Há quem diga que Passos está convicto da sua "razão" e que a sua alegada firmeza seria algo a elogiar. Um homem firme, de convicções e que não abdicaria delas. Nada mais falso. Passos não tem convicções pelas quais lute, tem as que forem necessárias e convenientes para chegar novamente ao poder. Não tem, nunca teve, outra forma de vida. Deitará mão a tudo, fará uma política de terra queimada, para sobreviver. Fara tudo, sim, mas não chamem a isto convicção.
Como mostra Rui Tavares neste texto, Passos Coelho deambula entre temas desconexos e contraditórios entre si, na tentativa de cavalgar a agenda que lhe permita manter-se à tona, nem que para isso afirme hoje o que contrariou ontem.
A deriva populista é a última cartada que faltava jogar, quando tudo em que "acreditou" na frente económica, foi posto em causa pelo governo da geringonça, e o diabo não chegou.
Tenham medo, tenham muito medo. Este homem é capaz de tudo.
(título com citação atribuída a Groucho Marx)
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