escarro



Na empresa onde trabalho as pessoas no geral não têm grandes preocupações políticas, a informação que recebem, além dos cabeçalhos dos jornais são as notícias do telejornal. O sintoma de que há uma bronca gorda no país é quando chego de manhã  e um dos meus colegas, conhecendo o meu vício com a política, dispara na minha direcção :- "então e o Machete ?" pergunta-me com ar indignado. Já o mesmo sucedeu por ocasião da TSU :- "então aqueles gajos querem pôr-nos a pagar aos patrões"?
A machadada que este ministro deu na credibilidade da nossa diplomacia, reconhecidamente de grande qualidade, são difíceis de calcular. Os responsáveis pela degradação da situação têm nome, Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro que não demitiu imediatamente o ministro, Cavaco Silva, presidente da república que não exerce os  poderes de que dispõe para repor a dignidade do Estado.

domingo, 6 de outubro de 2013

Um fraco rei faz fraca a forte gente


Quando todos pensávamos que a falta de preparação política e sentido de estado do primeiro ministro tinha batido no fundo,  as inconcebíveis declarações  sobre a vergonhosa entrevista de Machete  à rádio angolana desvalorizando-as de forma humilhante, mostram-nos que é sempre possível descer mais um degrau. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

That's all folks



Anda para aí um alarido com as declarações de João Semedo. Tenho-o em boa conta, a frase assassina de ter referido candidatos "credíveis",  em vez de candidatos com reais possibilidades de serem eleitos, deu cabo dele. É evidente que o BE, depois de não ter conseguido sequer eleger João Semedo para a CML, não fica em bons lençóis. Um pouco menos de arrogância e mais realismo poderiam ter contribuído para terem cantado vitória na capital, tendo feito uma aliança com António Costa, que aliás lhes foi proposta.
O que os bloquistas não há meio de se convencerem é que o bloco funciona como catarse dos eleitores de esquerda do PS, (sim, existem eleitores do esquerda do PS), quando o PS está no governo e se vê na contingência de fazer políticas de direita, e dos erros que todo o exercício do poder provoca. Para UDP de quem o eleitorado fugiu a sete pés, tem sido um bom porto de abrigo, para os PSRs cuja existência sempre esteve personificada em Louçã, idem. Os ex-PCPs, para além do mediático e saudoso Miguel Portas, não contam.  Com as causas fracturantes todas assumidas e resolvidas pelo diabólico Sócrates, o que lhes resta? 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A bem da nação....

Álvaro Cunhal - Desenhos da Prisão


Já tudo foi dito, analisado e escalpelizado sobre os resultados eleitorais. O que não deixa de espantar-me, é a insistência sectária e umbiguista dos dirigentes do PCP, com o secretário Jerónimo a dar o mote e lamentavelmente repetido ontém  por Otávio Teixeira, na desvalorização da evidente vitória do PS nestas eleições autárquicas. Vindo de um partido que  desde a queda do muro de Berlim não parou de levar pancada até às eleições do passado dia 29, e que no final de cada eleição nunca reconheceu as sucessivas derrotas, antes pelo contrário, dá vontade de dizer à maneira do camarada Jerónimo, gaba-te cesto... E no entanto estou muito contente que Bernardino Soares tenha ganho a Câmara de Loures para a CDU, é um político que tem vindo a evoluir de forma consistente e quero crer que  os tempos dos louvores à Coreia do Norte estarão definitivamente encerrados. Quanto ao partido Socialista bem pode começar a ler os recados que o eleitorado inequivocamente lhe deu, e que são o do respeito pela inteligência dos eleitores na escolha dos seus candidatos. Sempre que isso aconteceu, o Partido Socialista ganhou, onde isso não aconteceu levou o justo correctivo.