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quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Oeiras ao rubro
Com a decisão do Tribunal de Oeiras de rejeitar o processo de candidatura de Isaltino de Morais, está instalado o lamaçal fedorento entre dois amigos desavindos, o atual presidente Paulo Vistas, e o homem que fez de Oeiras a sua quinta.
Vivo em Oeiras há 43 anos. Isaltino de Morais foi presidente do município durante mais de trinta anos, ora pelo PSD, à época foi considerado o autarca modelo, depois como candidato independente quando teve de cortar com o PSD para poder continuar a candidatar-se.
A história é conhecida, foi para ministro do governo de Durão Barroso quando começou a ser investigado pelo Ministério Público e formalmente acusado de corrupção, fuga ao fisco e branqueamento de capitais. É verdade que a acusação de corrupção acabou por ser considerada não provada, tendo por isso transitado em julgado as acusações de fuga ao fisco e branqueamento de capitais.
Em qualquer país civilizado, com cidadãos exigentes e sérios, não seria admissível que alguém condenado a prisão efetiva, por fuga ao fisco e branqueamento de capitais, após o cumprimento da pena, voltasse a candidatar-se a qualquer cargo político. Não é o que acontece em Oeiras, o concelho com um nível médio de escolaridade e de licenciados dos mais altos do pais, parece conviver sem um estremecimento com a aberração da eventualidade de poder ter um ex-presidiário à frente da sua autarquia.
Aguardemos as cenas dos próximo capítulos que não devem ser bonitas de se ver...
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