"A nova tempestade financeira que se abateu sobre Portugal, todos o sabem, é determinada pelo anúncio de duas emissões obrigacionistas na quarta-feira. O que as instituições financeiras estão a fazer é a explorar a possibilidade de ganhos adicionais na compra de novos títulos a taxas mais altas. Os líderes políticos não podem nem devem alimentar esses ganhos com declarações políticas que criam dificuldades adicionais quer a Portugal como ao euro.
O governo em Lisboa pouco pode fazer para evitar as notícias sobre o colapso de Portugal. Mas José Sócrates pode fazer muito, colocando a sua firmeza e persistência ao serviço do combate ao défice público. O governo tem de usar todos os meios para, o mais tardar em Fevereiro, termos a certeza que o défice público deste ano vai ser cumprido. Só assim terá a solidariedade e uma solução europeia, sem o FMI. "
O governo em Lisboa pouco pode fazer para evitar as notícias sobre o colapso de Portugal. Mas José Sócrates pode fazer muito, colocando a sua firmeza e persistência ao serviço do combate ao défice público. O governo tem de usar todos os meios para, o mais tardar em Fevereiro, termos a certeza que o défice público deste ano vai ser cumprido. Só assim terá a solidariedade e uma solução europeia, sem o FMI. "
Helena Garrido, Jornal de Negócios
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É triste verificar que anda por aí muito boa gente a salivar, desejosa da entrada do FMI em Portugal. Deviam ter vergonha.
