quinta-feira, 4 de abril de 2013

A carta que não chegou a Garcia


Não se questiona a oportunidade da apresentação da moção de censura pelo Partido Socialista. De facto se o PS queria conservar as suas possibilidade de se constituir como alternativa ao bando de lunáticos que tomou de assalto o Palácio de S. Bento, esta era altura para o fazer. O problema é que Seguro é feito da mesma massa (e se não é imita muito bem) de Passos Coelho, funciona numa dinâmica de jota em que o taticismo vale por si próprio. A monumental falta de golpe de asa é confrangedora. Não fora Francisco de Assis recolocar o debate e a censura donde ela nunca deveria ter saído, ou seja quem estava a ser censurado era o actual (des)governo, e não o anterior que já foi julgado em eleições, o PS teria saído do debate com o rabo entre as pernas. Não era fácil, mas é por isso que se percebe ainda com mais clareza as diferenças entre quem anda aos papeis e quem sabe ao que vai.  O episódio da carta foi uma cena para esquecer....!  De resto toda a oposição no seu conjunto, não esteve brilhante. Mas o mais patético de tudo isto é que o governo saiu do debate exactamente como entrou: autista e autosuficiente na voragem de destruição do país.

2 comentários:

  1. Claro que o Dr. Assis é intelectualmente muito superior ao Seguro de vida do Dr. Passos e, tenho para mim, que, em termos de carácter, do que melhor há naquele partido. O facto de o líder ser quem é deveria levar todos os que anda acreditam na bondade da existência dessas máquinas de cumplicidades reprováveis a arrepiar caminho.

    Beijinho, Querida Ariel

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