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sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Quand le sage montre la lune, l'imbécile regarde le doigt
Nos últimos dias, após a decisão do juiz do tribunal de Oeiras que inviabilizou a candidatura de Isaltino de Morais, assistiu-se a uma discussão surda, centrada na circunstância do rival de Isaltino, Paulo Vistas, ser padrinho de casamento do juiz. Na gritaria mediática que se seguiu, o isco lançado por Isaltino fez o seu caminho - colocar pressão sobre a idoneidade do juiz num processo de vitimização para colher a simpatia popular.
Ora a verdade é que estamos em presença de amigos desavindos que foram cumplicies durante décadas em Oeiras, e não de desconhecidos entre si. Chega a ser patético ver gente supostamente informada e crítica, cair na esparrela do tática isaltinista, que sabe mais a dormir que eles todos acordados, deixando-se arrastar para o lado em q Isaltino quer centrar a discussão: a perseguição judicial e o amiguismo entre Vistas e o juiz. Claro que o poder judicial se tem vindo a por a jeito para levar com suspeições em cima, mas na verdade não é isso que está em causa em Oeiras, nem sequer o mais importante.
A conspiração dos espertos, como lhe chama Rui Tavares, um texto que começa a levantar a ponta do véu de uma trama que estaria a ser urdida num concelho apetecível e com muitos negócios para fazer. Pensem! Aquilo que move esta gente não é a vida dos oeirenses....
domingo, 8 de setembro de 2013
(In)Seguro
"O secretário-geral do PS joga pelo seguro e aposta em mínimos para as autárquicas: um voto a mais já será uma vitória. Num sufrágio com mais de 4500 eleições distintas, esse voto a mais pode vir de uma freguesia recôndita com escassas dezenas de eleitores e apagará, segundo a aritmética política de António José Seguro, a perda de câmaras como, por exemplo a de Évora ou Braga.
Um critério tão defensivo não se estranharia num partido em declínio de popularidade por força da sua acçao no Governo, mas é revelador de fraqueza e falta de confiança vindo do partido da oposição que quer chegar ao poder dentro de dois anos. E que concorre em condições de vantagem absolutamente excepcionais, num país empobrecido e massacrado por políticas de austeridade levadas a cabo pelo seu principal adversário.
Contudo, para um chefe partidário poder invocar a especificidade destas eleições ou escapar ileso a uma eventual derrota, teria de reconhecer essa especificidade desde a primeira horas, o que implicava abster-se de apelos aos eleitores para que castiguem o Governo numa votação a que este não concorre. Pelo contrário, Seguro pede o julgamento do Executivo, sendo por isso natural que também seja julgado. Mesmo no caso de ganhar por um voto mas ficar com menos câmaras do que o PSD, pois aquilo a que decidiu chamar vitória corresponderá, de facto, a uma derrota política."
Fernando Madrinha, Um voto não basta, Expresso
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