quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Verdades inconvenientes

A falta de competitividade da economia portuguesa tem sido um mantra repetido até à exaustão, como justificação de uma politica de baixos salários. Com a crise e subsequente entrada da troika,  este mantra ampliou-se pela voz do governos de Passos Coelho com vista a acomodar socialmente todo tipo de agressões aos mais elementares direitos sociais, sindicais e económicos. O empobrecimento radical dos portugueses com o corte de salários e pensões e uma politica política fiscal agressiva e arbitrária levou ao depauperamento da classe média, que tem sido quem verdadeiramente tem estado a pagar a crise.   Hoje todos sabemos que este discurso não passa de uma mistificação encenada pelos verdadeiros responsáveis do descalabro da economia portuguesa e pelo saque generalizado dos recursos do país, promovendo a venda ao desbarato de empresas estratégicas como a EDP, os CCT e a PT. Um estudo mostra que os grandes responsáveis empocharam à grande, e ainda foram louvados.
Zeinal Bava um dos rostos dos deslumbrados gestores,  foi condecorado por Cavaco Silva com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial. Dois anos depois, a PT estava totalmente rebentada e Zeinal Bava podre de rico.
O professor de economia, Carlos Paz, não tem dúvidas: "Os nossos gestores são responsáveis pelo caos em Portugal. Estão habituados a viver na sombra do Estado, à espera do subsidio, da isenção fiscal e dos favores de grandes negócios".

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